quinta-feira, 30 de agosto de 2012

LIVRO DESMENTE VERSÃO OFICIAL SOBRE A MORTE DO SHEIKH USAMA BIN LADEN.



30 de Agosto de 2012 - 17h47

Livro desmente versão oficial da missão que matou Bin Laden


A versão do assassinato do “terrorista número um” apresentada pelo Pentágono está se desmoronando sob os depoimentos das testemunhas. A mídia ocidental publica fragmentos de um livro, supostamente escrito por um dos participantes da operação de assalto à casa de Osama Bin Laden.


O autor afirma que o líder da Al-Qaida suicidou-se com um tiro ou foi morto por um atirador de elite ainda antes do momento em que a unidade dos “leões marinhos” americanos invadissem a sua casa.

O autor do livro supostamente teria participado do ataque de maio de 2011, na cidade paquistanesa de Abbotabad. O livro intitulado "Um dia nada simples" seria lançado em 11 de setembro – no 11º dos ataques atribuídos à Al-Qaida pelo governo americano de então.

Mas devido aos vazamentos e à reação tempestuosa da mídia, decidiu-se lançar o livro com antecedência de uma semana.

O autor, indicado na capa, seria um certo Mark Owen. Mas o canal de televisão Fox News sustenta que desvendou o nome correto do autor: é o veterano da unidade dos “Leões Marinhos” Matt Bisonett, de 36 anos, cavalheiro da Medalha de Bronze e da ordem “Coração de Púrpura”.

Para não ficar para trás dos concorrentes, outras edições, em particular, o Business Insider, descobriram e publicaram a fotografia do suposto "heroi". Portanto o seu retrato com a legenda “O assassino do mártir xeque Osama bin Laden” já embeleza o site da Al-Qaida.

O autor do futuro sucesso de venda expõe da seguinte maneira a sua história. Quando a tropa dos “leões marinhos” já estava dentro da residência de Bin Laden e subia pela escada para o segundo andar, um dos soldados viu o líder dos terroristas aparecer por um instante na porta de um dormitório. Ele desapareceu imediatamente dentro do quarto.

Um instante depois ouviram-se tiros. Quando a tropa invadiu o quarto, Bin Laden já era uma peça morta. Duas mulheres soluçavam sobre o seu corpo, um lado da cabeça do homem estava ensanguentado, e ele contorcia-se em convulsões mortais.

“Owen – Bissonett e mais um comando textualmente crivaram-no de balas. A seguir revistaram o dormitório e encontraram duas armas de fogo – o fuzil/espingarda AK-47 e a pistola Makarov, ambas com pentes vazios. Fazemos lembrar que de acordo com a versão oficial, Bin Laden estava armado e não pretendia render-se".

O autor desmente também a declaração dos círculos oficiais de Washington de que o inimigo abatido foi tratado com todo o respeito. “Owen” afirma no seu livro que um dos participantes da operação sentou-se no corpo de Bin Laden, quando este era levado pelo helicóptero.

É preciso levar em consideração que a liquidação do “terrorista número um” é um dos poucos “ativos pré-eleitorais” de Barack Obama, salvo a “vitória” sobre o líder líbio Muamar Kadafi, pois sob o ponto de vista do bom senso esta última dificilmente pode ser qualificada como um ativo. Aliás, a própria operação de assalto ao abrigo de Bin Laden tem um aspecto um tanto sombrio.

A versão oficial foi criticada a partir do momento que surgiu. Nas entrevistas anônimas os participantes da operação chamavam à crônica de eventos, publicada pelas autoridades, somente de “um bangue-bangue de mau gosto”.

Naquela mesma ocasião o almirante William McRaven, chefe do comando de operações especiais das forças armadas americanas, advertiu que qualquer pessoa que revelasse informações secretas, teria que enfrentar repressões a ponto de ser submetida à perseguição penal e condenada à prisão.

No entanto, o livro saiu e, a julgar por tudo, o autor não fez grandes esforços para ocultar o seu verdadeiro nome. O veterano do serviço russo de Inteligência Externa Lev Korolkov reputa que isso faz lembrar mais de tudo “um lance pré-eleitoral”.

"Quanto mais próximo fica o mês de novembro, tanto maior será o número de lances semelhantes. É o desenrolar natural da luta política em que todos os meios são bons. Agora trava-se a luta pelo posto de presidente e, como é natural, ambas as partes procuram lançar o máximo de materiais comprometedores um contra outro. Quanto a Bin Laden, este virou de há muito uma espécie de bandeira que as partes roubam uma da outra."

Por enquanto, a imprensa veicula intensamente os fatos da biografia do "valoroso combatente" do comando de operações especiais, que ousara lançar desafio a Obama.

Afirma-se, por exemplo, que Bisonnett haveria participado das operações contra os piratas somalis e fez parte da operação de libertação em 2009 do capitão do porta-contêiner Maersk Alabama. Mas o mais importante é que Bisonnett não faz segredo de que está descontente com o presidente Barack Obama.

Do Portal Vermelho, com informações da Voz da Rússia

FASCINANTE DESCOBERTA. OS EUROCÊNTRICOS MAIS UMA VÊZ FORAM DESMASCARADOS: A NOSSA AMÉRICA COMO A 'MAMA ÁFRICA' ; TAMBÉM JÁ FORAM EXEMPLOS DE 'ALTA CULTURA'. A MAIS NOVA PROVA AÍ ESTÁ.

Teatro maia com 1.200 anos é encontrado no México



O INAH (Instituto Nacional de Antropologia e História do México) encontrou um teatro maia desativado há mais de mil anos em Ocosingo, no Estado de Chiapas. O anúncio da descoberta foi realizado na última terça-feira (28).



 teatro maia O teatro recém-descoberto no Estado de Chiapas, no México, era utilizado pela elite da sociedade maia por volta de 800 d.C / Foto: Divulgação.
Segundo o diretor do projeto de investigação no sítio arqueológico, Luis Alberto Martos López, apenas a elite da sociedade maia tinha acesso ao teatro, que poderia receber até 120 pessoas.

Era um local exclusivo, pois foi encontrado a 42 metros de altura em relação às praças do complexo”, afirmou Martos López.

A hipótese elaborada pelos arqueólogos é a de que uma dinastia assumiu o governo da região por volta de 800 d.C. e buscou a sua legitimidade, entre outras formas, por meio do teatro político.

De acordo com Martos López, “tudo indica que a dinastia não conseguiu se estabelecer por muito tempo e a cidade foi abandonada com violência” cerca de 200 anos depois.

Além de ser menor que os outros teatros maias, a principal diferença desse espaço é que ele se encontra dentro de um palácio. “As peças não eram só artísticas, mas também simbólicas e religiosas. As sociedades maias foram classificadas como ‘estados teatrais’, porque os governantes aproveitavam essas ocasiões para exercer seu poder publicamente.”

O local das escavações começou a ser ocupado por volta de 150 a.C, segundo a equipe de investigação do INAH.

Fonte: Opera Mundi



GGRANDE PIRÂMIDE DE CHICHEN-ITZA

Caracol Astronomical Observatory, Chichen Itza Ruins, Maya Civilization, Yucatan, Mexico Photographic PrintOBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO.

Mayan History
Mayan Fresco at the National Museum of Anthropology in Mexico City.


 

CAMPANHA BRASIL COM CHÁVEZ. REPASSEM! REPASSEM!...PORQUE A MIDIA MAFIOSA BRASILEIRA NUNCA IRÁ PERMITIR QUE A VERDADE (SOBRE ESSE GRANDE HERÓI DOS POVOS OPRIMIDOS) VENHA À TONA. PARA QUEM AINDA NÃO SABE A 'VERDADE' SOBRE A VENEZUELA, AS MATÉRIAS ABAIXO; SÃO DE SUMA IMPORTÂNCIA...PARA SE ENTENDER A VERDADEIRA NATUREZA DO GOVERNO CONSTITUCIONAL DESTA NAÇÃO IRMÃ.


>> Leia aqui matérias especiais


Movimentos sociais com Chávez

Do sítio da campanha Brasil está com Chávez:

Na próxima quarta-feira (5), a “Campanha Brasil está com Chávez” promove um ato-festa em solidariedade ao povo venezuelano e em apoio à eleição de Hugo Chávez, atual presidente da Venezuela. A atividade será realizada às 19 horas, na Casa de Portugal (Av. Liberdade, 602), em São Paulo (SP), e é aberta ao público.

O evento contará com um ato político com os dirigentes dos movimentos/partidos/organizações da campanha, além de apresentações musicais do Brasil e da Venezuela. Já estão confirmadas as presenças de João Pedro Stédile, da Direção Nacional do MST; Fernando Morais, jornalista e escritor; Renato Rabelo, presidente do PCdoB; Valter Pomar, da Direção Nacional do PT; Nalu Farias, da Marcha Mundial de Mulheres; Dora Martins, juíza e integrante da Associação de Juízes para a Democracia; Ricardo Gebrim, da Coordenação Nacional da Consulta Popular; Socorro Gomes, presidenta do Cebrapaz.

A atração musical venezuelana do ato será o grupo Tambores Bombayá (ouça uma música deles: http://bit.ly/NEssPe ), que apresentará o ritmo da percussão afro-venezuelana e da militância bolivariana para o Brasil. Já a atração brasileira será o Thobias, da Vai-Vai, e a apresentação do cantor e compositor Pedro Munhoz, que compôs o jingle (ouça aqui: http://bit.ly/PSEJSj ) da Campanha brasileira em apoio a Chávez.

No ato também será apresentado um vídeo com o depoimento de personalidades brasileiras que apóiam Chávez, como o ex-presidente Lula, o jornalista e escritor Eric Nepomuceno, e o jornalista e professor Denis de Morais.

A campanha
Em 7 de outubro, acontecem eleições presidenciais na Venezuela. Para a campanha, o Brasil tem um papel político importante nessa disputa, uma vez que a direita venezuelana e brasileira buscam impedir a continuidade e aprofundamento da chamada Revolução Bolivariana. “O que está em jogo nas eleições da Venezuela é uma disputa de modelos para os povos latinoamericanos. A vitória de Chávez extrapola os marcos venezuelanos e se reveste de um caráter continental. A vitória de Chávez é a vitória da América Latina”, afirma João Pedro Stédile.

É por isso que partidos políticos, organizações sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis brasileiras criaram a “Campanha Brasil está com Chávez” (http://brasilcomchavez.wordpress.com), que conta com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Socialista Brasileiro (PSB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Levante Popular da Juventude, Via Campesina, União da Juventude Socialista (UJS), Cebrapaz, Foro de São Paulo, Consulta Popular, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab).

Assessoria de imprensa: (11) 99297-7815 (Beatriz) – brasilcomchavez@gmail.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

FAZENDA DE IRMÃO DA SENADORA RURALISTA FASCISTA KÁTIA ABREU, COLEGA DOS DEPUTADOS FISIOLÓGICOS PROFISSIONAIS JOSÉ CARLOS ARAÚJO E EDSON PIMENTA (IMAGINE VCS, QUE ESSE ÚLTIMO VERME, ENGANOU, E TENTOU PASSAR A RASTEIRA ATÉ NO HISTÓRICO PCdoB): MANTEM ESCRAVOS EM PLENO SÉCULO XXI. É POR ESSAS E OUTRAS QUE, NÓS AQUI NO BLOG; COMBATEMOS ESSES DOIS VELHACOS...CUJO ÓDIO MÚTUO...OUTRORA FEZ PARTE DO FOLCLORE DA POLÍTICA SUJA LOCAL...MAS SE UNIRAM POR SEREM FARINHA DO MESMO SACO.

Libertação de trabalhadores envolve empresa de irmão da senadora Kátia Abreu
Grupo de 56 pessoas foi resgatado de área com eucaliptos e carvoarias explorada por empresa que, segundo fiscalização, é de André Luiz Abreu
Por: Bianca Pyl, Guilherme Zocchio e Maurício Hashizume, da Repórter Brasil
Publicado em 29/08/2012, 12:42
Última atualização às 12:42
Libertação de trabalhadores envolve empresa de irmão da senadora Kátia Abreu
Carvão vegetal abastece altos fornos e faz parte de composição do ferro-gusa (Fotos: SRTE/TO)
A Superintendência Regional de Trabalho e Emprego do Tocantins (SRTE/TO) libertou 56 pessoas de condições análogas à escravidão da Fazenda Água Amarela, em Araguatins (TO). A área reflorestada de eucaliptos, que também abrigava 99 fornos de carvão vegetal, estava sendo explorada pela RPC Energética. De acordo com apurações da fiscalização trabalhista, ainda que registrada em nome de um "laranja", a empresa pertence a Paulo Alexandre Bernardes da Silva Júnior e André Luiz de Castro Abreu, irmão da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), liderança ruralista que também é presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Dedicado à extração de eucaliptos e ao carvoejamento, o grupo produzia matéria-prima para a siderúrgica Fergumar (Ferro Gusa do Maranhão Ltda.). Instalada em Açailândia (MA), a Fergumar é dona da fazenda e recebeu os 18 autos de infração lavrados na operação - que foi concluída na semana passada. Esta não é a primeira vez que a empresa foi implicada em caso de trabalho escravo.
De acordo com a fiscalização, a constatação de condições degradantes nas frentes de trabalho e nos alojamentos, servidão por dívida, jornada exaustiva e aliciamento fundamentou a caracterização do trabalho análogo à escravidão. Uma das vítimas não tinha sequer 18 anos completos, confirma o auditor fiscal do trabalho que coordenou a inspeção, Humberto Célio Pereira.
Não havia banheiros em condições de uso. Aos trabalhadores que produziam carvão, os empregadores disponibilizaram um cercado de lona com uma lata improvisada, sem fossa, como latrina. Nos barracos em obras em que dormiam, os sanitários também não funcionavam. Na prática, as vítimas acabavam utilizando o mato para realizar suas necessidades.
Faltava água potável, tanto nos barracos como junto aos fornos. O aliciamento foi verificado por meio da atuação do "gato" (intermediador de mão de obra) Maurício Sobrinho Santos, que atraiu e recrutou trabalhadores nos municípios de Vargem Grande (MG), São João Paraíso (MG) e Boa Sorte (MG), além de Açailândia (MA), cidade que abriga a própria planta da Fergumar. A promessa, como de costume, era de condições de trabalho decente, evidentemente com a perspectiva de pagamento de fartos salários.
O esquema era consumado pelo depósito de um adiantamento em dinheiro por parte do "gato" que, dessa maneira, assegurava o vínculo dos trabalhadores. Essa verba ajudava não só a pagar o transporte dos locais de origem até o Norte de Tocantins, mas também era canalizada para o sustento das famílias dos migrantes. Além do adiantamento, o "gato" mantinha também uma cantina, na qual comercializava desde ferramentas de trabalho e equipamentos de proteção individual (EPIs), como peças de motosserra e botas, até combustíveis, produtos alimentícios, bebidas alcoólicas e itens básicos para higiene pessoal. Tudo era anotado, inclusive os custos relativos às refeições diárias, para que depois fossem descontados dos respectivos vencimentos. Por conta das subtrações, os pagamentos mensais eram inferiores ao salário mínimo. Cadernos com anotações foram apreendidos.
Apenas pela passagem de ida, os trabalhadores relatam ter pago R$ 350 cada um. Não havia fornecimento condizente de EPIs. Segundo depoimento de um dos trabalhadores, as luvas furadas oferecidas pelos empregadores colocavam em risco à saúde dos trabalhadores. Três dos resgatados admitiram ter sido atacados, por exemplo, por escorpiões. No local, não havia ainda material adequado para proceder os primeiros socorros.

Os alojamentos e as frentes de trabalho foram interditados. Além de uma construção inacabada (sem portas) e abarrotada onde viviam 17 pessoas (inclusive o "gato" e sua família), imóveis despreparados localizados na área urbana de Araguatins (TO) abrigavam outras dezenas.

A rotina os trabalhadores começava às 4h da manhã, quando eles pegavam o transporte fornecido pelo empregador para a Fazenda Água Amarela. A labuta na propriedade rural começava por volta das 6h e seguia até 16h, com uma pequena pausa de 15min para o almoço. O retorno aos alojamentos só se dava depois das 17h. Quando da libertação, eles estavam trabalhando no local há cerca de três meses. O motorista do ônibus que recolhia os empregados não era habilitado e o transporte entre as frentes de trabalho era feito em caminhões e tratores de carga, de modo completamente irregular.
Para ler a matéria na íntegra no site da Repórter Brasil, clique aqui

O PROGRAMA 'ÁGUA PARA TODOS' DO GOVERNO FEDERAL, BENEFICIA OS GROTÕES MAIS ATRASADOS DO PAÍS: MORRO DO CHAPÉU É UM DOS MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS.



Morro do Chapéu, na Bahia, recebe 250 cisternas esta semana
A Codevasf avança com as ações do programa Água para Todos em Alagoas e na Bahia durante esta semana. Em Morro do Chapéu (BA) estão sendo instaladas 250 cisternas. No município baiano de Chorrochó, estão sendo aferidas as instalações e realizadas buscas para inserção de 100 novos beneficiários. Ainda na Bahia, em Santa Brígida estão sendo realizadas buscas de novos beneficiários, verificados cadastros e a equipe está fiscalizando a instalação de cisternas e a capacitação e registro das ações no GPWeb.
Em Umburanas (BA) começou o fornecimento de cisternas pela empresa fornecedora. Em Uauá, também na Bahia, houve participação em reunião do Comitê Gestor Municipal, realização de busca ativa, verificação e validação de cadastros, locação de cisternas, fiscalização de instalação, instalação de cisternas e registro das ações no GPWeb.
Em Alagoas, as ações do programa seguem em dois municípios, Belo Monte e Traipu. Estão sendo realizadas buscas de novos beneficiários, validados cadastros, além do georreferenciamento, registro fotográfico e marcação de cisternas. Também estão sendo realizadas visitas a órgãos públicos municipais objetivando parcerias para implantação do programa e reunião com gestores municipais.
Entre as atividades nos municípios alagoanos também pode-se citar o mapeamento dos povoados, apoio às atividades desenvolvidas pela equipe técnica em parceria com comitê gestor, comissão comunitária, agentes de saúde e lideranças; a identificação de local para armazenamento das cisternas, comprometimento com a guarda e vigilância das mesmas; a capacitação das famílias em gestão da água; a eleição de Comissão Comunitária e o cadastramento.
Avanços do programa - O Água para Todos é coordenado pelo Ministério da Integração Nacional e integra o Plano Brasil Sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff em Arapiraca (AL) em julho de 2011 para erradicar a pobreza extrema. Em sua área de atuação, a Codevasf já instalou mais de 15 mil cisternas em 29 municípios, em áreas rurais prioritariamente situadas no semiárido nordestino brasileiro.
Com a aceleração, no último mês de julho, do ritmo de validação das famílias, a ampliação das equipes de campo e o aumento de frentes de trabalho das empresas instaladoras das cisternas, a Codevasf assegura o cumprimento da meta de beneficiar 60 mil famílias até dezembro deste ano, para que estas possam ter mais tranquilidade durante a seca. Com isso, a empresa estará dando a partida, ainda este ano, para validar mais 90 mil famílias, traduzindo investimentos totais de R$ 750 milhões.
Antes da instalação da cisterna, a Codevasf segue uma estratégia para garantir a correta distribuição dos reservatórios. Para isso, o programa organiza Comitês Gestores Municipais formado por representantes da sociedade civil organizada, sindicatos de representação rural, associações rurais, igrejas, pastorais e do poder público municipal, além de Comissões Comunitárias. O comitê auxilia na mobilização local das comunidades visando ao cadastramento e à validação das famílias a serem beneficiadas.
A indicação das localidades cabe ao comitê, bem como a relação dos beneficiários, obedecendo aos critérios do programa – famílias de áreas rurais, prioritariamente do semiárido, em situação de pobreza e extrema pobreza associada à carência de acesso à água com renda per capita de até R$ 140,00, desde que inscritas no CadÚnico, e também aos aposentados que, mesmo possuindo renda per capita familiar acima de R$140,00, vivam exclusivamente de sua renda previdenciária.
Para garantir o perfeito funcionamento e uso adequado das cisternas, são promovidos cursos de Gestão da Água com as famílias beneficiadas. Nessas capacitações os participantes são orientados quanto à utilização da água sem desperdício e instruções para a manutenção dos reservatórios.
Mais informações: www.codevasf.gov.br
Contato: Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional
Fone: (61) 2028 - 4663/4627/4769

O DEPUTADO CALHORDA ZÉ CARAMUJO ESTÁ NO FUNDO DO POÇO POLÍTICO: AGORA, LEVA NAS FUÇAS...ATÉ DE VEREADOR. A CARREIRA POLÍTICA DESTE CIDADÃO, SE CARACTERIZA PELO PARASITISMO (SEMPRE SE SERVIU DO CHAPÉU DOS OUTROS PARA PROMOVER A SI PRÓPRIO) PROFISSIONAL. PORISSO É QUE NINGUÉM LHE DÁ MAIS CRÉDITO. ATÉ AQUI EM MORRO DO CHAPÉU, OS SEUS ANTIGOS SUBALTERNOS JÁ SE DERAM CONTA... QUE O 'HOMI' É A PERSONIFICAÇÃO DO EMBUSTE. NÃO TEM PREÇO VÊ-LO RECEBENDO PATADAS DE SEUS PRÓPRIOS VASSALOS.

Vereador Adriano confirma indicação de projeto para iluminação da cidade questionada pelo Deputado José Carlos Araujo.

O DESACREDITADÍSSIMO DEPUTADO FISIOLÓGICO MEDÍOCRE (NENHUM PROJETO DE RELEVÂNCIA EM QUASE MEIO SÉCULO DE MAMADEIRA NAS TETAS DO ESTADO BRASILEIRO) JOSÉ CARLOS ARAUJO; AGORA APANHA ATÉ DE VEREADOR. O VEREADOR 'PELA-FRANGO' ESTÁ DE PARABÉNS POR TER DESMASCARADO O VELHACO...DONO DE RÁDIO LARANJA.
 
DOCUMENTO QUE COMPROVA A AUTORIA DO PROJETO DO VEREADOR ADRIANO BARBOSA. O DEPUTADO EMBUSTEIRO MAIS UMA VEZ FOI DESMASCARADO...AGORA; PELOS SEUS PRÓPRIOS EX-ALIADOS.
 



O projeto com investimentos de mais de 750 mil reais para a instalação de iluminação da entrada da cidade de Morro do Chapéu, na BA-052, com previsão de 204 pontos de iluminação com lâmpadas de 250 watts na entrada da cidade gerou desconforto entre o deputado José Carlos Araújo (PSD) e o vereador Adriano Barbosa (PV) depois que o vereador incluiu em seu Programa Eleitoral Gratuito como projeto de sua indicação.
O Deputado José Carlos Araújo, que também é comentarista político na Rádio Brilhante FM no último sábado desmentiu no ar o vereador, afirmando que as informações usadas pelo vereador eram mentirosas, também nesta terça-feira o deputado voltou a falar sobre o assunto no programa Canal Aberto, e novamente fez referências usando o famoso ditado popular “depois que a criança nasce, todos querem ser o pai”.
O Chapadaonline procurou nesta terça-feira (28), o vereador Adriano Barbosa. Segundo o vereador o projeto é de sua indicação, onde também nos apresentou documentos que comprovam a indicação do projeto encaminhado ao prefeito Cleová Barreto. De acordo com o documento a Indicação foi Protocolada em 2009, onde faz referências para implantação de Torres de Iluminação Pública entre o Bairro Vale Ouro e o Posto Sidel, conforme documento em anexo.

 




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O CRIME ORGANIZADO - QUE (DES)GOVERNA MORRO DO CHAPÉU - ESTÁ DESESPERADO.

 AL CAPONE E OS SEUS PUPILOS DAQUI DA TERRINHA.

Al Capone's mug shot, 1931.
 
 
MEMBROS DE GANGUES DE NOTÓRIOS TROMBADÕES (CLEOVÁ BARRETO,ALIOMAR ROCHA,ÉRICO SAMPAIO E EDGAR DOURADO); ESTÃO TRANSFORMANDO OS LOGRADOUROS PÚBLICOS DE MORRO DO CHAPÉU EM CAMPO DE BATALHA.
LEAM ABAIXO O QUE RELATA UM DOS BLOGS MIGALHEIROS LOCAIS:
Na tarde de ontem domingo(26) o centro da cidade de Morro do Chapéu a 384 Km de Salvador, se transformou em campo de batalha, quando dois grupos políticos se encontraram quando faziam suas manifestações.Segundo informações de testemunhas que não quiseram se identificar, toda confusão começou quando o prefeito Cleová Barreto e o ex- Prefeito Aliuomar Rocha resolveram tirar satisfação com o grupo de oposição liderado pelo candidato Leo Dourado, que estava próximo ao comitê do prefeito.De acordo com um eleitor que é deficiente físico , o ex-prefeito teria lhe agredido com um chute no meio do tórax. Ouve pancadaria e o ex-prefeito teria sido alvejado por uma paulada no rosto e teria sangrado, segundo informações dos eleitores que presenciaram toda confusão. A polícia foi chamada e encaminhou o caso para a delegacia, onde será instaurado o inquérito. Maiores informações logo mais.
 
COMO PODEMOS VER NA REPORTAGEM ACIMA, OS GANGSTERS ESTÃO DESESPERADOS. NÃO HESITAM\RÃO EM PROMOVER ARRUAÇAS E BANG-BANGS EM VIAS PÚBLICAS.
 
Se as autoridades competentes não tomarem uma providência urgentemente, logo logo; esses marginais transformarão Morro do Chapéu...numa nova Chicago do Sertão.
 
Pelo menos, a máfia Siciliana\Italo-Americana tinha\tem a decência de respeitar OS IDOSOS, AS MULHERES, AS CRIANÇAS E OS DEFICIENTES FÍSICOS.
O que é mais revoltante ainda, é saber que esses BANDIDOS são protegidos pelo "DEFENSOR DA ÉTICA, MORAL E BONS COSTUMES''...no nosso parlamento federal.
Em qualquer lugar civilizado, vermes desalmados que agridem fisicamente à deficientes físicos: seriam enjaulados imediatamente. Eu não entendo o porque das autoridades policiais não terem feito VALER A LEI. Alguém vai ter que responder por esse ABSURDO. 
 
 
 

domingo, 26 de agosto de 2012

O PRESIDENTE HUGO CHAVEZ JÁ GARANTIU O SEU LUGAR NO PANTEÃO DOS HERÓIS DO POVO LATINO-AMERICANO. ENQUANTO O BRASIL CONTINUA UM DOS PAÍSES MAIS DESIGUAIS DO PLANETA; A VENEZUELA DÁ LIÇÕES DE AVANÇOS SOCIAIS AO MUNDO.

O modelo venezuelano de reforma agrária


Reforma agrária é aposta para independência alimentar na Venezuela

Do Opera Mundi
O país, no final do século XIX, chegou a ser o terceiro exportador mundial de café, atrás apenas do Brasil
Veja série especial com 14 reportagens sobre a Era Chávez aqui.
A área rural de El Tigre, município do estado Azoátegui, no oriente venezuelano, parece um formigueiro binacional. O espanhol se mistura ao português. Desde que, em 2009, um convênio entre o Brasil e a Venezuela começou a ser implementado, possibilitando a criação de uma companhia destinada ao plantio e à colheita de produtos agrícolas, chegaram dezenas de trabalhadores brasileiros para ajudar no desenvolvimento do projeto.

O nome do empreendimento: Empresa Socialista José Inácio de Abreu e Lima. Seu batismo é homenagem a um general brasileiro que lutou ao lado de Simón Bolívar nas jornadas pela independência venezuelana. De propriedade estatal, seu objetivo é funcionar como centro produtor e distribuidor da região. Articulada com os agricultores locais, através do apoio às suas atividades e a compra de seus produtos, a Abreu e Lima busca principalmente reforçar a oferta nacional de soja e milho.


Esse ano a empresa prevê estender o plantio a 20 mil hectares, saltando para 25 mil no próximo ano e chegando a 110 mil em 2019. “Atingimos, até agora, 20% de nossa meta”, relata Yhonny Zabaleta, vice-presidente da companhia. “Mas o crescimento tem sido acelerado, ano passado nossa área produtiva era de apenas 4 mil hectares. Mas já começamos a vender soja e milho para todo o país.”

A empresa possui uma estrutura industrial sofisticada para exercer sua função econômica. São quatro silos com capacidade para 10 mil toneladas de grãos cada um, outros seis em construção. O processo industrial é mecanizado e controlado por computadores. Uma fábrica de refino e embalagem de óleo, carne e leite de soja está sendo erguida.

Segundo o presidente da Abreu e Lima, Alfredo Herrera, o consumo anual de soja é de 1,2 milhão de toneladas, quase tudo importado. “Se você não tem soja, não desenvolve a pecuária, a produção de ovos, a piscicultura, porque a soja é a mais barata fonte de proteína”, constata o dirigente. “Mas atualmente nossa produção não chega a cem mil toneladas, quando apenas o consumo de óleo de soja é de 1,5 litro por habitante.”

Dependência

Iniciativas com Abreu e Lima fazem parte de um esforço para reverter uma das heranças malditas do modelo econômico que se consolidou na Venezuela durante o século XX. Beneficiado pela renda petroleira, o país trocou sua base agrícola e sua perspectiva industrial pelo recurso ao comércio exterior.

A Venezuela, no final do século XIX, chegou a ser o terceiro exportador mundial de café, atrás apenas do Brasil e das ilhas holandesas. Mas as facilidades das receitas com o petróleo e a concentração do Estado e capitais nesse ramo incomparavelmente lucrativo colocaram a agricultura de joelhos. No início do governo Chávez, o país importava 70% dos alimentos e a atividade rural não chegava a 5% do PIB.

“Praticamente tínhamos uma economia baseada na agricultura de porto” explica Javier Alejandro Ramos, vice-ministro da Agricultura. “Todos os alimentos que ingressavam no país chegavam pela via de importação. Importávamos até feijão enlatado.” Sem assistência técnica, financiamento, maquinário e incentivos, a produção rural era de subsistência e em poucas culturas havia produção significativa. “Saia mais barato comprar alimento fora”, registra Ramos.

O governo decidiu enfrentar essa chaga histórica através de um conjunto de medidas elencadas na Lei de Terras e Desenvolvimento Agrário, aprovada no final de 2001, que desde então fixa os parâmetros para políticas de reforma agrária. A nova legislação passou a proibir uma única pessoa de possuir mais que cinco mil hectares, estabeleceu impostos progressivos sobre propriedades, adotou mecanismos para desapropriação de latifúndios improdutivos e determinou a recuperação de áreas públicas ilegalmente ocupadas.

“Os quatro eixos principais da nossa política são distribuição de terras, financiamento ao setor agrícola, assessoramento técnico e distribuição de alimentos”, destaca o vice-ministro. “A autossuficiência é uma meta fundamental de nossa revolução.”

Nos últimos treze anos, mais de 6,4 milhões de hectares foram regularizados e distribuídos entre 168 mil famílias. Os bancos, públicos e privados, passaram a ser obrigados a oferecer uma carteira de créditos para o financiamento dos camponeses. Os fundos financeiros aportados pela renda do petróleo viabilizaram programas de alimentação escolar e de distribuição subsidiada de alimentos nas cidades, obrigatoriamente abastecidos pelas terras da reforma agrária.

Os registros do Ministério da Agricultura demonstram que o Banco Agrícola da Venezuela emprestou aos produtores rurais 1,22 bilhões de bolívares em 2010, cifra 6.352% maior que em 2006. Desde a criação do Fundo para o Desenvolvimento Agrário Socialista (Fondas), em 2008, mais de 3,7 bilhões de bolívares foram emprestados aos agricultores do país.

As fazendas privadas produtivas não foram alcançadas pelas desapropriações, mas o Estado passou a ser o grande vetor da atividade agrícola.

Corporações agroindustriais

Apesar do patamar de importação alimentar continuar próximo aos 70%, autoridades governamentais analisam que ocorreram avanços estruturais no quadro agrário. O consumo energético por habitante subiu de 2,2 mil calorias em 1998 para 3,2 mil em 2011, sem aumentar as compras no exterior. A produção nacional de carne bovina, por exemplo, já atende 78% da demanda. A de arroz, 96%. A de leite, 64%.
Opera Mundi


A estratégia governamental combina ampliação da agricultura familiar com grandes corporações estatais. Essas empresas, além de terem sua própria produção, compram a safra dos pequenos agricultores e das cooperativas locais, além de fornecerem crédito e assistência.

Também distribuem os alimentos nas cidades, tanto através da rede privada quanto do sistema Mercal, controlado pelo governo e com preços subsidiados. Vários desses projetos contam com apoio e sociedade da PDVAL, o braço agrícola da gigantesca estatal do petróleo, que canaliza parte de seus lucros para programas de reforma agrária.

Companhias agroindustriais desse tipo, estatais que articulam a produção regional com o mercado nacional, parecem ser uma grande aposta de Chávez. Várias delas, em diferentes ramos, proliferam por distintas províncias. Empresas como a Los Andes, de engarrafamento de leite, sucos e água; Café Fama da América; Café Venezuela; Cacao Oderi, de chocolates.

O próprio estatuto dessas companhias determina o papel social. “A Abreu e Lima está obrigada a dar suporte para as comunidades da região, em uma área de 30 quilômetros ao redor da área industrial”, explica Pedro Orellana, coordenador de Gestão Comunitária. “Há 711 pequenos e médios produtores beneficiados pela empresa, em 19 comunidades indígenas e criolas.”

Segundo dados oficiais, a produção de alimentos na Venezuela, entre 1988 e 1998, cresceu 8%, de 15,9 milhões de toneladas anuais para 17,1 milhões. Em 2010, esse volume tinha subido para 25 milhões de toneladas, representando um aumento de 44% da produção agrícola nacional durante a era Chávez.

O fato é que o venezuelano passou a comer mais e a ter mais alimentos nacionais no prato, apesar de ainda estar longe de ser superada a dependência do mercado mundial.

MAIS UMA VERDADEIRA AULA DE HISTÓRIA QUE NOS BRINDA O GRANDE MESTRE SANTAYANNA.


DEBATE ABERTO

Getúlio e a Nação dos brasileiros

Todos os golpes que se fizeram no Brasil, entre eles a tentativa que levou o presidente Getúlio Vargas ao suicídio, foram antinacionais, como antinacional foi o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, que se identificou como o do “fim da era Vargas”.

A República - podemos deduzir hoje - não rompeu a ordem social anterior; deu-lhe apenas outra aparência. Seu avanço se fez na autonomia dos Estados, contida pelos constituintes de 1891, que temiam a secessão de algumas regiões, entre elas a do Sul do país, de forte imigração européia. A aliança tácita entre as oligarquias rurais e a incipiente burguesia urbana se realizava na interdependência entre os produtores de açúcar e de café e os comerciantes exportadores e importadores. Nas duas grandes corporações econômicas não havia espaço para os trabalhadores que, negros recém-alforriados ou brancos aparentemente livres, continuavam os escravizados de sempre. Não interessava, portanto, que houvesse um estado nacional autêntico, ou seja com a universalização dos direitos políticos.

Os parlamentos serviam para o exercício intelectual dos bacharéis ilustrados, vindos das fazendas, mas com leituras dos clássicos do pensamento político em moda, como Guizot e Thiers, Acton e Burton, Cleveland, Jefferson e Lincoln. Eram, em sua maioria, fiéis defensores do imobilismo que favorecia o seu bem-estar e o domínio político das famílias a que pertenciam.

A Revolução de 30 correspondeu, assim, a uma nova proclamação da República. Ao romper o acordo tácito entre as oligarquias, provocou a reação de São Paulo, a que se aliaram alguns conservadores mineiros.

Isso não esmoreceu Getúlio e seus colaboradores mais próximos, como Oswaldo Aranha e Alberto Pasqualini, empenhados em ações revolucionárias que conduziriam à construção do verdadeiro estado nacional. Getúlio acreditava que sem cidadãos não há nação. Por isso empenhou-se em integrar os trabalhadores na sociedade brasileira, reconhecendo-lhes alguns direitos já concedidos nos países industrializados europeus e convocando-os, mediante sua liderança e o uso dos instrumentos de propaganda da época, a participar da vida política, com a sindicalização e as manifestações populares.

Os estados necessitam de instituições bem estruturadas, e Getúlio, dentro das limitações do tempo, as criou. O serviço público era uma balbúrdia. Todos os funcionários eram nomeados por indicação política. Getúlio negociou com as circunstâncias, ao criar o DASP e instituir, ao mesmo tempo, o concurso público e as carreiras funcionais, mas deixando alguns cargos, “isolados e de provimento efetivo”, para atender às pressões políticas. Novos ministérios foram criados, a previdência social se institucionalizou, de forma bem alicerçada, e o Presidente pensou grande, nos movimentos que conduziriam a um projeto nacional de independência econômica e soberania política.

Homem vindo do Sul, conhecedor dos problemas da fronteira e dos entreveros com os castelhanos ao longo de nossa história comum, Getúlio tinha, bem nítidos em seus apontamentos pessoais, os sentimentos de pátria. Daí o seu nacionalismo sem xenofobia, uma vez que não só aceitava os estrangeiros entre nós, como estimulava a imigração, ainda que mantivesse restrições com relação a algumas etnias, como era do espírito do tempo.

Vargas sabia que certos setores da economia, ligados ao interesse estratégico nacional, tinham que estar sob rígido controle do Estado, como os de infraestrutura dos transportes, da energia e dos recursos minerais. Daí o Código de Minas, de 1934, e a limitação dos juros, mediante a Lei da Usura, do ano anterior. A preocupação maior foi com o povo brasileiro.

Getúlio conhecia, e respeitava, a superioridade dos argentinos na política nacional de educação. Ele, vizinho do Uruguai e da Argentina, sabia que a colonização portuguesa nisso fora inferior à da Espanha, que não tolhera as iniciativas dos criollos (como eram chamados os nascidos na América) em criar centros de ensino.

A Argentina, ainda em 1622, já contava com a Universidade de Córdoba. Só dois séculos depois (em 1827, com a Independência) surgiriam os primeiros cursos de Direito em São Paulo e em Pernambuco. No Brasil, apenas os senhores de engenho do Nordeste e os mineradores e comerciantes ricos de Minas enviavam seus filhos à Universidade de Coimbra ou aos centros universitários de Paris e Montpellier, na França.

Um dos primeiros atos do Governo Provisório foi criar o Ministério da Educação e Saúde: na visão ampla de Getúlio, as duas categorias se integram. Sem educação, não há saúde, e sem saúde, educar fica muito mais difícil. Essa visão social, que ele demonstrara na campanha da Aliança Liberal, nos meses anteriores à Revolução, estava submetida ao seu sentimento patriótico, à sua idéia de Nação.

Todos os golpes que se fizeram no Brasil, entre eles a tentativa que o levou ao suicídio, foram antinacionais, como antinacional foi o governo neoliberal de Fernando Henrique, que se identificou como o do “fim da era Vargas”. Por tudo isso, passados estes nossos tristes anos, o governo dos tucanos paulistas e acadêmicos da PUC do Rio de Janeiro estará esquecido pela História, enquanto a personalidade de Vargas só crescerá – porque o seu nome se associa ao da pátria, esse sentimento meio esquecido hoje. E as pátrias têm a vocação da eternidade.


Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

OS RACISTAS DA MÍDIA MAFIOSA DECIDIRAM ( TEMPORARIAMENTE...APÓS ANOS DE PERSEGUIÇÃO) ''IDOLATRAR" O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA: AGORA, O MESMO PASSOU A SER O NOVO QUERIDINHO DO PIG. O MINISTRO É UM HOMEM INTELIGENTÍSSIMO E, CERTAMENTE; NÃO CAIRÁ NA LÁBIA DESSES HIPÓCRITAS.

A ‘redenção’ de Joaquim Barbosa

 


Acabo de ler mais um dos incontáveis textos de “colunistas” do consórcio demo-tucano-midiático paridos após o ministro do STF Ricardo Lewandowski ter inocentado o petista e ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, contrariando o relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, que votou por sua condenação.
Entre outras reflexões, desanima a previsibilidade que vai se comprovando sobre o que diriam esses “colunistas” sobre os votos antagônicos dos dois juízes. A última coluna que li foi de Miriam Leitão, que, como todos os seus congêneres na grande mídia, por óbvio deu razão a Barbosa.
Outra reflexão, que é a que orienta este texto, versou sobre a “redenção” de Barbosa na mídia que a sua posição sobre o mensalão, desde o início alinhada ao que ela quer, está lhe proporcionando agora, após ter sido alvo midiático por tanto tempo.
A maledicência midiática contra Barbosa teve início já em 2003, quando de sua nomeação como ministro do STF pelo então recém-empossado presidente Lula. Os mesmos “colunistas” insinuavam que o juiz chegara aonde chegara simplesmente por ser negro.
Segundo diziam aquelas más línguas, Lula queria um negro – qualquer negro – para a vaga que surgira naquela Corte e Barbosa era o que havia à mão. Como sempre ocorreu quando o ex-presidente deu oportunidades a negros – fosse no ensino superior, fosse na Suprema Corte –, eclodiu todo um discurso midiático sobre “meritocracia”, à qual o escolhido não faria jus.
Nos anos seguintes, as militâncias midiática e governista travariam, sobretudo na internet, um furioso embate sobre Barbosa. Governistas defenderiam a belíssima história de vida de um negro pobre, filho de pedreiro, e a mídia oposicionista diria que sua escolha fora “política”, como se as de todos os juízes do STF não fossem.
Barbosa, porém, fez por merecer o cargo de ministro do STF. Aos 16 anos, saiu de casa. Foi viver em Brasília, onde arranjou emprego na gráfica do jornal Correio Brasiliense e estudou em colégio público. Chegou à universidade e ao bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde obteve seu mestrado em Direito do Estado.
Barbosa também foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979), tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia, e depois foi advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) (1979-84).
Prestou concurso público para procurador da República e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França por quatro anos, tendo obtido mestrado e doutorado pela Universidade de Paris em 1990 e 1993.
Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro. Foi professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi visiting scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000) e na Universidade da Califórnia Los Angeles School of Law (2002 a 2003).
Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.
Ufa! É uma trajetória de tirar o fôlego. Ainda assim, ao ser indicado para o STF – uma corte para a qual as indicações têm menos que ver com o currículo do indicado do que com as conveniências políticas de quem indica –, só o que a mídia enxergou foi “populismo” de Lula, que o teria escolhido “só por ser negro”.
Os anos foram se passando e Barbosa continuou sendo alvo de narizes torcidos da elite midiática, sendo visto por ela como “o juiz negro de Lula”.
Essa situação se agravou em abril de 2009 durante sessão do STF que analisava uma lei paranaense que estendia a aposentadoria do setor público a funcionários de cartórios. Naquela oportunidade, Barbosa se desentendeu com o juiz “da oposição”, Gilmar Mendes.
Diga-se que os dois juízes já vinham se estranhando devido aos habeas corpus “cangurus” que Mendes dera a Daniel Dantas nas horas mortas da madrugada, e devido à perseguição do juiz “tucano” ao juiz Fausto de Sanctis e ao delegado da operação Satiagraha Protógenes Queiroz, condutas de Mendes que Barbosa criticava duramente.
A discussão entre os dois juízes foi duríssima e permaneceu por semanas a fio no noticiário. E, claro, confirmando a previsibilidade de viés que ressurge agora na disputa retórica entre o relator do inquérito do mensalão, o mesmo Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski. Todavia, à diferença de hoje, àquela época a mídia tomou partido do adversário do juiz negro.
Editoriais e colunas dos grandes jornais e os blogs e sites da grande mídia na internet praticamente trucidaram Barbosa. Na imprensa paulista, por exemplo, Folha de São Paulo, Estadão e Veja saíram, furiosamente, em defesa de Gilmar Mendes contra Joaquim Barbosa.
Em 24 de abril de 2009, a Folha publica o editorial “Altercação no STF”. O previsível editorial, já no primeiro parágrafo, demonstrava a que vinha:
O ministro Joaquim Barbosa excedeu-se na áspera discussão travada anteontem com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Não se justificam os argumentos “ad hominem” e a linguagem desabrida empregada por Barbosa em sessão aberta na mais alta corte brasileira (…)”
No mesmo dia, o Estadão, sempre mais passional, partiu para o insulto em editorial sob o título “Falta de compostura”:
“(…) Na sessão de quarta-feira, durante o julgamento de um recurso do governo do Paraná contra decisão do STF, que em 2006 considerou inconstitucional a lei que criou o fundo de previdência do Estado, o ministro Joaquim Barbosa, que dialogava com o presidente da Corte, Gilmar Mendes, perdeu a compostura (…)”
Na coluna de Eliane Cantanhêde, na Folha, tudo no Day After da “altercação” entre Barbosa e Mendes, não foi diferente:
“(…)Era uma discussão técnica qualquer, os dois (Barbosa e Mendes) se desentenderam e Barbosa perdeu a compostura (…)”
No blog de Reinaldo Azevedo, no portal da revista Veja, o pitbull da publicação repisa a questão racial em relação a Joaquim Barbosa:
“(…) Eu tenho verdadeiro horror, asco mesmo, de quem costuma reivindicar o lugar do oprimido (…)”
Os anos foram se passando e Barbosa acabou ficando com a relatoria do inquérito do mensalão. A partir dali, quando foi ficando claro que o fato de ter sido indicado por Lula não estava pesando no viés que assumira em relação ao caso, o discurso midiático contra si foi sendo abrandado, chegando, hoje, a se tornar o novo queridinho da mídia no STF.
Uma coisa é certa: a conduta de Barbosa no âmbito do inquérito do mensalão lhe valeu “redenção” na mídia. De juiz que chegara ao STF pelo único “mérito” de ser negro e de “juiz de Lula”, converteu-se em profundo conhecedor da lei e exemplo de “isenção” – sem, por óbvio, a ressalva de que o mérito de nomear um juiz “isento” é de Lula.
Joaquim Barbosa é um vencedor. Sua trajetória, antes empanada por acusações de cunho racial na mídia, não encontra mais óbices. A postura que adotou no julgamento do mensalão quebrou as resistências que a cor de sua pele sempre lhe gerou entre uma elite que agora o idolatra e defende, ao menos enquanto lhe for útil.

sábado, 25 de agosto de 2012

CHEFÕES DE PODEROSOS IMPÉRIOS MIDIÁTICOS QUEREM ACABAR COM A ''VOZ DO BRASIL''. OUTRO DIA, O MEDÍOCRE DEPUTADO FISIOLÓGICO JOSÉ CARLOS ARAÚJO (também conhecido como ZÉ CARAMUJO), DECLAROU (EM UMA DE SUAS SIMULAÇÕES (DIÁRIAS) DE ENTREVISTA À SUA PRÓPRIA RÁDIO LARANJA); SER CONTRA O PROGRAMA 'VOZ DO BRASIL'. ORA, COMO JÁ SABEMOS QUE DESTE SENHOR NÃO DEVEMOS ESPERAR NADA QUE PRESTA, ESSA DECLARAÇÃO DESASTRADA; NÃO NOS SURPREENDEU...NEM UM POUCO. DESTE EX-FILHOTE DE TOINHO MALVADEZA; TUDO É POSSÍVEL...E NADA NOS CHOCA...A COMEÇAR PELA SUA ATUAÇÃO MEDÍOCRE COMO PARLAMENTAR...E PELOS SEUS ALIADOS BANDIDOS DAQUI DE MORRO DO CHAPÉU E REGIÃO.

Donos da mídia atacam “Voz do Brasil”



Por Altamiro Borges

Na quinta-feira passada (23), num evento em São Paulo, chefões de poderosas emissoras de rádio defenderam a extinção do programa “Voz do Brasil” – o que prova que a proposta de “flexibilização do horário” de transmissão, em debate no Congresso Nacional, é pura manobra. Segundo Nathália Carvalho, do sítio Comunique-se, os diretores das rádios Bandeirantes, Estadão e Jovem Pan – Rodrigo Neves, Acácio Costa e Paulo Machado de Carvalho Neto, respectivamente – afirmaram que o programa é um “entulho autoritário”.

Campanha agressiva da Jovem Pan

Para as rádios “privadas”, que exploram uma concessão pública, a exibição da “Voz do Brasil” deveria ser opcional. O diretor da Jovem Pan, que promove diariamente uma campanha agressiva contra o programa, avalia que o uso da frequência para divulgar as ações dos poderes Executivo e Legislativo não se justifica nos dias de hoje. “Estamos em uma cidade grande, com problemas sérios de trânsito e deixamos de prestar serviço às 19h em função de um programa feito de uma forma absolutamente discordante”, afirmou Carvalho.

Já o diretor da Band foi mais maroto no trato do problema. Mesmo rejeitando o programa, ele defendeu o projeto de lei que tramita no parlamento, que permite que as rádios privadas transmitam a “Voz do Brasil” até às 23 horas. “Vamos conseguir prestar serviço no horário de 'pico' e continuar divulgando as informações do governo”. Para ele, este é um caminho intermediário. “Hoje, as emissoras têm que passar o programa gratuitamente e se erram são apenadas com multas pesadas”, reclamou Neves.

Flexibilização é apenas um atalho

Por último, o diretor do Estadão/ESPN afirmou que o mais antigo programa de rádio do país serve apenas para o governo se promover “gratuitamente” e lamentou a resistência em efetuar mudanças na transmissão. “Macaco não costuma serrar o galho onde está pendurado”, ironizou Costa. Ele apenas esqueceu-se de dizer que a famiglia Mesquita explora uma concessão pública. Na prática, as poderosas emissoras desejam o fim da “Voz do Brasil”. O projeto de flexibilização do horário é apenas um atalho!

Em São Paulo, uma liminar já permite que as rádios Bandeirantes AM e FM, Estadão/ESPN AM e FM, Rádio Record, Rádio Tupi FM, Nativa FM, Rádio Capital, Gazeta FM, 105 FM, MIX FM, Metropolitana FM, Antena 1 e Transamérica não transmitam o programa. A decisão da Justiça não inclui Jovem Pan, CBN e Rádio Globo. A ofensiva dos donos da mídia visa garantir esse “direito” no país inteiro.

JULIAN ASSANGE ESTÁ PAGANDO UM PREÇO ALTÍSSIMO...POR SER FIEL À VERDADE 'SEM CENSURA'. O MESMO OCORREU CONOSCO AQUI NO BLOG MNSC. POR ASSUMIRMOS A NOSSA OBRIGAÇÃO CÍVICA DE DENUNCIAR OS VELHACOS LADRÕES DE DINHEIRO PÚBLICO, PASSAMOS A SER ALVO DE TODA SORTE DE ATAQUES RASTEIROS DOS BANDIDOS QUE SE SENTEM\RAM INCOMODADOS. O GRUPO MAFIOSO QUE (DES)GOVERNA MORRO DO CHAPÉU ( SOB AS ORDENS DE SEU CHEFÃO ''DEFENSOR DA ÉTICA, MORAL E BONS COSTUMES''...dos outros); FEZ USO DE TODO TIPO DE BAIXARIAS MACARTISTAS PARA SILENCIAR-NOS. O TIRO OBVIAMENTE SAIU PELA CULATRA E, A POPULARIDADE E RESPEITABILIDADE DO BLOG EXPLODIU...TRANSFORMANDO-NOS EM VISITA OBRIGATÓRIA PARA AQUELES QUE QUEREM MANTER-SE BEM INFORMADOS.

Caso Assange desmascara o império

Por Frei Betto, no sítio da Adital:

Em 2010 o mundo foi surpreendido pela divulgação de uma série de documentos comprobatórios de que muitos governos e autoridades dizem uma coisa e fazem outra. A máscara caiu. Todos viram que o rei estava nu.

O site WikiLeaks, monitorado pelo australiano Julián Assange, publicou documentos secretos que deixaram governos e autoridades envergonhados, sem argumentos para justificar tantos abusos e imoralidades.


Maquiavel já havia afirmado, no século XVI, que a política tem pelo menos duas caras. A que se expõe aos olhos do público e a que transita nos bastidores do poder.

Bush e Obama admitiam torturas no Iraque, no Afeganistão e na base naval de Guantánamo, enquanto acusavam Cuba, na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, de maltratar prisioneiros...

O WikiLeaks nada inventou. Apenas se valeu se fontes fidedignas para coletar informações confidenciais, em geral constrangedoras para governos e autoridades, e divulgá-las. Assim, o site desempenhou importante papel pedagógico. Hoje, as autoridades devem pensar duas vezes antes de dizer ou fazer o que as envergonhariam, caso caísse em domínio público.

Apesar da saia justa, o cinismo dos governos parece não ter cura. Em vez de admitirem seus erros e tramoias de bastidores, preferem bancar a raposa da fábula de Esopo, divulgada por La Fontaine. Já que as uvas não podem ser alcançadas, melhor alegar que estão verdes...

Acusam Julián Assange – não de mentir ou divulgar documentos falsos – mas de haver praticado estupro de prostitutas, na Suécia.

Ora, com todo respeito à mais antiga profissão do mundo, sabemos todos que prostitutas se entregam a quem lhes paga. E por dinheiro – ou ameaça de extradição quando são estrangeiras - algumas delas podem ser induzidas a fazer declarações inverídicas, como a esdrúxula acusação de estupro.

Muito estranho, considerando que relações com prostitutas muitas vezes parecem um estupro consentido. O cliente paga pelo direito de usar e abusar de um corpo desprovido de reciprocidade – sem afeto e libido. Daí a sensação de fraude que o acomete quando deixa o prostíbulo. Perdeu o sêmen, o dinheiro... e não encontrou o que procurava – amor.

De fato, governos e autoridades denunciados pelo WikiLeaks é que estupraram a ética, a decência, a soberania alheia, acordos e leis internacionais. Assange e seu site foram apenas o veículo capaz de tornar mundialmente transparentes documentos contendo informações mantidas sob rigoroso sigilo.

Punidos deveriam ser aqueles que, à sombra do poder, conspiram contra os direitos humanos e a legislação internacional. No mínimo, deveriam fazer autocrítica pública, admitir que abusaram do poder e violaram princípios áureos, como foi o caso de ministros brasileiros que se deixaram manipular pelo embaixador dos EUA, em Brasília.

Assange se encontra refugiado na embaixada do Equador, em Londres. O governo de Rafael Correa já lhe concedeu o direito de asilo no país latino-americano. Porém, o governo britânico, do alto de sua majestática prepotência, ameaça prendê-lo caso ele saia da embaixada a caminho do aeroporto, onde embarcaria para Quito.

Nem a ditadura brasileira na Operação Condor chegou a tanto em relação a centenas de perseguidos refugiados em embaixadas de países do Cone Sul. Por isso, a OEA, indignada, convocou uma reunião de seus associados para tratar do caso Assange. Este teme ser preso ao deixar a embaixada e entregue ao governo sueco que, em seguida, o poria em mãos dos EUA, que o acusam de espionagem – crime punido, pelas leis estadunidenses, inclusive com a pena de morte.

Assange não se nega a comparecer perante a Justiça sueca e responder pela acusação de estupro. Teme apenas ser vítima de uma cilada diplomática e acabar em mãos do governo mais desmoralizado pelo WikiLeaks – o que ocupa a Casa Branca.

O caso Assange já prestou inestimável serviço à moralidade global: demonstrou que, debaixo do sol, não há segredos invioláveis. Como diz o evangelho de Lucas (12, 2 e 3) "nada há encoberto que se não venha a descobrir; nem oculto, que se não venha a saber. Por isso o que dissestes nas trevas, à luz será ouvido; o que falastes ao ouvido no interior da casa, será proclamado dos telhados”.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O EQUADOR DEVE MANTER-SE FIRME...E NÃO CEDER ÀS CHANTAGENS DOS PODEROSOS.

Correa se diz cético em relação a negociação no caso Assange

Correa se diz cético em relação a negociação no caso AssangeFoto: Reuters

Para presidente do Equador, países como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Suécia não estão acostumados a dialogar com países pequenos e do Terceiro Mundo em questões internacionais

24 de Agosto de 2012 às 05:15
Por Eduardo Garcia
QUITO (Reuters) - O presidente equatoriano, Rafael Correa, duvida que a Grã-Bretanha e a Suécia alterem sua posição linha-dura em relação ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, especialmente porque o caso envolve uma negociação com um país pequeno e pobre como o Equador.
O governante esquerdista disse em entrevista à Reuters nesta quinta-feira que permanece aberto ao diálogo sobre o destino do ativista eletrônico, que há mais de dois meses está refugiado na embaixada do Equador em Londres.
A Grã-Bretanha se diz determinada a extraditar Assange para a Suécia, onde ele é suspeito de crimes sexuais. Assange diz que a Suécia seria uma mera escala antes de ser transferido para os Estados Unidos, onde poderia ser julgado por ter divulgado em 2010 milhares de documentos secretos da diplomacia norte-americana.
"Sempre tivemos fé no diálogo. Nunca perdemos a esperança", disse Correa, que na semana passada concedeu asilo político ao australiano de 41 anos.
"Mas ... sou um pouco cético de que a Grã-Bretanha, a Suécia ou os Estados Unidos irão alterar sua posição, já que eles não estão acostumados a isso, e muito menos quando estão dialogando com um 'país do Terceiro Mundo' como o Equador. Sempre fomos subestimados, mas ainda temos esperança."
Apesar de Assange dizer que Washington pretende pedir a extradição dele, fontes norte-americanas e europeias disseram que os Estados Unidos não apresentaram nenhuma acusação criminal contra o fundador do WikiLeaks ou deram início a qualquer tentativa para extraditá-lo.
O governo do presidente norte-americano, Barack Obama, disse que o destino de Assange está nas mãos de Grã-Bretanha, Suécia e Equador.
O governo equatoriano diz que nunca pretendeu impedir que Assange enfrente a Justiça na Suécia, e que pediu a Londres e Estocolmo garantias por escrito de que o ativista não será extraditado para um terceiro país.
Correa disse que, se essa garantia fosse dada, Assange renunciaria ao asilo equatoriano e se entregaria às autoridades suecas.
"Essas garantias poderiam ser dadas pela Suécia. Poderiam ser dadas pela Grã-Bretanha ao extraditá-lo sob tal condição. Nenhum deles quer oferecer essas garantias ... Por isso acho que há um plano secreto para enviar Assange a um terceiro país. A que outra conclusão se pode chegar?"
O presidente disse também que continua indignado com a ameaça velada da Grã-Bretanha de invadir a embaixada para prender Assange, o que na opinião dele seria "um monumental equívoco diplomático".
"Dá para imaginar se uma ameaça semelhante fosse feita por um país de Terceiro Mundo contra uma nação de Primeiro Mundo? Seria um escândalo global. Esse se tornou um (escândalo), mas eles tentaram minimizar dizendo ser um problema bilateral."
Segundo Correa, a saga de Assange foi agravada pela "arrogância, neocolonialismo e etnocentrismo" demonstrados por outros países contra a América Latina como um todo.
Mas ele disse que o impasse diplomático também marca o início de uma "nova era", na qual os latino-americanos vão defender mais ardorosamente seus direitos soberanos.
"Não se trata de remendar sistemas que há séculos não funcionam", disse Correa. "Trata-se de alterar os sistemas, e por isso estamos confrontando poderes nacionais e internacionais que querem que as coisas continuem como estão."

A DEMOCRACIA ESTÁ SENDO SOLAPADA NO CHAMADO ''PRIMEIRO MUNDO CIVILIZADO''...E A MIDIA VIRA-LATA BRASILEIRA; NÃO DÁ UM PIO SOBRE O ASSUNTO. É COMO NOTA O ARTIGO ABAIXO: AI SE FOSSE NA VENEZUELA, ARGENTINA, BOLIVIA OU EQUADOR. OS BANDIDOS SUBSERVIENTES AO IMPÉRIO DO NORTE; LOGO GRITARIAM ''CENSURA''. NÃO É NENHUM SEGREDO QUE A MONARQUIA BRITÂNICA É UMA DAS INSTITUIÇÕES MAIS ANACRÔNICAS, CORRUPTAS E DECADENDES DO PLANETA E, AS FOTOS DA ORGIA DO TAL PRÍNCIPE FESTEIRO, SERIA UM TÓPICO FÚTIL...SE NÃO FOSSE PELA HIPOCRISIA DAQUELES QUE DEFENDEM E CULTUAM AS CHAMADAS ''DEMOCRACIAS DO PRIMEIRO MUNDO'' COMO MODELOS...AS QUAIS O BRASIL DEVERIA SEGUIR CEGAMENTE. O QUE É MAIS REVOLTANTE AINDA, É VER A ESSES CANALHAS SE CALAREM PERANTE AS BARBARIDADES PRATICADAS CONTRA A MESMA ''DEMOCRACIA'' QUE DIZEM DEFENDER QUE; VÃO DE GUANTÁNAMO À ESSE ÚLTIMO ESCÂNDALO DE CENSURA...PASSANDO PELA AMEAÇA DE INVASÃO À EMBAIXADA DO EQUADOR EM LONDRES.

O código que impediu a publicação das fotos do príncipe Harry no Reino Unido

publicado em 24 de agosto de 2012 às 11:40

Imprensa alertada sobre as fotos do príncipe Harry nu










Adam Sherwin, no diário britânico Independent, em 23.08.2012
O Palácio de St James pediu às organizações de mídia que não publicassem as fotos do príncipe Harry nu festejando em Las Vegas, apesar das imagens estarem facilmente disponíveis na internet.
Assessores reais confirmaram a autenticidade das fotos, que mostram o terceiro na fila de acesso ao trono diante de uma mulher topless, com as mãos sobre os genitais. Outra foto mostra o príncipe dando um abraço de urso numa mulher nua, por trás.
As fotos, inicialmente publicadas pelo site de celebridades dos Estados Unidos TMZ.com, foram tiradas por outro participante da festa enquanto o príncipe jogava “bilhar nu” numa suite VIP do hotel Wynn.
Os tabloides [britânicos] se mostraram relutantes quanto à publicação das imagens; o que mais se aproximou disso foi o Sun, que pediu a um de seus funcionários, Harry Miller, que ficasse nu para a imagem que ilustrou a primeira página [Nota do Viomundo: A foto simulou a pose do príncipe]. Os editores poderiam ter argumentado que as imagens já eram de domínio público; a hesitação deles foi atribuída ao trabalho investigativo do Lord Leveson sobre as práticas da imprensa no escândalo da violação de secretárias eletrônicas [o escândalo Murdoch].
Embora o Palácio de St James tenha se negado a fazer comentários sobre as fotos, assessores informaram a editores de jornais que as fotos foram feitas em circunstâncias nas quais o príncipe Harry “tinha uma expectativa razoável de privacidade”. A publicação constituiria “invasão injustificada” de privacidade de Harry, o que seria violação do Código de Conduta da Comissão de Reclamações sobre a Imprensa, segundo o palácio, ainda que elas estivessem disponíveis na internet. A cláusula três do código diz que é “inaceitável fotografar indivíduos em lugares privados sem o seu consentimento”.
O comentarista da realeza Robert Jobson perguntou: “Estamos de volta aos velhos e maus tempos de Edward e a senhorita Simpson, quando todo o mundo reportava sobre o affair, menos o Reino Unido?”.
PS do Viomundo: Ah, se fosse na Venezuela…
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MIDIA BANDIDA.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Globo 'mensaleira' embolsou R$ 2,7 milhões da agência de Marcos Valério só na Câmara

Quem 'pariu' o termo "mensalão", agora aguenta.

A TV Globo e seus parceiros do PIG passaram 7 anos acusando falsamente o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) de ter desviado dinheiro público para o "mensalão" no contrato de publicidade da Câmara dos Deputados com a agência SMPB de Marcos Valério.

Agora ficou provado nos autos do processo que a maior parte do dinheiro desse tal "mensalão" nesse contrato foi embolsada pela TV Globo e seus parceiros do PIG, a título de veiculação de propaganda na execução do contrato.

Eis os principais órgãos de imprensa televisa "mensaleiros", e os valores embolsados:

TV Globo: R$ 2,7 milhões
SBT: R$ 708 mil
TV Record: R$ 418 mil

Eis os principais órgãos de imprensa em papel "mensaleiros":

Grupo Abril (dono da revista Veja): R$ 326 mil
Grupo Estado: R$ 247 mil
Grupo Folha: R$ 247 mil
Fundação Vitor Civita (do Grupo Abril): mais R$ 66 mil.

Eis a relação completa de pagamentos, por data, aos "mensaleiros" Globo, Veja, Folha e Estadão:



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

UMA HUMILHAÇÃO PARA A BAHIA QUE PRECISA SER REPARADA.

Mudança de nome do Aeroporto de Salvador gera polêmica na Câmara

Mudança de nome do Aeroporto de Salvador gera polêmica na Câmara
O projeto de lei que propõe a retomada do nome “Aeroporto 2 de Julho” para o aeroporto internacional de Salvador não foi votado nesta quarta-feira (22), como previsto. De autoria do deputado federal Luiz Alberto (PT), a matéria tramita há 10 anos na Câmara dos deputados. A votação não ocorreu por falta de quorum, mesmo com o parecer favorável do relator. Ao se defender da argumentação do DEM, que classificou o projeto seria uma "retaliação política", o autor lamentou que a proposta seja tratada como um “cavalo de batalha” e se trata de uma "reparação com uma data histórica e com o povo baiano". O deputado Waldenor Pereira (PT), em seu parecer, votou pela aprovação do projeto de lei original, de 2002, que propunha a junção dos nomes: “Aeroporto Internacional 2 de Julho Deputado Luiz Eduardo Magalhães”. Luiz Alberto mencionou diversas tentativas de diálogo com a bancada de oposição para um possível acordo para a junção dos nomes, nunca aceitas. Jean Willys (PSol) defendeu que “Aeroporto 2 de Julho” alimenta uma data magna para os baianos. Alice Portugal (PCdoB) citou outra proposição de sua autoria que eleva a data nacionalmente e que, segundo ela, o senador José Sarney, presidente do Senado, “não deixa votar há sete anos". Já a deputada Professora Dorinha (DEM) fez pedido de vistas do parecer do relator. A deputada afirmou ter dúvidas sobre custos provocados pela mudança e mencionou “incoerência” do relator, que reconheceu a importância do nome de um “valoroso deputado do estado da Bahia”. O nome do aeroporto foi alterado em 1998.

MAIS UMA PROVA DA GRANDEZA DO PRESIDENTE HUGO CHAVEZ.

ONU: Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina


Por Assis RibeiroDa Reuters
Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina, diz ONU
O Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina pela distribuição de renda, apesar do crescimento econômico e dos esforços para a redução da pobreza, atrás de Guatemala, Honduras e Colômbia, mostrou um estudo inédito da ONU-Habitat divulgado nesta terça-feira.
De acordo com dados de 2009 apresentados pelo relatório "Estado das Cidades da América Latina e Caribe", o Brasil melhorou se comparado a 1990, quando tinha o maior índice de desigualdade da América Latina.
No levantamento recente, a ONU apontou que os quatro países latino-americanos mais desiguais apresentaram um índice Gini de distribuição de renda per capita acima de 0,56, o que indica uma alta concentração da renda.
Os fatores que têm contribuído para isso, segundo o estudo, não estão apenas relacionados à distribuição de renda, mas também ao habitat, o acesso a bens e serviços de educação e saúde, oportunidades de trabalho, entre outros aspectos do bem-estar social.
Com menor grau de desigualdade no continente estão Costa Rica, Equador, El Salvador, Peru e Uruguai. A Venezuela aparece no topo da lista, com índice Gini de 0,41, ligeiramente acima de Estados Unidos e Portugal, o mais desigual da zona do euro, ambos com 0,38.
Apesar de alguma redução da pobreza na América Latina e no Caribe, os avanços foram modestos na comparação a outras regiões em desenvolvimento desde a adoção da Declaração do Milênio em 2000, quando reduzir o número de pobres foi determinado como o primeiro dos objetivos do documento.
De acordo com o estudo, dos 124 milhões de pobres em cidades latino-americanas, mais da metade vive no Brasil (37 milhões) e no México (25 milhões).
Devido aos elevados índices de urbanização, há mais pobres nas cidades do que no campo. Em termos absolutos, afirmou a ONU, o número de pobres nas cidades é duas vezes maior que o de pobres em áreas rurais.
Argentina, Chile e Uruguai têm uma incidência de pobreza nacional baixa, enquanto mais da metade da população de Bolívia, Guetemala e Paraguai é pobre.
O pior caso é no Haiti, onde o forte terremoto de 2010 levou o país a atingir níveis de pobreza registrados uma década atrás, quando os pobres compunham mais de 70 por cento da população.
URBANIZAÇÃO
A América Latina tem atualmente cerca de 80 por cento de sua população vivendo em cidades. Embora seja a região mais urbanizada do mundo, é uma das menos povoadas em relação ao seu território.
O relatório apontou que o número de cidades aumentou seis vezes em cinquenta anos. Agora, o crescimento demográfico e a urbanização, processos que entre 1950 e 1990 foram muito acelerados, perderam força.
A migração do campo para a cidade também diminuiu e surgiram novos "fluxos migratórios", que são mais "complexos", como entre cidades, às vezes cruzando fronteiras internacionais, dentro das próprias cidades, entre o centro e sua periferia, assim como entre centros urbanos secundários.
São as cidades com menos de 500 mil habitantes que estão avançando mais rápido. A expansão urbana tem feito com que muitas cidades transbordem os limites administrativos de seus municípios e terminem por absorver fisicamente outros núcleos urbanos.
"As cidades crescem cada vez menos compactas e se expandem fisicamente a uma taxa que supera o aumento de sua população, um padrão que não é sustentável", segundo o relatório.
No Brasil, a população urbana chegará a 90 por cento até 2020.
(Reportagem de Bruno Marfinati e Reuters TV)
http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE87K06F20120821?sp=true
Conheça os países com maior desigualdade
Guatemala
Honduras
Colômbia
Brasil
República Dominicana
Bolívia
Conheça os países com menor desigualdade
Venezuela
Uruguai
Peru
El Salvador
Equador
Costa Rica
Fonte: ONU (Organizações das Nações Unidas)

PRESIDENTE CHAVEZ: UM DOS MAIORES HERÓIS DA AMÉRICA LATINA.

Venezuela: cai a desigualdade, aumenta o confronto

Venezuela: cai a desigualdade, aumenta o confrontoFoto: Divulgação

Era Chávez fez do país andino o menos desigual da América Latina, mas perda de poder político pelos donos dos meios de produção ampliou as tensões internas

23 de Agosto de 2012 às 06:09
Breno Altman, Jonatas Campos e Marina Terra, do Opera Mundi, em Caracas
Um dos paradigmas mais aceitos na ciência política, ao estudar comportamentos eleitorais, está na constatação que a diminuição dos abismos sociais e o fortalecimento da classe média tendem a enfraquecer o embate político-ideológico. Quem for aplicar essa lógica na Venezuela, porém, dará com os burros n'água. A disputa entre os campos chavista e antichavista se acirra na mesma proporção em que o país se torna socialmente mais homogêneo, alcançando o topo do ranking sul-americano de distribuição da renda.

“A politização de todas as classes sociais, radicalizada desde a eleição do presidente Chávez, conduz a um posicionamento que vai além de interesses imediatos dos diversos setores”, analisa Jesse Chacon, diretor da GIS XXI (Grupo de Investigação Social Século XXI). “Aqui esquerda e direita, governo e oposição, vão às ruas para disputar projetos nacionais, que ultrapassam reivindicações pontuais, benefícios econômicos ou avanços sociais.”
Participante da rebelião militar de 1992, quando o atual presidente lançou-se na tentativa de derrubar a IV República, Chacón era então um jovem tenente que acabou atrás das grades junto com seu chefe. Engenheiro de sistemas e mestre em telemática, já foi ministro das Comunicações, do Interior e de Ciência e Tecnologia no atual governo. Com 46 anos, dedica-se a estudar a dinâmica político-social da Venezuela.

“O ponto central de tensão é que os proprietários dos meios de produção estão deixando rapidamente de ser os donos do poder político, o que provoca forte reação dos extratos mais altos e seu entorno”, ressalta. “A renda média dos 20% mais ricos não foi afetada, tampouco seu estilo de vida, mas percebem que não detém mais o comando sobre o Estado e a sociedade, o que lhes provoca medo e raiva.”

Nos setores mais pobres, atendidos por amplo repertório de políticas sociais e distributivistas, o comportamento é igualmente ditado por motivações que extrapolam conquistas ou expectativas econômicas. A combustão dessas camadas, tendo na melhoria de vida seu pano de fundo, determina-se também pelo esforço do presidente em travar permanentemente batalhas por ideias e valores.

Desde o início de seu governo, mas de forma mais ampla depois do golpe de Estado em 2002, Chávez trata de ocupar o máximo de espaço nos meios de comunicação. Seu discurso é voltado, quase sempre, para identificar cada movimento de seu governo como parte de um processo revolucionário, ao mesmo tempo em que fermenta entre seus seguidores um sentimento de repulsa aos adversários das mudanças em curso.
Avesso à lógica da conciliação, o presidente fez uma aposta pedagógica que aparentemente tem sido bem-sucedida: quanto maior a polarização, quanto mais cristalino o confronto entre pontos de vista, mais fácil seria criar uma forte e mobilizada base de sustentação. Para os bons e os maus momentos.

A princípio, o fio condutor da pedagogia chavista foi o resgate da história e do pensamento de Simón Bolívar, o patriarca da independência venezuelana, chefe político-militar da guerra anticolonial contra os espanhóis no século XIX. Por esse caminho, Chávez imprimiu ao seu projeto forte marca nacionalista, que contrapôs aos novos senhores coloniais (os Estados Unidos) e seus aliados internos (a elite local).
Aos poucos, juntou-se ao bolivarianismo original a sintaxe do socialismo histórico. Esse amálgama entre nacionalismo de raiz e valores da esquerda passou a ser difundido amplamente como código cultural que dá cara e cor às realizações do governo. O presidente foge, assim, da receita na moda, mesmo entre correntes progressistas, de carimbar a política como uma questão de eficácia. Para usar o velho jargão, Chávez é um político da luta de classes, na qual aposta para isolar e derrotar seus inimigos.
A oposição, animada pela predominância nos meios de comunicação, também colocou suas fichas no enfrentamento aberto. Além das reservas midiáticas, sempre contabilizou a seu favor forças econômicas e relações internacionais para mobilizar as camadas médias contra o governo. Mesmo após o golpe e o locaute de 2002, no auge da polarização, os partidos antichavistas deram continuidade à estratégia da colisão.
Classe C

Mas ambos os lados atualmente têm que levar em conta um novo fenômeno. Mais de 30% da população trocou de extrato social. Migraram dos segmentos mais pobres para o que a sociologia das pesquisas chama de classe C – mais propriamente, viraram classe média.

O campo opositor se vê obrigado a reconhecer certos avanços no terreno social, ao contrário do rechaço absoluto anterior. A campanha de Capriles promete preservar as missões sociais, apesar de propor em seu plano de governo a eliminação do Fonden, fundo de financiamento dos programas abastecido com dinheiro do petróleo. Além disso, modera relativamente sua mensagem, para poder dialogar com os setores beneficiados pela V República.

Para os governistas também surgem novas questões. “O problema do processo é disputar corações e mentes desse novo contingente de classe média”, afirma Chacón. “Muitos dos que ascenderam socialmente graças às iniciativas governamentais abraçaram os valores morais e culturais das elites, cujo modo de vida é sua referência”. O ex-militar focaliza especialmente a preservação das aspirações consumistas, o desapego a projetos e organizações coletivos, a negação da identidade original de classe e, às vezes, até de raça.

As pesquisas diversas, tantos as do GISXXI quanto dos institutos próximos à oposição, apontam que emergiu, nos últimos anos, um grupo de eleitores informalmente referidos como os ni-ni . Ou seja, sem alinhamento automático com Chávez ou com seus inimigos. A maioria de seus integrantes é parte dessas camadas ascendentes.
Os ni-ni chegam a representar ao redor de 40% dos eleitores, contra igual montante de adeptos firmes do chavismo e 20% de oposicionistas fiéis. A esquerda, contudo, tem colhido resultados que ultrapassam suas fronteiras, graças à combinação entre satisfação popular com programas governamentais (especialmente o da habitação) e o clima afetivo de solidariedade provocado pelo cãncer de Chávez. O presidente vem beirando, nas pesquisas mais confiáveis, os 60% de intenção eleitoral para o pleito de outubro, abrindo vantagem de 15% a 30% contra Capriles.

Esses números indicam que os ni-ni estão se repartindo entre os dois polos. Apesar de essa tendência ser favorável à reeleição do presidente, até com certa folga, a busca dos apoios nessa fatia do eleitorado continua frenética. “Se a campanha de Chávez reconquista uma parte maior desse setor, poderá ser construída uma vantagem ainda mais expressiva”, destaca Chacón.

Estratégias

Um dos aspectos da estratégia para vencer resistências entre esses setores híbridos, ao que parece, é desmontar a ideia, em grande medida forjada pelos veículos de comunicação vinculados à oposição, de que Chávez pretende liquidar com a propriedade privada e colocar toda a atividade econômica nas mãos do Estado.

“O processo aumentou o número de proprietários no país, especialmente depois que começou a reforma agrária”, afirma o diretor da GISXXI. “O programa da revolução se volta contra os monopólios, fortalece o Estado, mas abre espaço para vários tipos de propriedade, de caráter privado, cooperativo ou social. O governo precisa definir melhor o papel de cada uma dessas modalidades para enterrar a imagem de fundamentalismo estatista que a oposição tenta vender.”

O candidato oposicionista, por sua vez, tem problema inverso. Representante de uma aliança formada por grandes empresários (como a cervejaria Polar, o grupo agroindustrial Mavesa e companhia alimentícia Alfonzo Rivas, entre outros), Capriles precisa convencer que é capaz de absorver ao menos parte das medidas que, desde 1999, favoreceram os 80% de eleitores que não estão nas classes A e B.

Seu programa de governo não ajuda muito. Mesmo tendo abrandado suas críticas às políticas sociais do presidente, o ímpeto privatista está presente e com força. Não apenas fala em reduzir o Estado, reverter nacionalizações ou tirar a PDVSA do controle estatal, mas defende explicitamente que as terras desapropriadas dos grandes latifundiários voltem às mãos dos antigos donos. “Primeiro, precisamos acabar com as expropriações, devemos trazer a segurança ao campo, dar confiança a partir do governo”, afirmou Capriles em recente coletiva de imprensa.

Qualquer que seja o resultado, no entanto, a administração de Hugo Chávez terá conseguido um feito que merece análise apurada de cientistas políticos. Ao contrário do que acontece na maioria dos países, nos quais o marketing domesticou a política e oculta a disputa de ideias para atender o gosto do eleitor. Na Venezuela sequer as necessidades eleitorais diluem a batalha frontal entre programas.


Fidel e Chávez estariam escrevendo livro juntos

Fidel e Chávez estariam escrevendo livro juntosFoto: Reuters

Informação foi confirmada por blogueira cubana; aos 86 anos, ele também estaria acompanhando de perto questões internacionais relevantes, como o caso Assange

23 de Agosto de 2012 às 07:06
Por Jeff Franks
HAVANA, 22 Ago (Reuters) - O ex-líder cubano Fidel Castro, que não aparece em público há mais de dois meses, prepara um livro com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e não está prestes a morrer, disse uma blogueira governista na quarta-feira.
Yohandry Fontana, frequentemente a primeira a divulgar informações e pontos de vista oficiais, criticou um blog de Barcelona por difundir a ideia de que Fidel, que completou 86 anos em 13 de agosto, estaria gravemente doente. Ela disse ter "más notícias" para os inimigos do regime e para os "garotos criativos da CIA".
"Fidel Castro trabalha com Hugo Chávez num livro que irá aparecer em breve", escreveu Fontana. "A fonte que confirmou essa informação também disse que o Líder da Revolução se mantém atualizado sobre a posição do Equador a respeito do caso (do fundador do WikiLeaks) Julian Assange, entre outras questões nacionais e internacionais que o interessam."
Fidel publicou em 19 de junho a última das suas "reflexões" na imprensa estatal - sua atividade mais frequente desde que transferiu o poder para o seu irmão Raúl, em 2006, por motivos de saúde.
Em 28 de março, ele foi visto na nunciatura apostólica de Havana, durante uma visita do papa Bento 16 à ilha. Observadores disseram que ele caminhava com dificuldade.
Desde que se aposentou, não é raro que Fidel se afaste da vista do público, o que sempre motiva rumores sobre sua saúde. Mas ele volta dizendo que estava se dedicando a escritos ou pesquisas.
Em comentário no dia 13 pelo Twitter, Chávez, principal aliado do regime comunista cubano na atualidade, comentou a boa forma mental do seu amigo Fidel. "É impressionante sua energia e lucidez. Ele é um exemplo de vontade e de perseverança revolucionária para todos. Longa vida a Fidel!!"
Chávez não fez menção ao suposto livro em parceria com Fidel.