segunda-feira, 9 de julho de 2012

EXCELENTE ARTIGO DO PROFESSOR EMIR SADER, SOBRE A ATUAL CONJUNTURA POLÍTICA DA AMÉRICA LATINA. A nossa Morro do Chapéu, infelizmente, ainda continua imersa na CORRUPÇÃO E NO ATRASO MEDIEVAL; enquanto outras regiões deste vasto continente se desenvolvem. Não precisa ser nenhum cientista político para saber que, uma terra que tem homens do quilate do Deputado Fisiológico JOSÉ CARLOS ARAÚJO, LOURIVAL CUNEGUNDES,ODILÉSIO GOMES,ALIOMAR ROCHA,CLEOVÁ BARRETO,O CAMALEÔNICO IMPOSTOR ÉRICO SAMPAIO e congêneres, como líderes: está eternamente condenada À CORRUPÇÃO E AO ATRASO. Para os nossos conterrâneos que nos acessam diariamente - aqui e alhures -, entendam, este é o NOSSO SOLO NATAL; porisso não podemos ficar inertes. O CRIME ORGANIZADO se apossou dos cofres públicos desta sofrida terra e, quem se cala; é conivente...e culpado por estarmos entre os 100 (CEM) MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM O MENOR IDH. Por décadas e décadas, OLIGARQUIAS MAFIOSAS SE REVEZAM NO PODER, tendo como objetivo único: O ENRIQUECIMENTO ILÍCITO. MANSÕES, CARRÕES IMPORTADOS, CASAS DE PRAIA, FAZENDAS, APARTAMENTOS EM SSA, JANTARES EM RESTAURANTES CHICs, faz parte do estilo de vida NABABESCO desses MARGINAIS DE COLARINHO BRANCO. A LEI DA FICHA LIMPA, NÃO É AINDA A SOLUÇÃO, MAS JÁ INIBE BASTANTE; AS AÇÕES DOS BANDIDOS...LADRÕES DE DINHEIRO PÚBLICO.



       
O Fórum de São Paulo e a esquerda latinoamericana hoje


Desde sua primeira reunião, em 1990, em São Paulo, o Fórum dos partidos de esquerda da América Latina – que levou o nome da cidade onde fez sua primeira reunião – o Fórum de São Paulo passou por diferentes etapas, até esta reunião em Caracas, de forma paralela à trajetória da esquerda latino-americana.

1990 foi o ano do lançamento do Consenso de Washington, expressão programática do neoliberalismo e do seu “pensamento único”. Se sentiam suficientemente seguros e vitoriosos, para que as forças neoliberais buscassem codificar seu triunfo em normas obrigatórias “para qualquer governo sério”.

Na própria América Latina encontraram eco na direita radical de Pinochet, na socialdemocracia chilena, brasileira, venezuelana, passando pelos nacionalismos peronista na Argentina e do PRI mexicano.

As forças de esquerda, no plano social, político e ideológico, se encontravam na defensiva, resistindo à avalanche neoliberal, que detinha a hegemonia no continente e o governo de praticamente todos os países. O Fórum de São Paulo era um espaço de resistência, de denúncia, mas também de formulação de alternativas.

A situação mudou de uma década para a outra, quando o campo popular passou da defensiva à disputa de alternativas, ao embates eleitorais para conquistas governos e construir concretamente alternativas posneoliberais.

Quando faz esta sua reunião em Caracas, o Forum de São Paulo encara outra fase da esquerda latino-americana. Basta dizer que estão presentes vários partidos que estão nos governos dos seus países há já mais de 10 anos – como no caso da PSUV da Venezuela -, ou quase isso – como o PT do Brasil, a Frente Ampla do Uruguai, o MAS da Bolivia, a Aliança País do Equador.

Entre outras preocupações, se coloca o problema do papel dos partidos diante dos processos posneoliberais. Os grandes protagonistas desses processos são governos de aliança, sob a direção de partidos de esquerda. O papel dos partidos de esquerda é, antes de tudo, defender os interesses da esquerda em alianças de centro-esquerda, para garantir a aprofundar as posições da esquerda – as posições antineoliberais e anticapitalistas. Fazê-lo é nao apenas lutar contra as sobrevivências do neoliberalismo – o poder do capital financeiro, do agronegócio, da mídia privada, entre outros -, mas articular o posneoliberalismo com o anticapitapitalismo e a construção de um modelo alternativo na América Latina.

Esta reunião do Fórum de São Paulo se faz no marco das eleições presidenciais da Venezuela, quando Hugo Chavez deve conquistar um novo mandato e consolidar a segunda década de governos neoliberais no continente. E, ao mesmo tempo, quando governos neoliberais enfrentam várias dificuldades, entre elas os conflitos em torno das necessidades incontornáveis de desenvolvimento econômico e o equilíbrio meioambiental.

Não há solução ótima, geral, que aponte para a resolução de todos os conflitos e casos particulares. É uma das funções essenciais da atualidade que os intelectuais e os dirigentes políticos e sociais construam os espaços de debate entre os governos e os movimentos sociais – indígenas, camponeses, ecológicos – para a solução concreta, política, negociada, de cada um dos conflitos. E, ao mesmo tempo, organizar as formas de pesquisa teórica, analítica, e enfoque mais geral, mais além dos dilemas concretos, de modelos alternativos que compatibilizem, mesmo sob fortes tensões teóricas e políticas e necessidades constante de sempre renovadas formas de sínteses concretas entre o desenvolvimento economico e a proteção do meio ambiente.

O Forum de Sao Paulo é um dos lugares em condições de assumir essa tarefa, como contribuição essencial ao avanço dos governos posneoliberais na direção do anticapitalismo e do socialismo.
Postado por Emir Sader às 16:28
      
rogerio krieger diz:
08/07/2012
...o mundo dos ingenuos já passou ! Á única restia de esperança é a america latina.Através dos movimentos populares bem organizados poderemos levar nossos gov.populares a se alinhar mais á esquerda nas questões socais,economicas e políticas,OU ,será como diz maria conceição tavares:o facismo da hipertecnologia dos mercados financeiros a controlar o grande big brother mundial.Além do que ppassamos por um crise endêmica de paradigma de civilizações;o ocidente ruiu como modelo,a china vem a mil,e o oriente está em ebulição e a áfrica com fome e falta de saúde básica.Estamos a teorizar pela terc eira via do voto burgues e democrático,da paz sob as mesmas extruturas de expoliação e dominação economica. a mais valia está funcionando muito bem,o marerialismo dialético perpassa aos tempos,a revolução permanente é necessária,a essência do anarquismo histórico est´mais vivo do que nuca.Por onde iremos sair deste labirinto que estamos,não se esquecendo ainda que as farc não são traficantes e são forças beligerantes de atuação,quer gostemos ou não.Neste emaranhado de emoções temos que construir-se fortemente em ações de todas maneiras e principalmente como vamos combater o imperilismo proto´facista que vem aí com todas suas armas.Não nos enganamos não,este tabuleiro é viciado.Com o KAPITAL NÃO DÁA PARA BRICAR.o JOGO É PESADO,E VIVEMOS NUM MUNDO QUE NECESSITA É DE AÇÕES E NÃO DE TEORIAS,PARA ONTEM COMO DIZ O GAUDÉRIO.pacha mama,ernesto e muitos outros ícones estão a nos perturbar nossa letargia intelectual...Louvo o foro e todos fóruns de esquerda,MAS PRECISAMOS È DE AÇÕES,E JÁ,concatenadas,interligadas,quem sabe toda essa energia não servirá para pormos em prática o que podemos,,,a história mundial foi construída com muito sangue trabalho,intelecto e suor,não apenas VOTOS.!?(rogerio krieger-cidreira)..HOJE SER DE ESQUERDA É SER PALESTINO!
Alexandra de Alvim Pinto diz:
07/07/2012
Sobre a formulação de teorias e estratégias da esquerda na luta anticapitalista, muito se fala em tomar cuidado com modelos deterministas ou pré-configurados - o que estou de acordo. Entretanto, isso não significa ocultar os saberes e as experiências históricas dessa luta. Pelo contrário, aprender com os erros do passado e reinterpretar antigas teorias à luz de novos contextos creio ser o caminho para a construção de uma sociedade socialista e democrática. Eis porque não podemos nos esquecer que:
Segundo os pressupostos do materialismo histórico, a classe burguesa, constituindo-se ao longo dos séculos XV, XVI, XVII, XVIII..., ocupou o lugar do poder porque cindiu o saber produtivo imediato do trabalhador, isto é, o saber que este detinha sobre as etapas do processo de produção da mercadoria e porque se apropriou do saber mediato ou ainda do saber cumulativo, historicamente determinado pela luta de classes.
A tecnologia e a maquinaria, tal como é utilizada na lógica da classe dominante, representa um paradigma para a própria lógica do sistema, por dois motivos: primeiro porque desapropria o trabalhador do saber produtivo, ao passo que necessita de um trabalhador qualificado para o exercício do trabalho tecnológico; segundo, porque ao criar o trabalho excedente, necessário para a extração de mais-valia, quebra a tríade produção-distribuição-consumo à medida que, promovendo o desemprego, o trabalhador desempregado representa um consumidor a menos.
Dessa forma, ao pensar numa outra lógica para a tríade produção-distribuição-consumo, fundamental para qualquer sistema produtivo, faz-se necessária a construção e organização do espaço e do saber produtivo de maneira que a memória e as experiências de classe (ou da luta de classes) sejam legadas enquanto memória histórica. A possibilidade de almejar um novo sentido para a oposição paradigmática entre crescimento tecnológico e qualidade das relações humanas, encontra-se na construção de um novo saber-fazer-poder que procure analisar as relações sociais históricas, e as consciências circunscritas às mesmas, atentando para o problema da cisão entre saber-produção-lugar ou ainda, da concepção de educação a ser produzida-transmitida-vinculada, e o da separação do produto daquele que o produz, isto é, da tríade produção-distribuição-consumo.
Alexandra de Alvim Pinto (Historiadora,MG)
Marquinhos Santa Fé diz:
07/07/2012
Confio muito nesse novo modelo de mundo proposto pelos países latino- americanos, estamos no caminho certo!
Raimundo W. S. Melo diz:
06/07/2012
Video telesur da mensagem de Lula para o Foro de São Paulo:
http://www.telesurtv.net/articulos/2012/07/06/lula-da-silva-reitero-apoyo-a-chavez-en-clausura-del-foro-de-sao-paulo-5915.html
jauiri n.g silva diz:
06/07/2012
Foram esses os poderes que influenciaran e influenciam os politicos brasileiros a fazerem o que fazem em relação aos
aposentados que contribuiram ,e se aposentaram com valor
correspondente a varios salarios mínimos e hoje recebem lum
mínimo ou pouco mais que isso.E A IMPRENSA PERMANESSE
MUDA ESSE RESPEITO.
Antonio Leon Rosa diz:
06/07/2012
Espero, caro Emir, que o Forum de São Paulo também tenha tratado das conspirações neogolpistas contra os governos progressistas/populares da América do Sul e as possibilidades de se antecipar aos acontecimentos e impedir que essa onda maléfica prolifere em nosso continente. Não haverá perdão para uma esquerda que não percebe a gravidade do momento histórico que estamos a presenciar. A direita reacionária age, sem nenhum escrúpulo, para inviabilizar nossos projetos políticos, com "apoio técnico" da CIA/Depto. de Estado dos EUA e dos impérios midiáticos que auxiliaram a se instalar em nossos países. A cada ataque, uma resposta à altura: é o que as esquerdas precisam fazer de agora em diante.
darcio diz:
05/07/2012
Seu post é mais uma questão de fé, uma aposta, menos que uma carta de intenções, porque dentro desse quadro que o Sr. descreve reforçar posições antineoliberais é, na maioria dos casos, voltar a posições liberais clássicas como expansão da cidadania, dos serviços básicos (saúde e educação), acesso ao consumo, etc. Dirigir-se ao anticapitalismo e ao socialismo é um baita problema que a esquerda tradicional, até agora, não deu o menor sinal de equalizá-la, aliás, precisamos que uma discussão de princípios que acredito que este foro não lá muito a fim de fazer.
Milton Bezerra diz:
05/07/2012
Encontro alentador, sobretudo quando vislumbramos crises abissais que apelam para a união de esforços das esquerdas, únicas forças capazes de evitar uma catástrofe final e completamente irreversível.

VÍDEO ACIMA DESMASCARA O GOLPE PARAGUAIO.

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