segunda-feira, 2 de julho de 2012

2 DE JULHO: dia da independência da Bahia...e suas ramificações aqui em Morro do Chapéu.

2 DE JULHO É A DATA MAGNA DA BAHIA; com a sua parcela de Heróis, Heroinas...e, infelizmente: de Corruptos...e Traidores também. Morro do Chapéu, foi o local preferido por esse último grupo de QUINTA-COLUNA PORTUGUESES; para refugiar-se. Quase DOIS SÉCULOS DEPOIS, os descendentes desses mesmos traíras, continuam podres...e traindo a sua TERRA NATAL. Agora, para nós daqui da terrinha, o ODIADO Ditador Ignácio Madeira de Melo; chama-se JOSÉ CARLOS ARAÚJO. Não é uma alegoria o que acabo de citar. A maioria dos Políticos Bandidos que hoje DESgovernam esta sofrida terra, são descendentes direto dos Portugueses que combateram os NACIONAIS\BRASILEIROS; naquele fatídico 2 DE JULHO DE 1823.
HINO AO 2 DE JULHO....MUITO BONITO MESMO.

O dia da Independência do Brasil na Bahia

Por ADRIANO
Do Terra Magazine
Dois de julho: Independência do Brasil (na Bahia)
Paulo Costa Lima
Poucas pessoas fora da Bahia conhecem a força do 2 de julho. É uma falha enorme de informação histórica, pois trata-se do processo de independência do Brasil, e não da independência da Bahia, como até hoje muita gente fala. Uma coisa é dar o grito do Ipiranga, outra coisa é garantir pleno domínio sobre o território nacional.
Entre as duas pontas, uma guerra. A guerra da Bahia, onde brilhou o heroísmo popular, além de lideranças como Labatut, Lima e Silva, João das Botas, Maria Quitéria, entre tantos outros. Em carta a José Bonifácio, Labatut registra: "Nenhum filho de dono de engenho se alistou para lutar". A consciência da possibilidade de uma nação surgiu de baixo.
Foram meses de luta, batalhas em diversos pontos do Recôncavo Baiano, sendo a mais famosa a de Pirajá, onde segundo consta, o corneteiro Lopes decidiu a vitória tocando 'avançar' quando havia sido instruído para fazer o contrário. Vitória brasileira.
Que espécie de sol é esse - 'brilha mais que no primeiro'? Que espécie de chamado convoca e reúne cerca de 500.000 pessoas em Salvador a cada 2 de julho, há 184 anos, em torno de um cortejo, que na verdade é espelho vivo de nós mesmos, uma construção existencial baiana, encontro e pororoca de atitudes culturais as mais distintas?
Na verdade, basta olhar o carro do caboclo para exemplificar o que é mesmo diversidade: tem lança de madeira apontada para um dragão, cocar, muitas penas, armadura de ferro em estilo medieval, baionetas, anjinhos barrocos, placas com nomes de heróis, colares diversos, alforjes, bandeiras, folhas e mais folhas, entre outras tantas coisas.
Não é uma festa para se ver pela televisão ou para entender através da mídia. Não adianta focalizar em momentos, mesmo que solenes e oficiais, reunindo poderes constituídos e povo. É uma festa para participar. Só sabe do que se trata quem vai lá, quem sente a emoção fluindo, quem vê o interesse do povo em festejar e manter a tradição, desde a alvorada no largo da Lapinha até o Campo Grande.
No meio de tudo isso a figura inesquecível de Maria Quitéria, uma mulher que se fez soldado, e que foi oficialmente aceita por D. Pedro I como membro do Exército Nacional, com direito a ostentar sua insígnia pelo resto da vida. Lutou bravamente, desafiou a todos, inclusive ao pai, que a queria longe da luta.
Segundo a historiadora inglesa Maria Graham, que deixou registrado um perfil da heroína, a moça era bastante feminina, ninguém duvidava de sua virtude mesmo depois de meses de acampamento com os homens. Gostava de comer ovo ao meio dia e peixe com farinha no jantar. Fumava um cigarro de palha após as refeições. Entendia as coisas com rapidez e naturalidade. Depois da guerra voltou para sua terra, casou-se e teve uma filha. Entrou em Salvador acompanhando o General Lima e Silva e foi agraciada com uma coroa de flores no Convento da Soledade.
É mesmo impressionante verificar que o espírito de 1823, da entrada triunfante de nossos combatentes e da visão libertadora compartilhada por Recôncavo e Cidade da Bahia, tenha sido preservado durante todo esse tempo, e que ainda continuará dessa forma por muitos e muitos anos. Qual o segredo da longevidade?
Não existe segredo. Enquanto a população sentir que o 2 de julho lhe pertence, haverá 2 de julho. E portanto, para falar disso que emana da festa, devemos esquecer os chavões do civismo, aquela noção de bandeirantes fardados e perfilados, pois o território do nosso civismo é outro - é mais caboclo. E não é território de exclusão, celebra caboclo e cabocla. Portanto, entre folhas, armadura, dragão e celebração o que emerge é o próprio território cultural da Bahia. Território matriz que não está interessado em meros separatismos, e sim na invenção de uma nova idéia de coletivo.
Na verdade esse civismo de pertencimento, que não depende de efígies gregas, máximas latinas ou princípios positivistas (mas que também não os rejeita), se realimenta a cada ano com a própria participação dos atores e autores populares, os quais garantem permanência à celebração, simplesmente por se sentirem parte dela.
Muito antes do atual discurso sobre inclusão, lá estava o símbolo pronto de um País, o qual só lentamente vai se aproximando da densidade da construção simbólica de origem. Coisas que eram apenas vetores em 1822-23 foram aos poucos virando realidade - abolição, república, protagonismo feminino...
Na verdade, na verdade, o mais bonito é pensar que o 2 de Julho é o nosso destino, e que certamente um dia estaremos plenamente à altura da força e dignidade que evoca e constitui.

Nota do Blog MNSC. É importante notar - por acurácia histórica -, que nem todos os HERÓIS dessa história - ou de qualquer outra -; são santinhos...como  quer nos fazer crer alguns historiadores. Tomemos como exemplo o caso do GENERAL\ posteriormente MARECHAL-DE-CAMPO PIERRE LABATUT. Qualquer historiador honesto, não pode esconder, que se tratava de um MERCENÁRIO PROFISSIONAL (recrutado pelo Imperador Pedro I), com passagem por todos os PONTOS\BOCAS QUENTES da época. Onde havia foco de REVOLTA\REVOLUÇÃO, lá estava LABATUT para ganhar o seu DIMDIM. O 'Homi' não parava em lugar nenhum. A ilha de Malta, Corfu, Hispaniola, Estados Unidos, Espanha, a Venezuela de Bolívar, Colombia; foram alguns dos "locais de trabalho" deste fascinante personagem...que, viu os seus últimos dias aqui na nossa Bahia. Outro aspecto interessante sobre o mesmo, é, que pouco se sabe ou se encontra nos arquivos Francêses. Alto, forte, bonito; isso é o pouco que se sabe sobre a vida pessoal deste personagem misterioso. Muitos suspeitam que talvez fosse também ESPIÃO\agente duplo\triplo. Aparentemente, foi casado e deixou para trás (na sua terra natal), mulher(es) e filhos.
Abaixo, podemos constatar, que obrigações familiares; também não era o seu forte. Leam a carta que envia uma das suas supostas esposas, desesperada, pedindo AJUDA FINANCEIRA E INFORMAÇÃO ao Exército Francês...sobre o marido irresponsável.


     ''Claire LABATUT, épouse de  Pierre,  est  à  Bordeaux.
Elle réside rue Sainte-Thérèse  au no.3.  Le  18  novembre
1815, elle écrit - enfin fait écrire - au Ministre  secré-
taire d'Etat de la Guerre la lettre  suivante  qui  mérite
d'être lue in extenso pour les détails qu'elle fournit.
     A son Excellence le Ministre Secrétaire d'État de  la
Guerre
"Monseigneur,
Daignez pardonner à une épouse désolée la liberté  qu'elle
prend d'écrire à votre Excellence pour  lui  demander  des
enseignements sur son mari, le sieur Pierre LABATUT, natif
de Cannes, département  du  Var  (sic),  âgé  de  37  ans,
colonel, officier de la  Légion  d'Honneur.  Chargé  d'une
mission importante dans les  colonies  espagnoles,  il  se
rendit à Paris en juillet dernier pour  rendre  compte  au
Roi du résultat de son voyage et solliciter de ses  bontés
la continuation de son grade dans la nouvelle organisation
de l'armée, ainsi que le payement de cinq années d'appoin-
tements qui lui sont dus. Dans sa dernière lettre en  date
du 22 août, il disait : "Je dois revenir chez le  Ministre
de la Guerre pour obtenir une prompte décision sur l'objet
de ma demande".
Depuis lors, il n'a plus écrit  et  il  a  été  impossible
d'apprendre de ses  nouvelles...  Incertaine  s'il  existe
encore, son infortunée épouse vient supplier Votre  Excel-
lence de vouloir bien faire faire  dans  ses  bureaux  des
recherches qui la fixent sur le  sort  de  son  malheureux
époux. Ne craignez pas de  le  lui  apprendre  quel  qu'il
soit, Monseigneur. Sa qualité d'épouse, de  mère  de  deux
enfants et votre humanité lui donnent lieu  d'espérer  une
prompte réponse.
En attendant cette faveur, elle est avec le  plus  profond
respect, Monseigneur, de votre Excellence, la très  humble
et très obéissante servante".
Signé : Clairine LABATUT "

GOVERNADOR WAGNER PARTICIPA DAS CELEBRAÇÕES DA DATA DA INDEPENDÊNCIA DA BAHIA.

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