quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OUTRO DIA, ESCUTEI O RADIALISTA LÉO RICARDO REPETIR COMO UM PAPAGAIO DE PIRATA, UM MONTÃO DE ABOBRINHAS CONTRA CUBA E A VENEZUELA. Num tom professoral e sem nenhum conhecimento de causa, o mesmo acusou UM DOS MAIORES LÍDERES DA HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA, de ser um ditador sanguinário. Eu não podia acreditar no que escutava, sem falar, que a mencionada peça DIFAMATÓRIA DE PROPAGANDA ULTRA DIREITISTA, estava sendo disseminada por uma RÁDIO COMUNITÁRIA. Eu já lhe enviei VÁRIOS EMAILS (que são obviamente ignorados), alertando e informando sôbre OS DIREITOS E DEVERES DAS OUTORGAS DE RÁDIODIFUSÃO COMUNITÁRIA. Recentemente, um comentarista sugeriu que, êsse comportamento irresponsável do LÉO RICARDO, como também, de seu subalterno TRAIDOR QUINTA COLUNA BETO ROCHA, poderia ser parte de um plano macabro arquitetado pelo Deputado Fisiológico dono da rádio LARANJA: para tirar de campo A ÚNICA VOZ CREDÍVEL DA CIDADE....obviamente, ambos (chefe e subalterno), seriam posteriormente recebidos de braços abertos na rádio pirata do político calhorda. Tudo o que eu tenho a dizer sôbre essa TEORIA é: NÃO ABUSEM DA INTELIGÊNCIA E DA PACIÊNCIA DE NOSSO POVO!.

AS FORÇAS PROGRESSISTAS DE MORRO DO CHAPÉU, PRECISAM SE UNIR PARA EVITAR O ATO DE 'HARAKIRI\HARAQUIRI' QUE ALMEJAM ALGUNS FUNCIONÁRIOS (que por lei deveriam ser voluntários) da RÁDIO COMUNITARIA DIAMANTINA FM. Nós monitoramos quase que diariamente as ações desses INFILTRADOS. Quanto à acusação que o comentarista fêz, eu, pessoalmente, não acredito que o LÉO RICARDO desça a tal ponto...mas A QUENGA QUINTA COLUNA BETO ROCHA: êsse não vale o cocô dos esgôtos que correm à céu aberto pelas ruas de Morro do Chapéu. Espero que a cúpula do PT local: MANTENHA DISTÂNCIA DESSE TRASTE.
01 - Quem pode operar o serviço de radiodifusão comunitária? A autorização para operação do serviço de radiodifusão comunitária apenas pode ser outorgada a associações comunitárias ou fundações que assegurem a ampla participação da comunidade atendida, tanto na sua administração, quanto na programação da emissora que será instalada. Essas entidades não podem ter fins lucrativos e devem ser legalmente instituídas, devidamente registradas e sediadas na área da comunidade na qual pretendem prestar o serviço. Seus dirigentes devem ser brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos e devem residir na área da comunidade atendida.

02 - Como deve ser a programação de uma rádio comunitária?
A programação diária de uma rádio comunitária deve conter informação, lazer, manifestações culturais, artísticas e outros conteúdos que possam contribuir para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais. Qualquer cidadão da comunidade beneficiada deve ter o direito de emitir opiniões sobre quaisquer assuntos abordados na programação da emissora, bem como manifestar suas idéias, propostas, sugestões, reclamações ou reivindicações.

03 - Qual é o procedimento para denunciar infrações cometidas por uma Rádio Comunitária autorizada? Denúncias sobre supostos erros na prestação do serviço de radiodifusão comunitária, acompanhadas de documentos que comprovem os fatos denunciados, podem ser encaminhadas via ofício à Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, situada na Esplanada dos Ministérios, Bloco “R” – 3º Andar do Anexo - Ala Oeste, Sala 300, CEP 70044-900 – Brasília-DF.
6 de Fevereiro de 2012 - 8h32

Luís Carapinha: Cínica ignorância…

A Venezuela é de novo notícia na cadeia midiática dominante. O motivo do alvoroço não é, desta feita, o pretenso agravamento do estado de saúde do seu presidente que algumas fontes da imprensa livre norte-americana e afim têm assegurado ser muito grave, praticamente mesmo terminal.

Por Luís Carapinha*, no Avante!


Não, afinal tudo se resume à escolha do candidato opositor que irá disputar com Chávez as presidenciais do próximo 7 de outubro (acreditando-se que o presidente venezuelano, enfim, sobreviva aos prognósticos médicos mais demolidores…). O eleito nos é apresentado como um enérgico jovem à porta dos 40 anos, todo ele virado para o progresso e a inefável democracia, de seu nome Capriles Radonski, na realidade conhecida personagem da direita local. Entre os seus créditos, refira-se, a participação entusiástica no fracassado golpe fascista de 2002. O ansioso gáudio geral da burguesia com Capriles é compreensível. Maior que a esmagadora ignorância sobre o percurso e realidade venezuelanas é o ódio visceral que a burguesia nutre em relação à Revolução Bolivariana e à figura do seu líder, o presidente Hugo Chávez.

Ódio de classe que não é naturalmente desprovido das suas razões. Convirá lembrar que a arrebatadora vitória eleitoral bolivariana alcançada em 1998 inicia a ascensão ao poder de um conjunto diverso de forças democráticas, populares, nacionalistas e de esquerda – resultado direto também de duras batalhas populares de cariz insurreccional, como o demonstra o exemplo destacado da Bolívia – que permitiu uma alteração sensível da correlação de forças na América Latina favorável às forças anti-imperialistas e abriu novos espaços – e desafios – ao avanço do campo progressista e revolucionário na via do desenvolvimento e da transformação sociais. Encontrando o exemplo e solidariedade pioneiras da revolução cubana.

Vem isto a propósito da realização da 11ª Reunião da Alba (Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América), que decorreu em Caracas nos dias 4 e 5 de fevereiro. Desde a anterior reunião de chefes de estado da organização que congrega actualmente oito países das Caraíbas, América Central e do Sul havia passado mais de um ano. As grandes burguesias nacionais e o imperialismo muito têm feito para silenciar e inviabilizar este processo que se perfila como núcleo anti-imperialista e de cooperação solidária das dinâmicas de integração que sulcam caminho na região. A constituição da Alba em 2004 por Cuba e Venezuela antecede a derrota-marco do projecto da Alca auspiciado pelo imperialismo dos EUA, linha divisória depois da qual viriam a surgir novas dinâmicas de articulação e integração regional como o Petrocaribe, a Unasur e, mais recentemente, a Celac. As intentonas golpistas dos últimos anos na América Latina visaram governos membros da Aliança. Sendo o caso mais sonante o golpe de estado nas Honduras em 2009 que resultou no abandono do país da Alba. As tentativas de golpe na Bolívia (2008) e Equador (2010), também membros da Alba, foram contudo derrotadas.

Na reunião agora realizada em Caracas três novos estados associaram-se à Alba através de um estatuto especial de convidados: Haiti, Santa Lúcia e Suriname. O conteúdo anti-colonialista e anti-imperialista das decisões ali tomadas nos planos político, social e económico, com relevo para a criação do espaço econômico da Alba e a extensão do projecto de moeda comum, o Sucre, têm impacto num momento conturbado em que o mundo se confronta com a realidade do aprofundamento da crise capitalista e a escalada agressiva do imperialismo.

Num quadro diversificado em que coexistem elementos e dinâmicas contraditórias, o exemplo da Alba configura-se como um dos palcos das lutas de classe.


* Luís Carapinha é membro da Seção Internacional do Partido Comunista Português




12/03/2010

Os fariseus e a dignidade


O que sabem os leitores dos diários brasileiros sobre Cuba? O que sabem os telespectadores brasileiros sobre Cuba? O que sabem os ouvintes de rádio brasileiros sobre Cuba? O que saberia o povo brasileiro sobre Cuba, se dependesse da mídia brasileira?

O que mais os jornalistas da imprensa mercantil adoram é concordar com seus patrões. Podem exorbitar na linguagem, para badalar os que pagam seu salários. Sabem que atacar ao PT é o que mais agrada a seus patrões, porque é quem mais os perturba e os afeta. Vale até dar espaco para qualquer mercenário publicar calúnias contra o Lula, para, depois jogá-lo de volta na lata do lixo.

No circo dessa imprensa recentemente realizado em São Paulo, os relatos dizem que os donos das empresas – Frias, Marinhos – tinham intervenções mais discretas, – ninguem duvida das suas posiçõoes de ultra-direita -, mas seus empregados se exibiam competindo sobre quem fazia a declaração mais extremista, mais retumbante, sabendo que seriam recolhidas pela mídia, mas sobretudo buscando sorrisinho no rosto dos patrões e, quem sabe, uns zerinhos a mais no contracheque no fim do mês.

Quem foi informado pela imprensa que há quase 50 anos Cuba já terminou com o analfabetismo, que mais recentemente, com a participação direta dos seus educadores, o analfabetismo foi erradicado na Venezuela, na Bolívia e no Equador? Que empresa jornalística noiticiou? Quais mandaram repórteres para saber como países pobres ou menos desenvolvidos conseguiram o que mais desenvolvidos como os EUA ou mesmo o Brasil, a Argentina, o México, náo conseguiram?

Mandaram repórteres saber como funciona naquela ilha do Caribe, pouco desenvolvida economicamente, o sistema educacional e de saúde universal e gratuito para todos? Se perguntaram sobre a comparação feita por Michael Moore no seu filme "Sicko" sobre os sistemas de saúde – em particular o brutalmente mercantilizado dos EUA e o público e gratuito de Cuba?

Essas empresas privadas da mídia fizeram reportagens sobre a Escola Latinoamericana de Medicina que, em Cuba, já formou mais de cinco gerações de médicos de todos os países da América Latina e inclusive dos EUA, gratuitamente, na melhor medicina social do mundo? Foi despertada a curiosidade de algum jornalista, econômico, educativo ou não, sobre o fato de que Cuba, passando por grandes dificuldades econômicas – como suas empresas não deixam de noticiar – não fechou nenhuma vaga nem nas suas escolas tradicionais, nem na Escola Latinoamericana de Medicina, nem fechou nenhum leito em hospitais?

Se dependesse dessas empresas, se trataria de um regime “decrépito”, governado por dois irmãos há mais de 50 anos, um verdadeiro “goulag tropical”, uma ilha transformada em prisão.

Alguém tentou explicar como é possivel conviver esse tipo de sociedade igualitária com a base naval de Guantánamo? Se noticiam regularmente as barbaridades que ocorrem lá, onde presos sob simples suspeita, são interrogados e torturados – conforme tantas testemunhas que a imprensa se nega em publicar – em condições fora de qualquer jurisdição internacional?

Noticiam que, como disse Raul Castro, sim, se tortura naquela ilha, se prende, se julga e se condena da forma mais arbitrária possível, detidos em masmorras, como animais, mas isso se passa sob responsabilidade norteamericana, desse mesmo governo que protesta por uma greve de fome de uma pessoa que – apesar da ignorância de cronistas da família Frias – não é um preso, mas está livre, na sua casa?

Perguntam-se por que a maior potência imperial do mundo, derrotada por essa pequena ilha, ainda hoje tem um pedaco do seu territorio? Escandalizam-se, dizendo que se “passou dos limites”, quando constatam que isso se dá há mais de um século, sob os olhos complacentes da “comunidade internacional”, modelo de “civilização”, agentes do colonialismo, da escravidão, da pirataria, do imperialismo, das duas grandes guerras mundiais, do fascismo?

Comparam a “indignação” atual dos jornais dos seus patrões com o que disseram ou calaram sobre Abu-Graieb? Sobre os “falsos positivos” (sabem do que se trata?) na Colômbia? Sobre a invasao e os massacres no Panamá, por tropas norteamericanas, que sequestraram e levaram para ser julgado em Miami seu ex-aliado e então presidente eleito do país, Noriega, cujos 30 anos foram completamente desconhecidos pela imprensa? Falam do muro que os EUA construíram na fronteira com o México, onde morre todos os anos mais gente do que em todo tempo de existência do muro de Berlim? A ocupação brutal da Palestina, o cerco que ainda segue a Gaza, é tema de seus espacos jornalisticos ou melhor calar para que os cada vez menos leitores, telespectadores e ouvintes possam se recordar do que realmente é barbarie, mas que cometida pela “civilizada” Israel – que ademais conta com empresas que anunciam regularmente nos orgãos dessas empresas – deve ser escondida? Que protestos fizeram os empregados da empresa que emprestou seus carros para que atuassem os servicos repressivos da ditadura, disfarçaados de jornalistas, para sequestrar, torturar, fuzilar e fazer opositores desaparecerem? Disseram que isso “passou de todos os limites” ou ficaram calados, para não perder seus empregos?

Mas morreu um preso em Cuba. Que horror! Que oportunidade para bajular os seus patrões, mostrando indignação contra um país de esquerda! Que bom poder reafirmar diante deles que se se foi algum dia de esquerda, foi um resfriado, pego por más convivências, em lugares que não frequentam mais; já estão curados, vacinados, nunca mais pegarão esse vírus. (Um empregado da família Frias, casado com uma tucana, orgulha-se de ter ido a todos os Foruns Econômicos de Davos e a nenhum Fórum Social Mundial.
Ali pôde conhecer ricaços e entrevistá-los, antes que estivessem envoldidos em escândalos, quebrassem ou fossem para a prisão. Cada um tem seu gosto, mas não dá para posar como “progressista”, escolhendo Davos a Porto Alegre.)

Não conhecem Cuba, promovem a mentira do silêncio, para poder difamar Cuba. Não dizem o que era na época da ditadura de Batista e em que se transformou hoje. Não dizem que os problemas que têm a ilha é porque não quer fazer o que fez o darling dessa midia, FHC, impondo duro ajuste fiscal para equilibrar as finanças públicas, privatizando, favorecendo o grande capital, financeirizando a economia e o Estado. Cuba busca manter os direitos universais a toda sua população, para o que trata de desenvolver um modelo econômico que não faça com que o povo pague as dificuldades da economia. Mentem silenciando sobre o fato de que, em Cuba, não há ninguem abandonado nas ruas, de que todos podem contar com o apoio do Estado cubano, um Estado que nunca se rendeu ao FMI.

Cuba é a sociedade mais igualitária do mundo, a mais solidária, um país soberano, assediado pelo mais longo bloqueio que a história conheceu, de quase 50 anos, pela maior potência econômica e militar da história. Cuba é vítima privilegiada da imprensa saudosa do Bush, porque se é possivel uma sociedade igualitária, solidária, mesmo que pobre, que maior acusação pode haver contra a sociedade do egoísmo, do consumismo, da mercantilizacao, em que tudo tem preço, tudo se vende, tudo se compra?

Como disse Celso Amorim, o Ministro de Relações Exteriores do Brasil: os que querem contribuir a resolver a situação de Cuba tem uma fórmula muito simples – terminem com o bloqueio contra a ilha. Terminem com Guantanamo como base de terrorismo internacional, terminem com o bloqueio informativo, dêem aos cubanos o mesmo direito que dão diariamente aos opositores ao regime – o do expor o que pensam. Relatem as verdades de Cuba no lugar das mentiras, do silêncio e da covardia.

Diante de situações como essa, a razão e a atualidade de José Martí:

“Há de haver no mundo certa quantidade de decoro,
como há de haver certa quantidade de luz.
Quando há muitos homens sem decoro, há sempre outros
que têm em si o decoro de muitos homens.
Estes são os que se rebelam com força terrível
contra os que roubam aos povos sua liberdade,
que é roubar-lhes seu decoro.
Nesses homens vão milhares de homens,
vai um povo inteiro,
vai a dignidade humana…
Postado por Emir Sader às 05:03

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