domingo, 30 de setembro de 2012

O GNOMO DE JARDIM ACM grampinho MALVADEZA vai ser jogado na lata de lixo da história política da bahia. Para quem ainda não sabe, o deputado fisiológico José Carlos Araújo, é\FOI um dos filhotes de Toinho Malvadeza; que mais se assemelha ao seu criador. O dito cujo (Zé Caramujo) possui um verdadeiro plantel de políticos corruptos aqui na região. Este senhor simboliza o ATRASO, FOME E CORRUPÇÃO...para todos nós daqui da região. Nenhuma pessoa com um mínimo de ÈTICA, apoiaria\á alguém subserviente à este cidadão. Aqui em Morro do Chapéu, os seus aliados formam uma lista de quem é quem do CRIME ORGANIZADO. Aliomar Rocha e Cleová Barreto lideram essa nefasta lista.







roberto 43
Há um mes atras os partidários de "malvadeza neto" estavam tão seguros da vitória que já estavam loteando a prefeitura, as viuvas de Acm que ocupam grande parte dos cargos comissionados na prefeitura de Salvador estavam fazendo festa, porém , com o tempo as pessoas descobriram que ACm Neto é um playboizinho vazio, sem propostas, que nunca frequentou as periferias da cidade, e sua participação como deputado foi apenas conhecida na tentativa de derrubar Lula no tapetão.
Pra mim do jeito que Pelegrino sobe nas pesquisas ele ganha no Primeiro turno.

Quintela
Colocar Pelegrino e ACM Neto na mesma vala é forçar a barra!
Compare a história dos dois e verá que sua queixa não tem razão nenhuma.
Basta ver o programa eleitoral.. ACM Neto não apresenta nenhum plano de governo!
Mais uma vez o filhote da ditadura quer apenas o feudo Bahia de volta pra familia dele...
Pelegrino tem várias propostas... uma delas é implantar o Bilhete único que o PT criou em São Paulo...
Dá várias soluções para aliviar o transito de Salvador...
E é o PT que vai terminar o abacaxi chamado metro que foi criado demagogicamente pelo avô dele... o GodFather... ACM!!!!

 
Aliados do deputado fisiológico profissional José Carlos Araújo sendo conduzidos ao xilindró 'peluzomi' da lei...entre os quais se encontra um conhecido político da vizinha cidade de Cafarnaum.
 
 
O FAMOSO TRIO MÃO-DE-GATO.

TROMBADÕES E LARANJINHA...O NOVO TRIO DE CONVENIÊNCIA, para assaltar os cofres municipais de Morro do Chapéu.
Deputado Pilantra Zé Caramujo: aliado e protetor dos marginais acima. O  atulemado filho do bandidão Cuinha, ainda não qualifica como tal...mas já está sendo treinado pelo pai para representá-lo na hora da FAXINA DOS COFRES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO.
 

ESCÂNDALO! ABSURDO!. ATÉ RÁDIO LARANJA....É PAGA pelo contribuinte PARA VEICULAR PROPAGANDA ELEITORAL. O DEPUTADO FISIOLÓGICO JOSÉ CARLOS ARAÚJO DONO DA RÁDIO LARANJA ''BRILHANTE FM'' (NOME DE FANTASIA - desmascarado por nós aqui no blog- confirmado a contra gosto pelo dito cujo; depois que ameaçamos revelar ao grande público Brasileiro) anda feliz da vida com o aumento vertiginoso de RECEITA ...em sua rádio pirata. É revoltante ver como esses picaretas fazem gato e sapato das nossas leis.

TVs vão faturar R$ 600 mi com horário “gratuito”

Por Assis Ribeiro
TVs vão faturar R$ 600 milhões com horário “gratuito”
Horário eleitoral não é gratuito, mas muito bem pago
Por Joel Leite, no Mundo em Movimento, via Facebook

– Governo vai pagar, em renúncia fiscal, R$ 600 milhões pelo horário ocupado pelos candidatos nas emissoras de rádio e TV.
As emissoras de rádio e televisão chamam o horário eleitoral de “gratuito”. Grátis pra quem?
O governo (nós) paga o horário para as emissoras com a renúncia de Imposto de Renda. Paga o horário integral ocupado pelos candidatos, como se estivesse fazendo uma propaganda.
A estimativa da Receita Federal, segundo a Agência Congresso, é que o horário eleitoral proporciona um faturamento estimado, para este ano, de R$ 606 milhões para as emissoras.
O Decreto 7.791 de 17/8/12, em seu artigo 1º. define que as emissoras poderão efetuar a compensação fiscal na apuração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, inclusive na base de cálculo dos recolhimentos mensais previstos pela legislação.
Desde 2002, o governo pagou para as emissoras de TV e rádio R$ 4 bilhões. E eu não li nenhum editorial reclamando do “desperdício de dinheiro público”.
Em alguns casos o horário “gratuito” é, na verdade, um grande negócio para a emissora, pois o governo paga todo o tempo de inserção por dia como se estivesse comprando um espaço publicitário. Ocorre que originalmente aquele espaço não estava totalmente destinado à propaganda, mas também a programação: jornalismo, música, entretenimento, variedades. Assim, o faturamento da rádio ou da TV aumenta.
O Decreto prevê que o pagamento seja de 80% do preço de tabela da emissora, isso porque este é o percentual que fica com a empresa, uma vez que a Agência que veicula a propaganda recebe a comissão de 20%.
Mas um anunciante comum paga bem abaixo do preço de tabela, pois o negócio é fechado após ampla negociação. É comum descontos de 40%, 50% sobre o preço de tabela. Às vezes mais. Uma emissora de TV em São Paulo negociou com uma grande rede de varejo, no ano passado, um contrato anual com desconto de 95%.
No caso do horário eleitoral “gratuito” não há negociação. É tabela cheia.
Grátis pra quem cara pálida?
 
4 comentários
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jura
se estamos pretendendo o financiamento público de campanhas políticas é bom nos acostumarmos com a idéia e prepararmos o bolso, porque vai custar muito mais.
E a prestação de contas públicas pelos partidos pode não impedir o caixa 2, que vai sair do nosso bolso também. Eles entendem mais de contabilidade do que de política, certo?
 
imagem de Yacov
Yacov
ABSUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURDOOOOOOOOOOOOOOO!!! Os gangsters da máfiomídia já se utilizam de concessão pública e o Governo, isto é, NóS o POVO, que lhe concedemos o espaço, além de pagarmos fortunas por anúncios e publicidade ainda temos que fazer renúncia fiscal do horário gratuito. Pergunta: A mídia é empresa filantrópica ou igreja para ter isenção fiscal??? ISSO É UM DESPROPÒSITO TOTAL!!

“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
Jotavê
Se eu for convocado pela Justiça Eleitoral para trabalhar como mesário, tenho que ir e trabalhar de graça, sem reclamar. Por que o contribuinte tem que pagar essa dinheirama às emissoras de televisão pela cessão de seu espaço durante as campanhas? Não temos que pagar nada. Televisão é concessão pública. Eles que ponham esses minutos na contabilidade e cobrem de seus anunciantes, racionalizem despesas, ou diminuam a margem de lucro. O contribuinte não tem que pagar essa conta.
Essa questão está no centro do debate contemporâneo a respeito da banditização da política, que a direita quer instrumentalizar para varrer partidos de esquerda do mapa. Numa ponta, temos que lutar pelo financiamento público de campanhas e pelo voto em lista. Isso é essencial. Na outra ponta, porém,
...Ver mais

MAURICINHO DIONÍSICO (as más línguas falam de sua participação em bacanais onde rola de tudo): É O MAIS NOVO INIMIGO DO PRESIDENTE LULA.

Aécio se declara inimigo público no. 1 de Lula, ao pregar o golpe hondurenho

Aécio se declara inimigo público no. 1 de Lula
http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/81704/Lula-%C3%A9-um-l%C3%ADder-de-fac%C3%A7%C3%A3o.htm
O senador demotucano Aécio Neves (PSDB) resolveu se declarar o inimigo público no. 1 do presidente Lula.

O tucano abandonou a tradição política mineira de conspirar em silêncio e passou a conspirar abertamente pelo golpe hondurenho contra Lula e Dilma.

O senador tucano disse achar "ridícula" a nota contrária ao golpe hondurenho assinada pelos presidentes de 6 partidos (PT, PCdoB, PRB, PSB, PDT e PMDB), dizendo não existir golpe contra ex-presidentes.

Ora, o tucano acha que só ele é esperto e que todo mundo é idiota. É claro que o golpe hondurenho consiste em cassar Lula, forjando factóides na revista Veja e na Globo para levar ao tapetão do judiciário, tirando Lula do caminho de 2014 e 2018, pois só com Lula fora do caminho, adiantaria derrubar a Presidenta Dilma. Com Lula podendo se candidatar em 2014, de nada adianta a oposição fazer das tripas o coração para derrubar Dilma, pois Lula ganharia 2014, se Dilma estivesse desgastada.

Além disso, o senador tucano não achou ridícula a nota anterior de seu partido (PSDB), junto ao DEM e PPS, pedindo o golpe hondurenho contra Lula, logo após a matéria ridícula da revista Veja.

E também não achou ridícula a representação feita pelo seu partido ao Ministério Público pedindo para cassar Lula, pelo destempero recente do Ministro Gilmar Mendes junto com a revista Veja. A representação, aliás, foi recusada, por falta de fundamento, fracassando essa primeira tentativa de golpe hondurenho.

Por isso é importante, em Minas, dar um rotando NÃO ao Aécio golpista, e votar em candidatos lulistas de cabo a rabo nestas eleições. Do vereador ao prefeito, só dá para votar em quem a gente tem absoluta confiança de não ser golpista, nem votar em gente que fica com braços cruzados na hora em que os golpistas atacam.

Patrus: não é só antídoto contra golpes, mas também o melhor prefeito

Em Belo Horizonte, além de ser de absoluta confiança e ser uma barreira contra o golpe hondurenho do Aécio, Patrus Ananinas (PT) é de longe o melhor candidato.

Ele sabe fazer tudo o que demotucano Márcio Lacerda (PSB) sabe em termos de obras, e com mais competência, além de saber fazer o que o demotucano não sabe e nem quer saber depois que passa a eleição: erradicar a pobreza, colocando a Belo Horizonte do século XXI no rumo de se tornar uma cidade toda de classe média, sem bolsões de pobreza, e com alta qualidade de vida para todos. Com Dilma, o governo federal está fazendo a sua parte no plano nacional. É preciso ter prefeitos que também façam a sua parte no município.

Patrus já tirou 5 pontos de diferença em relação a última pesquisa. Patrus recuperou o entusiasmo da mobilização popular.É só fazer uma forte mobilização nos bairros populares, nas comunidades carentes que ganha essa eleição.

Basta subir uns 6% e Lacerda cair uns 3%, que haverá um acirrado segundo turno. Nada impossível de se conseguir, principalmente porque o PT é partido de chegada. Depende só de cada um militante de Patrus fazer a diferença, conversando com amigos, parentes, vizinhos, nas redes sociais, e vestindo a camisa, com cartazes em casa, no carro.

Leia também:
- Listão dos inimigos públicos nº 1 de Lula, que querem 'acabar com a raça' dele

LIXO TÓXICO FASCISTA VEJA (com ''leitores'' até aqui em Morro do Chapéu): É CONDENADA PELA ENÉSIMA VÊZ POR CALÚNIAS E MENTIRAS.

Veja é condenada por mentir contra Pelegrino, e por fazer campanha pró-ACM Neto

A revista Veja foi condenada pela justiça a dar direito de resposta ao candidato a prefeito Nelson Pelegrino (PT), devido a acusações infundadas.

A revista demotucana publicou uma nota inventada e mentirosa, dizendo, sem qualquer prova, que "o dono da construtora OAS, César Mata Pires, aceitou fazer doação para a campanha do PT em troca de ajuda para construir um condomínio na capital. A nota informava também que a empresa teria procurado anteriormente o candidato do DEM, ACM Neto, mas não obteve êxito"

A juíza Maria de Lourdes Oliveira Araújo, da 5ª Zona Eleitoral de Salvador, não caiu no conto do vigário da "liberdade de imprensa" da revista, e sentenciou:

[a nota da revista Veja] "se aproxima de uma disfarçada propaganda, na medida em que ultrapassa os limites de informação imparcial ou de mera crítica, tanto por afirmar que não prova, como por passar um recado subliminar sobre qual candidato reputa melhor". (Com informações do Terra)

O SIGNIFICADO DA ERA LULA-DILMA PARA O POVO BRASILEIRO. MORRO DO CHAPÉU DEVE DEMONSTRAR SUA GRATIDÃO AO PARTIDO DOS TRABALHADORES (cuja aliança com as verdadeiras forças progressistas nos transformou em uma nação MAIS JUSTA, RECONHECIDA E RESPEITADA INTERNACIONALMENTE) ....E REPUDIAR OS AGENTES DO ATRASO E DA CORRUPÇÃO. POLÍTICOS BANDIDOS(Edgar Dourado,Cleová Barreto, Aliomar Rocha , o suspeitíssimo Érico Sampaio...e os deputados PICARETAS José Carlos Araújo e Edson Sampaio Pimenta); DEVEM SER BANIDOS DA CENA POLÍTICA LOCAL. O RESPEITADO E ADMIRADO EMPRESÁRIO PEDRO NILSON, E O SEU COMPANHEIRO DE CHAPA DANTINHAS; têm que expor E PROMETER A PUNIÇÃO para os crimes dessa corja com mais veêmencia...porque o nosso povo (infelizmente); tem memória curta. NÃO É DESSA FORMA TÍMIDA E DISCRETA QUE CHAPA 'PTB-PT' IRÁ CONVENCER OS NOSSOS CONTERRÂNEOS, DO PERIGO (QUE REPRESENTA PARA OS COFRES MUNICIPAIS); DUMA EVENTUAL VITÓRIA DESSAS CLEPTOLIGARQUIAS...EXAUSTIVAMENTE AQUI CITADAS. TODOS ESTAMOS CANSADOS DE SABER DOS CRIMES ADMINISTRATIVOS COMETIDOS PELO ATUAL GESTOR (CLEOVÁ BARRETO), O EX ALIOMAR ROCHA (PAI DO BAMBINO-LARANJA CANDIDATO À VICE FELIPE ROCHA), E O CLEPTODOTÔ EDGAR DOURADO LIMA...TIO DO CANDIDATO LÉO DOURADO. O FINADO PAI DESTE ÚLTIMO (WILSON DOURADO...IRMÃO DO TAL DOTÔ), FICOU FAMOSO NOS ANOS 80 COMO ''O NERO DO SERTÃO'' ....POR TER ATEADO LUME EM QUASE TODA A SERRA DO TOMBADOR...ONDE SE LOCALIZA ALGUNS DOS INÚMEROS LATIFÚNDIOS DESTA CONHECIDA CLEPTOLIGARQUIA LOCAL. PODEMOS AFIRMAR SEM MEDO DE ERRAR QUE, OS MANOS EDGAR E O FINADO WILSON DOURADO (QUE DEUS TENHA PIEDADE DE SUA ALMA....E NÃO ESQUEÇA DE PUNÍ-LO PELAS MALDADES COMETIDAS AQUI NA TERRA\TERRINHA), SÃO\FORAM SEM NENHUMA SOMBRA DE DÚVIDA: OS CORONÉIS MAIS CORRUPTOS, BRUTAIS E CRUÉIS... DA POLÍTICA SUJA DESTE TORRÃO SOFRIDO.

Política

Lula diz que suportou 'golpe' do mensalão graças a base social

Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirma que trabalho e história do PT são maiores que 'alguns erros que foram cometidos' e cobra reconhecimento a Lula e Dilma 'nas urnas'
Publicado em 29/09/2012, 23:15
Última atualização às 23:37
São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu à base social o fato de ter se mantido no poder com o “golpe” criado, segundo ele, a partir do episódio do mensalão, em 2005. “Não foi fácil porque a elite política brasileira não brinca em serviço”, afirmou durante comício neste sábado (29) em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, organizado pela campanha do candidato do PT à prefeitura, Fernando Haddad.
“Eles não gostam quando eu falo, mas em 2005 eles tentaram dar um golpe em mim. Como deram em João Goulart, como tentaram dar em Juscelino, como levaram Getúlio Vargas ao suicídio. Mas eles não sabem que estavam lidando com uma pessoa diferente. Não sabiam que não existia apenas um Lula. Enquanto tinha um Lula em Brasília, havia milhares de Lula em São Miguel Paulista, trabalhadores, empregados e aposentados, vestidos de homens, de mulheres”, afirmou o ex-presidente, aplaudido várias vezes pelo público, que entoou o tradicional coro de “Olê, olá, Lula, Lula”.
Lula aproveitou o discurso para lembrar uma série de conquistas de seu governo, como a melhoria do serviço de Previdência, com redução das filas e dos tempos de concessão de benefícios, a criação de empregos, o aumento do poder de compra e o acesso a mais bens de consumo, e o Programa Universidade para Todos (ProUni), criado na gestão de Haddad à frente do Ministério da Educação.
“Eu queria provar que um nordestino não vem a São Paulo apenas para ser pedreiro”, disse o petista sobre o sentimento que carregava ao chegar ao Palácio do Planalto. “Não que a gente tenha vergonha de ser pedreiro. Mas será que nós só prestamos para isso? Sentimos orgulho de ser pedreiro, mas queremos ser mais”. Ele recordou evento ao qual compareceu esta semana ao lado de Haddad no qual estudantes do ProUni contaram suas origens e como chegaram ao ensino superior. Lula citou em específico a história da filha de um pedreiro que hoje, com bolsa, cursa a faculdade de medicina.
O atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também presente ao comício, utilizou a parte final do discurso para lamentar o uso que se faz do mensalão, atualmente em julgamento pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Sem citar o caso, o petista, que foi candidato ao governo do estado em 2010, ressaltou as três décadas de trajetória da sigla, nascida da resistência à ditadura. “Esse partido é muito maior do que alguns erros que goram cometidos. A história vai reconhecer a contribuição que demos ao Brasil”, destacou. “É na urna que a gente tem de mostrar o reconhecimento que Lula e Dilma merecem por tudo o que fizeram pela cidade. Vamos às urnas de cabeça erguida."

A VERDADEIRA NATUREZA DA SOCIEDADE INTERAMERICANA DE IMPRENSA (SIP).

SIP é um antro da mídia golpista



Por Altamiro Borges

O texto “Dilma irá ao antro midiático da SIP?” gerou certa polêmica. Alguns amigos argumentaram que, como presidenta da República, ela não teria como se ausentar de um fórum de empresários da mídia do continente. Uma atitude deste tipo seria encarada como um “desrespeito à liberdade de expressão”. Os mais otimistas chegaram a dizer que até seria positiva a sua participação na 68ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa, que ocorrerá em outubro na capital paulista, para “dizer umas verdades”.

Respeito os argumentos, mas discordo. A SIP não é uma entidade empresarial, mas sim um antro golpista. Na semana retrasada, a própria presidenta Dilma arrumou uma desculpa para não participar de um evento do Grupo Abril, após saber de uma reportagem asquerosa da Veja contra o ex-presidente Lula [vale insistir: cadê a entrevista com o Marcos Valério?]. No caso da SIP, não há diferença nas ações asquerosas. Não precisa nem inventar desculpa. Exponho abaixo um pouco da sinistra história desta entidade “empresarial”.

Jules Dubois, o homem da CIA

A Sociedade Interamericana de Imprensa não tem nada a ver com liberdade de expressão e, muito menos, com democracia. Ela reúne os barões da mídia do continente que apoiaram golpes militares e sustentaram ditaduras sanguinárias – alguns destes grupos, como a Globo e o Clarín, inclusive construíram seus impérios neste período com as mãos sujas de sangue. Com a redemocratização na região, estes mesmos barões da mídia foram os difusores do receituário neoliberal de desmonte de estado, da nação e do trabalho.

Sediada em Miami, a SIP defende os interesses das megacorporações capitalistas e as políticas imperiais dos EUA. Ela até tenta se travestir de “independente”, mas a sua direção sempre foi hegemonizada pelos empresários mais ricos e reacionários do continente. Num estudo intitulado “Os amos da SIP”, o jornalista Yaifred Ron ainda apresenta inúmeros documentos que comprovam os vínculos da entidade com a central de “inteligência” dos EUA, a famigerada CIA.

A SIP foi fundada em 1943 numa conferência em Havana, durante a ditadura de Fulgencio Batista. Num primeiro momento, devido à aliança contra o nazi-fascimo, ela ainda reuniu alguns veículos progressistas. Mas isto durou pouco tempo. Com a onda macartista nos EUA, ela foi tomada de assalto pela CIA. Em 1950, na conferência de Quito, dois serviçais da agência, Joshua Powers e Jules Dubois, passam a dirigir a entidade. Dubois comandou a SIP por 15 anos e tem seu nome gravado no edifício da entidade em Miami.

Desestabilizar governos progressistas

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Neste período, a SIP se tornou um instrumento da CIA para desestabilizar os governos progressistas da América Latina. Para isso, os estatutos foram adulterados, garantindo maioria às publicações empresariais dos EUA; a sede foi deslocada para os EUA; e as vozes críticas foram alijadas. “Em resumo, eles destruíram a SIP como entidade independente, transformado-a num aparato político a serviço dos objetivos internacionais dos EUA”, afirma Yaifred.

Na década de 50, ela fez oposição ao governo nacionalista de Juan Perón e elegeu o ditador nicaragüense Anastácio Somoza como “anjo tutelar da liberdade de pensamento”. Nos anos 60, seu alvo foi a revolução cubana; nos anos 70, ela bombardeou o governo de Salvador Allende, preparando o clima para o golpe no Chile. “A ligação dos donos da grande imprensa com regimes ditatoriais latino-americanos tem sido suficientemente documentada e citada em várias ocasiões para demonstrar que as preocupações da SIP não se dirigem a defesa da liberdade, mas sim à preservação dos interesses empresariais e oligárquicos”.

Contra a regulação da mídia

Na fase mais recente, a SIP foi cúmplice do golpe midiático na Venezuela, em abril de 2002, difundido todas as mentiras contra o governo democrático de Hugo Chávez. Este não vacilou e considerou os seus representantes como personas non gratas no país. Ela também tem feito ataques sistemáticos aos governos de Evo Morales, Rafael Correa e Cristina Kirchner. Atualmente, o maior temor da SIP decorre das mudanças legislativas que objetivam democratizar os meios de comunicação na América Latina.

Qualquer iniciativa que vise regulamentar o setor e diminuir o poder dos monopólios é taxada de “atentado à liberdade de expressão”. Como aponta Yaifred, o maior esforço da entidade na atualidade é “para frear as ações governamentais que favoreçam a democratização da mídia". A 68ª Assembleia Geral deverá, apenas, ratificar esta linha golpista. Ou seja: nada justifica a participação da presidenta Dilma Rousseff!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

MAIS UM LADRÃO DE DINHEIRO PÚBLICO...ALIADO DO DEPUTADO FISIOLÓGICO JOSÉ CARLOS ARAÚJO.

Cafarnaum: Contas de 2011 da prefeitura são rejeitadas pelo TCM

Cafarnaum: Contas de 2011 da prefeitura são rejeitadas pelo TCM
Foto: Jorge Calmon Notícias / Reprodução
O Tribunal de Contas dos Municípios rejeitou as contas da prefeitura de Cafarnaum, no centro-norte baiano, relativas ao exercício de 2011, de responsabilidade do prefeito Ivanilton Oliveira Novais. O relator do processo, conselheiro Fernando Vita, multou o gestor municipal em R$ 6 mil. Para a Corte, a despesa total com pessoal alcançou o montante de R$ 13.672.890,27, correspondente a 55,55% da receita corrente líquida de R$ 24.612.248,76, o que teria extrapolado o limite de 54% previsto em lei. O relatório técnico ainda elencou diversas irregularidades, entre elas as falhas técnicas na abertura e contabilização de créditos adicionais; apresentação de balanços e demonstrativos contábeis com irregularidades, e relação de valores e títulos da dívida ativa em desacordo ao disposto em resolução do TCM.

HOMENS CASTRADOS VIVEM MAIS. HÁ QUEM DIGA QUE HOMENS DE QUADRIS DE DONZELA, VIVEM TAMBÉM: MAS É FUTRICANDO SOBRE A VIDA DOS OUTROS. MORRO DO CHAPÉU TEM UMA FIGURINHA CARIMBADA...QUE CAI COMO LUVA NESSE ESTUDO DOS CIENTISTAS COREANOS.

Estudo: homens castrados vivem mais


Por Maria das Graças Guimarães
Os daqui se habilitam?
Da BBC Brasil
Homens castrados têm vida mais longa, diz estudo
James Gallagher
Um estudo feito com base em dados históricos na Coreia do Sul revelou que homens castrados vivem em média 19 anos a mais do que os demais homens da mesma camada social.
A pesquisa, publicada nesta semana na revista científica Current Biology, analisou dados de centenas de anos de eunucos na Coreia do Sul.
Os eunucos tinham funções especiais nas sociedades orientais da China e da Coreia, em especial na dinastia Joseon, que reinou o império coreano do século 14 ao 19. Eles guardavam os portões dos castelos, administravam a comida e eram os únicos homens fora da família real com acesso aos palácios à noite.
O pesquisador Cheol-Koo Lee, da Korea University, em Seul, analisou dados de 81 eunucos que viveram 1556 e 1861. A idade média de vida deles era de 70 anos, 19 a mais do que os não-castrados da mesma casta social. Um dos eunucos estudados chegou a viver 109 anos.
A média de anos de vida dos homens da família real coreana, no mesmo período, era de apenas 45 anos. Muitos nobres coreanos alcançavam, no máximo, entre 50 e 60 anos.
Testosterona
A castração feita antes da puberdade impede que meninos se transformem totalmente em homens, em termos biológicos.
"Os históricos mostram que os eunucos tinham aparência feminina. Eles não tinham bigodes, possuíam seios grandes, quadris largos e vozes finas", diz Cheol-Koo Lee.
Uma das hipóteses levantadas pelo estudo é que os hormônios masculinos, como a testosterona, podem ter efeitos nocivos ao corpo dos homens. Os pesquisadores acreditam que os hormônios masculinos debilitam o sistema imunológico e causam danos ao coração.
A castração seria uma forma de "proteger" o corpo masculino destes efeitos. Os pesquisadores não conseguiram levantar dados sobre as mulheres no mesmo período.
"Os dados trazem indícios convincentes de que o hormônio do sexo masculino reduz a longevidade dos homens", disse à BBC o professor Kyung-Jin Min, da Inha University, também na Coreia do Sul, que participou da pesquisa.
Ele acredita que há alternativas modernas à castração para aumentar a longevidade masculina.
"É possível fazer uma terapia de redução de testosterona que aumente a longevidade entre os homens, no entanto, é preciso considerar os efeitos colaterais disso, o principal deles sendo a redução no desejo sexual dos homens."
Para David Clancy, da universidade britânica de Lancaster, os resultados são "persuasivos, mas, certamente, não conclusivos".
Ele aceita o argumento de que o alto número de pessoas centenárias entre os eunucos é um sinal de que a testosterona, de fato, tem um papel importante na longevidade masculina. No entanto, ele diz que o estilo de vida dos eunucos – que possuem hábitos mais reservados – também é um fator importante a ser considerado.
Muitos dos eunucos na sociedade coreana adotavam meninas ou outros garotos eunucos.
"Neste estudo, os eunucos foram educados por eunucos ao longo de diversas gerações, e estilos de vida diferentes podem ter sido passados adiante", diz o pesquisador, que citou outro estudo sobre o assunto.
"Uma comparação entre cantores castrados e não-castrados provavelmente é uma amostra melhor, e essa comparação mostrou que não há diferença na longevidade", disse Clancy. Ele afirma que, neste caso, os estilos de vida eram bastante semelhantes entre os dois grupos.

ACIMA, A PROVA VIVA DA PESQUISA SUPRA CITADA.
A DONZELA DONA DESTE ''OBJETO NÃO IDENTIFICADO''...ENCONTRADO NO NOSSO PARLAMENTO FEDERAL, TAMBÉM É UMA PROVA VIVA DESSE ESTUDO...DE MANEIRA 'ERSATZ' É CLARO, OU SEJA...CRESCEU-LHE AS CADEIRAS. NÃO É À TOA QUE O VETERANO MOÇOILO SE TORNOU HOMOFÓBICO VIRULENTO.

   ATENÇÃO MOÇOILAS E MOÇOILOS MEMBROS DA ORDEM MEDIEVAL CAVALEIROS DA SANTÍSSIMA TRINDADE DE MORRO DO CHAPÉU!...A NOTÍCIA ABAIXO PODERÁ VOS INTERESSAR. BOA SORTE!
 
Contribuição pra seção "Olga del Volga" do blog.
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6181311-EI17616,00-Russo+que+pos+virgindade+a+leilao+quer+conhecer+brasileiras.html
LIZ LACERDA
Direto de Sydney
O russo Alexander Stepanov, que também está leiloando a virgindade na internet, gostaria de ter uma namorada brasileira. "As mulheres brasileiras são muito confiantes e bonitas. É um pouco assustador, mas eu queria conhecê-las melhor", disse o jovem. Alex, como prefere ser chamado, é o outro protagonista do documentário Virgins Wanted, do diretor australiano Justin Sisely. Junto coma brasileira Catarina Migliorini, ele também está vendendo a primeira relação sexual.
Quando soube que a outra participante do filme seria uma brasileira que não falava inglês, Alex decidiu estudar espanhol. "Estudei espanhol por um ano até descobrir que vocês falam português no Brasil", disse o rapaz, que ainda está conversando com Catarina no idioma de Cervantes. O russo pretende percorrer o Brasil para conhecer a cultura e as tradições do país, bem como a música. "Astrud Gilberto é uma das minhas favoritas. Adoro a canção Água de Beber", comenta. Ele também quer aprender a surfar nas praias brasileiras.
Quanto à garota dos seus sonhos, ela deve ser morena e tímida como ele. "A personalidade é o que mais importa para mim, mas minha mãe diz que, como sou loiro de olhos azuis, seria interessante que a menina fosse o oposto de mim", explica.
O rapaz garante que não é gay, mas está recebendo ofertas de homens no leilão pela sua virgindade. "Eu prefiro uma garota, mas não há nada que eu possa fazer se o vencedor for um homem. Se não tiver escolha, vou fazer sexo com ele, mas quero que respeite o fato de que eu não sou homossexual", enfatiza. Nas regras do leilão, não está especificado que o parceiro deva ser do sexo oposto.
Assim como Catarina, Alex assinou um contrato para participar do filme, quando ganhou US$ 20 mil (cerca de R$ 40 mil), além de tratamento psicológico. Diagnosticado com depressão clínica, o rapaz sofria bullying na escola. Aos 16 anos, ele largou o colégio para cuidar da mãe doente. Logo depois, os dois se mudaram para Sydney. "Ninguém queria ser meu amigo ou minha namorada. Tive medo minha vida toda. Estou nesse documentário para mostrar para as pessoas as dificuldades das relações humanas", conta.
Diante da impossibilidade de comprovar a virgindade masculina, o vencedor do leilão receberá uma declaração de abstinência sexual registrada em cartório, assinada por Alex e dois familiares. Nervoso em relação à primeira experiência sexual, o jovem quer investir em um relacionamento sério, que poderia começar no filme. "Não tenho expectativa de ganhar US$ 1 milhão (R$ 2 milhões), mas se alguém quiser gastar todo esse dinheiro comigo, eu espero que a gente possa aproveitar junto", afirma Alex.
 Arquivo Pessoal/Divulgação
Alexander Stepanov, que leiloa a virgindade na internet, disse que se interessa pelas brasileiras
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

JOAQUIM BARBOSA E GILMAR MENDES: DUAS FACES DA MESMA MOEDA. O EGO DESCONTROLADO DESSES DOIS CIDADÃOS ESTÁ TRANSFORMANDO A NOSSA MAGNA CORTE EM PICADEIRO.

     
O transformismo perigoso de uma toga
Carta Maior

O desequilíbrio emocional do relator Joaquim Barbosa na sessão desta 4ª feira do STF escancara o papel híbrido - e temerário - assumido por ele desde o início desse julgamento. Barbosa ora veste a toga de relator, ora de acusador; faz as vezes de juíz e de Ministério Público, ao mesmo tempo e com igual intensidade. Alterna-se nesse trasformismo à sua conveniência e arbítrio. Causa constrangimento seu descontrole. Acima de tudo, preocupa os riscos dessa escalada.

A espiral ascendente desenha uma linha de colisões que atropela os limites e a liturgia da função, desrespeita a presunção de inocência dos réus e agride os demais membros do Supremo. Sobretudo o revisor, no seu papel sagrado de contemplar um segundo olhar sobre cada linha do processo, tem sido alvo da intolerância dessa toga que se evoca uma suficiência ubíqua estranha ao Direito - exceto em um tribunal de exceção.

Em qualquer sociedade onde impera o Estado de Direito, comportamento assemelhado autorizaria arguir se os extremos dessa conduta já não teriam resvalado a fronteira do impedimento. Não basta apenas conhecimento jurídico fascicular. A missão de relator pede serenidade, equilíbrio e grandeza histórica.

Foi esse o sentido da advertência figurativa feita pelo cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, quando declarou a Carta Maior: "A cabeça de um juiz não pode pensar como a de um taxista" (leia a íntegra nesta pág).

A figura algo caricata que vai se delineando sob a toga híbrida pode dar razão aos temores mais pessimistas de segmentos democráticos e ecumênicos da sociedade brasileira, signatários de um manifesto de ampla adesão nos meios artísticos e culturais.

A volúpia condenatória ameaça a isenção e o contraditório. São esses os requisitos que diferenciam um julgamento de um linchamemto, mutação abertamente encorajada por certa mídia, mas que não pode contagiar o relator, a ponto de ser capturado como personagem desfrutável de um simulacro de Justiça.

Postado por Saul Leblon
 

Marco Aurélio defende decoro do STF contra Barbosa

Do Consultor Jurídico
Ministros criticam exageros de Joaquim Barbosa
Por Rafael Baliardo e Rodrigo Haidar

"O relator parte de uma premissa de que nesse colegiado, embora de nível muito elevado, todos têm de aderir, talvez cegamente, ao que colocado por Sua Excelência. Isso é muito ruim". As palavras são do ministro Marco Aurélio, criticando o destempero do relator da Ação Penal 470, o processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, em relação às divergências colocadas pelo revisor, Ricardo Lewandowski. Marco Aurélio criticou a postura do colega na noite desta quarta-feira (26/9) por conta de discussões travadas em plenário.
Relator e revisor voltaram a discutir na retomada da sessão de julgamento do item 6 da denúncia. O ministro Joaquim Barbosa criticou de forma ostensiva as divergências abertas pelo revisor Ricardo Lewandowski, a ponto de os demais ministros terem de intervir.
"Policie a sua linguagem, ministro!", disse o colega Marco Aurélio, ao criticar os ataques do relator ao revisor. Em voto longo, iniciado ainda na sexta-feira (21/9), Ricardo Lewandowski absolveu alguns dos réus e afastou a maioria das imputações por lavagem de dinheiro, por concluir que o Ministério Público não discriminou condutas isoladas que justificassem a condenação por lavagem. Depois de discussões no início da tarde, o ministro Joaquim Barbosa, irritado, fechou o dia questionando o fato de Lewandowski discordar de algumas imputações.
"Vamos respeitar os colegas. Vossa Excelência não está respeitando a instituição", disse Marco Aurélio ao censurar a postura do ministro relator. "Fazer uma observação ao revisor, que tem o papel de revisar o meu trabalho, não me parece que seja desrespeito", replicou Barbosa, ao que Marco Aurélio respondeu: "Com agressividade, ministro. Com agressividade".
Na segunda parte da sessão de julgamento desta quarta-feira (26/9), o ministro Ricardo Lewandowski encerrou seu voto referente a subitens do sexto capítulo da peça de acusação, que trata de imputações contra parlamentares que teriam recebido propina para apoiar o governo do PT a partir de 2003. O revisor votou pela absolvição do primeiro-secretário do PTB, Ermeson Palmieri e condenou o ex-deputado do PTB federal Romeu Queiroz apenas por corrupção passiva, o absolvendo de crime de lavagem de dinheiro.
Joaquim Barbosa não gostou das conclusões do revisor, que considerou frágeis as provas contra Emerson Palmieri. O relator disse que Lewandowski "negava" a realidade ao absolver Palmieiri. O presidente da corte, ministro Ayres Britto tentou intervir, mas Barbosa insistiu que o revisor "contornava a realidade". "Não, não está contornando, Excelência. Cuidado. Cuidado com as palavras", interrompeu o ministro Marco Aurélio. E a discussão se acirrou.
Joaquim Barbosa: Eu respondo pelas minhas palavras, ministro!
Marco Aurélio: Mas Vossa Excelência está num colegiado de alto nível.
Barbosa: Leia-me!
Marco: Eu li. Eu tenho o voto aqui sublinhado, de Vossa Excelência. Está aqui, olha! Em caneta vermelha!
Barbosa: Eu não gosto de hipocrisia, sabe...
O ministro Ayres Britto, mais uma vez, tentou acabar com a discussão, afirmando que o conjunto de fatos em apreciação "comportam leituras distintas". Foi seguido pelo decano da corte, ministro Celso de Mello, que afirmou que "uma eventual contraposição dialética em torno da interpretação de fatos ou de normas é parte do julgamento por um órgão colegiado".
Barbosa, então, insistiu que não se tratava de simples divergências, mas Celso de Mello argumentou que discordâncias em Plenário eram normais. "O princípio da colegialidade acolhe esses dissensos, que são naturais", disse.
Barbosa não se deu por vencido. "Se o revisor faz colocações que vão inteiramente de encontro com o que o relator disse, não tem o relator o direito de, pontualmente, chamar a sua atenção?", questionou. "O que eu fiz? Eu chamei a atenção para três depoimentos, três documentos capitais do processo", afirmou.
Lewandowski disse que, a exemplo de jornalistas, que observam os mesmos atos e "escrevem reportagens diametralmente opostas", ele extraía suas conclusões do exame que fazia das provas.
"Estou trazendo minhas dúvidas, mas não minhas convicções. Estou, inclusive, trazendo provas que militam contra meu raciocínio", inisistiu Lewandowski, que se referiu ainda ao conteúdo dos autos como "prova caledoscópica". "A cada pagamento, fui procurar uma prova que subsidiasse a acusação", disse o revisor.
"Para ajudá-los, eu distribuo meu voto, ministro. Para ajudar os jornalistas, para prestar contas à sociedade, eu distribuo meu voto. Seria bom que vossa excelência fizesse o mesmo", disparou, mais uma vez, Joaquim Barbosa. O ministro criticou ainda as conclusões do revisor em relação à viagem realizada pelos réus a Portugal em 2003. Lewandowski havia afirmado que o mote da viagem do grupo liderado por Marcos Valério era os bastidores da privatização da Brasil Telecom. Barbosa respondeu dizendo nenhum dos réus estava autorizado a falar oficialmente em nome do governo brasileiro.
"Ministro Joaquim, os fatos comportam leituras. E o ministro Lewandowski está fazendo uma leitura dos fatos. É um direito dele", disse o presidente do STF, em outro momento.
Barbosa, contudo, passou a criticar o tamanho dos votos do ministro relator. "Estou dizendo que é absolutamente heterodoxo um ministro ficar medindo o tamanho do voto do relator para replicar", disse Barbosa.
Condenações
O ministro Lewandowski votou, ao todo, pela a condenação de nove réus e absolvição de outros quatro no bloco do sexto capítulo da denúncia, que trata das acusações contra políticos dos partidos PP, PL, PTB e PMDB, além de sócios de corretoras de valores acusados de favorecerem a lavagem do dinheiro repassados a parlamentares corrompidos.
O revisor condenou o presidente do PTB, Roberto Jefferson e o ex-deputado do partido Romeu Queiroz por corrupção passiva, os absolvendo da acusação de lavagem de dinhero, assim como o ex-líder do PMDB na Câmara, José Borba. O ministro absolveu de todas as imputações o primeiro-secretário do PTB, Emerson Palmieri.
Assim, revisor e relator do processo concordaram nas imputações de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha contra Waldemar Costa Neto e Jacinto Lamas e na absolvição do ex-assessor parlamentar Antonio Lamas, todos do extinto Partido Liberal (PL). Quanto a Bispo Rodrigues, ex-deputado da legenda, acusado apenas de corrupção passiva e lavagem, o ministro revisor divergiu do relator, o condendando apenas pela imputação de corrupção passiva.
Lewandowski condenou os réus do PP, Pedro Corrêa e João Claúdio Genú, por corrupção passiva e formação de quadrilha, os absolvendo da acusação de lavagem, ao contrário de Barbosa que os condenou pelas três imputações. Também discordando de Barbosa, o revisor pediu pela absolvição integral do deputado federal Pedro Henry (PP-MT). Dentro desse mesmo bloco, Lewandowski condenou também o sócio da operadora Bônus Banval, Enivaldo Quadrado, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, acolhendo voto do relator, mas absolvendo de todas as imputações Breno Fischberg.
Nesta quinta-feira (27/9), os demais ministros devem votar sobre os crimes de corrupção passiva descritos no item 6 da denúncia. Relator e revisor do processo ocuparam duas sessões e meia, cada um, para votar apenas nesse bloco. Se todos os ministros votarem nesta quinta, terão sido duas semanas apenas para que o Supremo Tribunal Federal julgasse uma parte do item 6. Depois que os ministros se manifestarem, o ministro relator segue com a votação sobre a outra parte do mesmo item, relativa a acusações de corrupção ativa contra dirigentes do PT e o grupo do publicitário Marcos Valério.

MAIS UMA OBRA PRIMA DO MESTRE SANTAYANA. MORRO DO CHAPÉU PODERÁ SER MAIS UMA VÍTIMA ( DO QUE NOS ALERTA O NOBRE JORNALISTA), SE NÃO REPUDIAR AS MALANDRAGENS DE GENTE DA ESPÉCIE DE DOM CORLEGOMES\ODILÉSIO GOMES (ASSIM O CHAMA O LÍNGUA DE TRAPO, APARENTEMENTE; PELO MESMO SER SUSPEITO DE GRILAGEM DE TERRAS AQUI NA REGIÃO )...E DO DEPUTADO FISIOLÓGICO ZÉ CARAMUJO ( MEMBRO DA BANCADA RURALISTA JUNTAMENTE COM O SEU OUTRORA ARQUI-INIMIGO EDSON SAMPAIO PIMENTA...AMBOS POLÍTICOS PICARETÍSSIMOS PARTICIPANTES DA POLÍTICA SUJA LOCAL)


DEBATE ABERTO

A desnacionalização fundiária

Os grandes agronegocistas brasileiros estão pressionando o governo e o Congresso, a fim de que sejam abolidas as restrições (já de si débeis) à aquisição de terras nacionais pelos estrangeiros. Eles querem ganhar, ao se associarem aos capitais de fora ou participando da especulação de terras.

Há cem anos, sobre um vasto território entre o Paraná e Santa Catarina, uma empresa norte-americana, a Southern Brazil Lumber & Colonization, reinava absoluta. Com a maioria de empregados norte-americanos, contratados por Percival Farquhar, que pretendia transformar o Brasil em vasta empresa de sua propriedade, a Lumber abatia todas as árvores de valor comercial, da imbuia à araucária. Todas as manhãs, ao som de um gramofone, os empregados – incluídos os brasileiros – reunidos na sede da empresa, em Três Barras, entoavam o hino norte-americano, The Star-Spangled Banner, enquanto a bandeira de listras e estrelas era hasteada. Ao anoitecer, repetia-se a cerimônia, ao recolher-se o pavilhão. Ali mandavam e desmandavam os ianques. O imenso espaço em que se moviam os homens de Farquhar estava fora da jurisdição brasileira.

Embora não houvesse sido a única razão do conflito, a Lumber esteve no centro da Guerra do Contestado, um dos mais épicos movimentos de afirmação nacionalista do povo brasileiro. Nele, houve de tudo, dos interesses econômicos de Farquhar e seus assalariados pertencentes às oligarquias políticas, ao fanatismo religioso, em que não faltou uma Joana d’Arc – a menina Maria Rosa morta aos 15 anos na beira do Rio Caçador, lutando como homem.

Enquanto houver nações, a terra, o sangue e a honra continuarão unidos para dar corpo ao que chamávamos pátria, e de que nos esquecemos hoje. Quem conhece história sabe que os movimentos internacionalistas, quase sempre a serviço dos impérios, acabam sendo vencidos pelos sentimentos mais poderosos dos povos identificados pela cultura, pelas crenças – e pela língua. Nós podemos conhecer muitas línguas, mas só saberemos expressar os sentimentos mais fortes naquela que aprendemos dos lábios maternos. Podemos conhecer todas as paisagens do mundo, mas só nos identificamos com aquelas que os nossos olhos descobriram sob o sol da infância.

Mas há duas formas de pisar o chão pátrio: a dos ricos e a dos pobres.

Isso explica por que os grandes agronegocistas brasileiros estão pressionando o governo e o Congresso, a fim de que sejam abolidas as restrições (já de si débeis) à aquisição de terras nacionais pelos estrangeiros. Eles querem ganhar, ao se associarem aos capitais de fora ou participando da especulação de terras. Calcula-se que mais de um por cento das terras brasileiras já pertençam, e de forma legalizada, aos alienígenas. A essa enorme área há que se acrescentar glebas imensas, adquiridas de forma subreptícia, e sem conhecimento público, porque os cartórios de imóveis estão dispensados de registrar a nacionalidade dos compradores.

O Congresso está para aprovar a flexibilização das leis que regulam o assunto, ao estender à agropecuária a Doutrina Fernando Henrique Cardoso, que considera empresa nacional qualquer uma que se estabelecer no Brasil, com o dinheiro vindo de onde vier e controlada por quem for, e que tenha sua sede em Nova Iorque ou nas Ilhas Virgens.

Nós tivemos, no século 19, uma equivocada política colonizadora, que concentrou, nos estados meridionais, a presença de imigrantes europeus.

Isso implicou a criação de enclaves culturais que se revelariam antinacionais, durante os anos 30 e 40 do século passado. Foi difícil ao Brasil conter a quinta-coluna nazista e fascista que se aliava ao projeto de Hitler de estabelecer, no Cone Sul, a sua Germânia Austral. O governo de Vargas foi compelido a atos de firmeza – alguns com violência – a fim de manter a nossa soberania na região. Só no Piauí, a venda de glebas aos estrangeiros aumentou em 138% entre 2007 e 2010. São terras especiais, como as do sudoeste da Bahia, que estão sendo ocupadas até mesmo por neozelandeses.

estamos em momento histórico delicado, em que os recursos naturais passam a ser disputados com desespero por todos. As terras férteis e molhadas, de que somos os maiores senhores do mundo, são a garantia da sobrevivência no futuro que está chegando, célere. Nosso território não nos foi doado. Nós o conquistamos, e sobre ele mantivemos a soberania, com muito sangue e sacrifícios imensos. Não podemos cedê-los aos estrangeiros, a menos que estejamos dispostos a viver contidos em nossa própria pátria, desviando-nos das colônias estrangeiras, cada uma delas marcada por bandeira diferente.

Ao contrário da liberalização que pretendem alguns parlamentares do agronegócio, que esperam um investimento de 60 bilhões na produção de soja e milho transgênicos no país – o que devemos fazer, e com urgência, é restringir, mais ainda, a venda de terras aos estrangeiros, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Do contrário, e em tempo relativamente curto, teremos que expulsá-los, seja de que forma for, e enfrentar, provavelmente, a retaliação bélica de seus países de origem.

É melhor evitar tudo isso, antes que seja tarde.


Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.
 
ACIMA, O PREFEITO-BANDIDO CLEOVÁ BARRETO (O MESMO ESTÁ SENDO ACUSADO PELO MPF DE DESVIO DE MILHÕES DE REAIS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) E O SEU MENTOR ODILÉSIO GOMES\DOM CORLEGOMES...QUEM É TAMBÉM SUSPEITO DE SER UM DOS MAIORES GRILEIROS DA REGIÃO. NÃO É À TOA, QUE O ALTER EGO DO DEPUTADO FISIOLÓGICO O CHAMA DE; ''O PODEROSO CHEFÃO''.
ACIMA, JUNTINHO E SUBSERVIENTE À "MOTHER OF ALL RURALISTAS'' KÁTIA ABREU, O VERME TRAIDOR DA CLASSE TRABALHADORA RURAL EDSON SAMPAIO PIMENTA (OUTRORA PÉ-DE-CHINELO E HOJE MILIONÁRIO DEPOIS DE SUA DESASTROSA PASSAGEM PELA FETAG. SEUS ANTIGOS COLEGAS O ACUSAM DE TER LIMPADO OS COFRES DA MESMA...SIMILAR ACUSAÇÃO É TAMBÉM FEITA CONTRA O SEU PRIMO ÉRICO SAMPAIO; CUJA GESTÃO CATASTRÓFICA DA COOPAF, É HOJE LENDÁRIA)
ACIMA, O PICARETA ÉRICO SAMPAIO, PRIMO DO IGUALMENTE PICARETA EDSON SAMPAIO PIMENTA. O MESMO É SUSPEITÍSSIMO DE TER FEITO UMA VERDADEIRA FAXINA NOS COFRES DA COOPAF. O MINISTÉRIO PÚBLICO JÁ ESTÁ NO SEU RASTRO. POR NÃO PODER CANDIDATAR-SE...O MESMO SE TORNOU O PATROCINADOR DA CANDIDATURA DO REPRESENTANTE DA CLEPTOLIGARQUIA DOS DOURADOS.
 ACIMA, PARA COMPLETAR A GALERIA DE PICARETAS, O SENHOR FEUDAL DE MORRO DO CHAPÉU...E O SEU INSEPARÁVEL PROTEGÉ VITOR ARAUJO.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O CRIME ORGANIZADO EM MORRO DO CHAPÉU...ESTÁ EM PÉ DE GUERRA.

VEJAM OS CARRÕES QUE OS BANDIDOS DESFILAM RUA ACIMA RUA ABAIXO.

DE OLHO NO OURO. PREFEITO BANDIDO CLEOVÁ BARRETO ( O MPF É O ÚLTIMO QUE ESTÁ NA SUA COLA), EX-PREFEITO BANDIDÍSSIMO ALIOMAR ROCHA...E O BAMBINO-LARANJA CANDIDATO A VICE FELIPE ROCHA. 

CRIME ORGANIZADO está em pé de guerra em Morro do Chapéu...para chegar à MINA DE OURO\COFRES DA PREFEITURA.

MPF condena ex-Prefeito de Morro do Chapéu, Edgar Dourado, por desvio de dinheiro da Educação


        
Terça, 22 Dezembro 2009 13:54
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito do município de Morro do Chapéu, Edgar Dourado Lima.
De acordo com o MPF, o município de Morro do Chapéu recebeu, em 2003, R$84,5 mil do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para a manutenção e aquisição de material escolar. A justificativa da aplicação dos recursos deveria ser apresentada pelo ex-prefeito no final do mesmo ano, no entanto, a Secretaria Municipal de Educação só encaminhou um relatório para prestação de contas em janeiro do ano seguinte.
 O EX-PREFEITO BANDIDO EDGAR DOURADO, ATUAL CHEFE DA CLEPTOLIGARQUIA DOS 'DOURADOS' do  candidato LÉO DOURADO (seu sobrinho, filho de seu finado irmão WILSON DOURADO; O 'NERO MORRENSIS'. O maluco TACOU LUME em toda a BELA E MÍTICA SERRA DO TOMBADOR...que Deus tenha piedade da sua alma!).
Além do atraso, a documentação apresentada foi insuficiente para a comprovação dos recursos. A prefeitura chegou a encaminhar uma documentação complementar, que também não atendeu às determinações legais impostas ao município.
Ao final do mesmo ano, o município firmou novo convênio, desta vez com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a aquisição de um veículo automotor. Para tanto, foram transferidos R$50 mil para a administração da cidade. Assim como no convênio anterior, o ex-gestor não justificou os gastos no prazo estabelecido e, ao apresentar a prestação de contas extemporânea, a documentação mostrou-se insuficiente.
No ano de 2004, foi celebrado acordo entre o ex-prefeito e o FNDE, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNATE) e Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA) para o incremento do ensino fundamental. O repasse dos recursos, que totalizaram cerca de R$195 mil, deveria ser justificado, no entanto, em 2005, quando a prefeitura foi convocada para prestar contas, o mandato de Edgar Dourado Lima já havia encerrado.
O prefeito sucessor alegou a impossibilidade de prestar contas da aplicação da verba, pois Lima não teria deixado a documentação disponível.
Na ação relativa ao ex-prefeito de Morro do Chapéu, o MPF requisitou o ressarcimento integral de R$462 mil e o pagamento de multa no valor de 100 mil.
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O PRESIDENTE LULA NÃO PRECISA DAR EXPLICAÇÕES À MÍDIA BANDIDA.

A relação da imprensa com Lula e o governo

Do Diário do Centro do Mundo
Lula deveria ter respondido?
Paulo Nogueira
Achei que era óbvio, mas pelo visto não era.
Lula não poderia ter respondido a Marcos Valério. Não em circunstâncias normais, e muito menos quando o próprio Marcos Valério nega que tenha dito o que dizem que ele disse.
Lula teria sido muito bobo se chancelasse o jogo do “disse-que-teria-dito”, e isso ele não é.
Qualquer pessoa razoavelmente inteligente, ou que não sendo tenha um advogado por perto, não responderia. O que quer que Lula dissesse apenas daria mais balas a quem deseja fuzilá-lo.
O debate em torno de Lula ultrapassou, já há muito tempo, os limites da racionalidade. Instalou-se, na grande imprensa, um vale-tudo em que o bom jornalismo não quer simplesmente dizer mais nada. Basta ver a prova técnica, passada no Jornal Nacional, segundo a qual Serra teria sido mesmo vítima no célebre Atentado da Bolinha de Papel, ou a informação — “não confirmada e nem desmentida”, e ainda assim publicada — de que Lula teria uma fortuna secreta no exterior.
Uma suposta denúncia de um conhecido vigarista ganha instantaneamente status de verdade absoluta e indiscutível para quem é contra Lula. Uma palavra que qualquer jornalista mediano colocaria sob suspeição, dada a fonte despida de qualquer credibilidade, acaba – por obtusidade cínica ou má fé córnea, para usar a grande expressão de Eça de Queiroz – se transformando no equivalente a um verso do Corão para um muçulmano praticante.
Tenho para mim que Lula faz bem, de resto, em não tornar ainda mais tenso o ambiente político brasileiro. (Se é verdade que Rui Falcão anda criticando pesadamente a mídia, alguém deveria serená-lo.)
Em dois países vizinhos, existe um quadro parecido. Governos de esquerda são massacrados, na Venezuela e no Equador, pela mídia estabelecida. Não importa que Rafael Correa, do Equador, tenha vencido duas eleições: um comentarista auto-exilado em Miami o chamada de “Grande Ditador”. Nos dois casos, os presidentes têm reagido com fragor. Chávez, na Venezuela, é xingado e xinga, bem como Correa.
No Brasil, se a mídia age à maneira da imprensa venezuelana e equatoriana, a diferença está na atitude primeiro de Lula e agora de Dilma. Eles não estão reagindo aos ataques, e isso é bom para o Brasil e os brasileiros. De outra forma, a sociedade viveria sob uma uma atmosfera irrespirável.
Sequer na sombra surgem retaliações. Leio que a verba publicitária em 2011 do governo para a Globo – que astutamente, aspas, finge objetividade enquanto só dá voz e colunas a quem é visceralmente anti-Lula – foi de 50 milhões de reais, um dinheiro usado para pagar aloprados em profusão e para fazer novelas que emburrecem o brasileiro. Para a Carta Capital, sempre atacada por ser chapa branca, restou um fragmento: 100 mil reais. E reconheçamos: descontados os ataques pessoais e frequentemente descabidos a seu ex-patrão Roberto Civita, Mino Carta é quem tem escrito os textos que melhor retratam o Brasil moderno. A Carta Capital se elevou na depressão que envolveu mídia brasileira.
Não seria bom para ninguém se Lula ou Dilma agissem como Chávez ou Correa. Os que querem se livrar de Lula a todo preço deveriam respirar fundo e lembrar que ele tem um apoio extraordinário entre os brasileiros. Collor foi chutado sem reação, por não ter base nenhuma, mas se o mesmo acontecesse a Lula o cenário seria diferente.
Me parece às vezes que é aquele caso do garoto que vai provocando um outro, e mais, e mais, porque não encontra reação. Toma a prudência por medo, e excede na insolência até que um dia as coisas realmente se complicam. Gostaria de ver tanto destemor , aspas, se vivêssemos sob uma ditadura. Basta ver o comportamento da Globo de Roberto Marinho sob os militares para saber onde vai parar tamanho ardor. Saem os Jabores e entram os Amarais Netos, ao sabor das circunstâncias.
Quem quer ver Lula e o PT fora do poder – um direito legítimo de qualquer cidadão — tem que trabalhar duro: conquistar a simpatia da maioria dos brasileiros, mas não com truques baixos porque a voz rouca das ruas não é idiota, e ganhar nas urnas.
Democraticamente.

A MÍDIA BANDIDA BRASILEIRA E O PARTIDO DOS TRABALHADORES.

O alvo é Dilma em 2014

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O PT vai despertando de um transe que fez com que acreditasse que seria sustentável para a democracia brasileira conviver com monstrengos como esses impérios de comunicação que cada vez mais vão se tornando uma espécie de jabuticaba, porque, em breve, só existirão no Brasil. E há quem acredite que esse despertar já chegou até à presidente da República.

Ao Sul da América do Sul, porém, a semana começa com uma notícia que exige muita reflexão: até dezembro, os oligopólios de mídia argentinos, a começar pelo Grupo Clarín (a Globo argentina), terão que se desfazer de considerável parte de seus impérios no âmbito da entrada em vigor de uma lei da mídia idêntica à que existe em qualquer parte do mundo desenvolvido.

É um avanço imenso, impensável no Brasil. Afinal, em nenhum país civilizado existem grupos de comunicação que operam em todas as plataformas de mídia (televisão aberta e a cabo, rádio, jornais, revistas e portais de internet) como ainda ocorre em vários países latino-americanos, ainda que boa parte deles já esteja impondo regras a essa orgia comunicacional.

O resultado desse remanescente gigantismo e dessa voracidade por verbas públicas dos grandes grupos empresariais de comunicação todos estão vendo no Brasil. Cada vez mais, essas aberrações vão atuando como um poder paralelo ao do Estado – e, muitas vezes, prevalente.

Há pouco, ocorreu um fenômeno que só é possível em uma nação em que a comunicação não tenha regras e na qual um minúsculo grupo de grandes empresas de mídia consiga sufocar a pluralidade exigível em setor tão vital. Um veículo de imprensa escrita fez uma acusação grave a um ex-presidente da República, não apresentou uma só prova e essa acusação passou a ser vendida pelos outros três grandes impérios midiáticos e seus tentáculos como se fosse fato inquestionável.

Reflitamos sobre quantos veículos há hoje no Brasil com poder de:

1 – Pautar a Suprema Corte de Justiça e o Ministério Público, fazendo com que acusem e condenem sem provas seus adversários políticos.

2 – Fazer acusações gravíssimas aos adversários políticos sem apresentar uma só prova e sem responder por calúnia e difamação, porque qualquer reação é chamada de “censura”.

3 – Mandar repórter invadir até o quarto de dormir de adversários políticos.

4 – Manter fora do alcance de investigações funcionários envolvidos com o crime organizado.

A CPI do Cachoeira, por exemplo, irá investigar jornalistas envolvidos no esquema. Contudo, serão só os de pequenos veículos de Goiás. Ou seja: a licença para delinqüir em nome da “liberdade de imprensa” não é para a imprensa, mas só para algumas empresas de comunicação.

Essas empresas escolhidas (pelo tamanho e pelo poder econômico) põem seus funcionários para agredir as mais altas autoridades da República tecendo histórias que não provam e intimidando os agredidos com acusações de “censura”. E ninguém faz nada.

Os juízes do Supremo José Antônio Dias Tóffoli e Ricardo Lewandoski vêm sendo acusados, insultados, ridicularizados e até caluniados por funcionários de Veja, Globo, Folha e Estadão em suas “colunas” impressas e em “blogs” corporativos.

O ex-presidente Lula, que como todo ex-presidente deveria ser tratado com um mínimo de respeito, ainda que não esteja acima de críticas, foi insultado pesadamente por um colunista. Não houve uma acusação, houve xingamento puro e simples. É tratado como um criminoso condenado assim, abertamente.

Minha mulher pergunta “Como é que pode?”. Podendo, respondo. Ela quer saber se ninguém pode fazer nada. Digo que só quem poderia fazer é Lula e ele não processa ninguém. Não faz como Serra, que processou o autor de Privataria Tucana. E se processasse não adiantaria nada porque Veja tem muito dinheiro e, se condenada, paga a indenização e pronto.

Agora, se Lula entrasse na Justiça contra o tal colunista que só faltou xingar sua mãe, o processo demoraria anos e anos e, ao fim, a empresa que o emprega, paga. Garantir proteção aos seus pistoleiros é vital para que ataquem sem medo.

A classe política, o Judiciário, o Legislativo, o Executivo, todos se borram de medo de uma máquina que conta com uma horda de arapongas pronta a devassar a vida de qualquer um usando escutas ilegais, invasão de domicílio, chantagem e o que mais se puder imaginar.

E se a mídia não acha nada, inventa. E se não conseguir inventar, apela à ridicularização e à injúria, gerando desgaste emocional e destruindo o ambiente social de seus alvos. Imagine o sujeito que sai na capa da Veja ou da Folha, como lida com vizinhos, amigos, parentes, colegas de trabalho etc. É uma condenação. O sujeito paga a pena sem jamais ter sido condenado.

O julgamento do mensalão, pois, pretende plantar, já neste ano, a base de uma pretensa morte política do PT e do ex-presidente Lula. Mas o objetivo não são as eleições municipais de 2012 e o julgamento em tela não terminará após expedir suas sentenças. Está sendo plantada a base para que tenha um desenrolar.

O ministro do Supremo Joaquim Barbosa citou a presidente da República ao ler seu voto sobre uma das celeradas “fatias” que inventou para facilitar o curso desse que já é reconhecido por inúmeros juristas como um “tribunal de exceção”, ou seja, onde os critérios de julgamento fogem aos ditames do Direito e da jurisprudência.

Aqui e ali, nesse conclave entre o oligopólio midiático e os partidos de oposição ao governo federal, já se diz que o mensalão que está sendo julgado é parte de coisa ainda maior. Ou seja: estão ensaiando o discurso com o qual pretendem chegar a 2014.

Se a dobradinha entre Supremo e Procuradoria Geral da República de um lado e grande mídia de outro funcionar bem, lá pelo início de 2013 Lula será arrolado em alguma investigação sobre a acusação sem áudio, sem vídeo e sem confirmação alguma que a Veja lhe fez.

As certezas que os tais “colunistas” manifestam em que a Justiça será favorável ao plano, obviamente que derivam de conhecimento de bastidores por parte do patronato midiático em relação aos órgãos que dão curso à campanha de criminalização do PT e dos seus políticos mais eminentes.

Como não se fazem necessárias provas de nada para que o chefe do Ministério Público teça considerações sobre a hipótese de processar Lula, o mesmo valerá para qualquer outro cidadão brasileiro. Bastará uma reportagem que diga que ouviu dizer uma acusação pelo amigo, pelo parente ou pelo associado de alguém para que o Estado aceite a premissa.

Acabou a democracia no Brasil. Não é preciso mais provar nada para acusar alguém. E o que é pior: tal prerrogativa só vale para alguns, ou seja, para determinado grupo político.

O enfraquecimento do PT que está sendo plantado hoje com tanto afinco, com tanta sofreguidão, a um custo de milhões e milhões de dólares de campanhas publicitárias desencadeadas para difamar e caluniar, obviamente que não visa a eleição de prefeitos e vereadores.

Anote aí, leitor: está sendo plantada a semente do envolvimento da presidente Dilma Rousseff no mensalão 2, sobre o qual os mercenários empregados na grande mídia já falam abertamente.

Antes, porém, será preciso anular o padrinho político dela, de forma que não concorra em seu lugar se conseguirem envolvê-la em alguma coisa que a impeça de disputar a própria sucessão, contando, para isso, com o beneplácito da Procuradoria Geral da República e com a obediência do Supremo Tribunal Federal.

Os cínicos, os ingênuos e os mal-informados farão a mesma pergunta: ora, mas por que a mídia quereria tanto destruir um partido se o capitalismo vem ganhando tantos presentes dos últimos dois presidentes da República (Lula e Dilma)?

Sim, o governo Lula e o governo Dilma cederam muito ao capitalismo selvagem que vige no Brasil. Contudo, como se viu no caso dos bancos, os governos do PT cederam e cederão só enquanto não tiverem condições para deixar de ceder. Além disso, o gasto social de governos petistas e as políticas para redistribuir renda e oportunidades estão tornando o rico menos rico e o pobre menos pobre.

Quase posso ouvir a ultra-esquerda e a direita rindo juntas da afirmação que encerra o parágrafo anterior. Todavia, só se não tiver alguém para esfregar na cara delas o índice de Gini, que, aliás, melhora tanto no Brasil que pistoleiros do Partido da Imprensa Golpista já até tentaram desqualificar a mais reconhecida fórmula de mensuração da desigualdade.

Nos próximos anos, os índices oficiais mostrarão a continuidade de uma distribuição de renda que a partir do governo Lula ganhou um impulso visível a olho nu, sem nem necessidade de recorrer a estatísticas. E esse é o xis da questão.

Distribuição de renda no país virtualmente mais desigual do mundo obviamente que mobiliza contra si os poderes que produziram essa situação. Alguém já se perguntou por que o Brasil é tão mais desigual que qualquer outro país em estágio similar de desenvolvimento?

A concentração de renda brasileira é digna de qualquer republiqueta bananeira. Aliás, os países que se ombreiam conosco em injustiça social são só os países mais miseráveis e sem importância política da África e da América Latina. Ou seja: nenhum país com tanta riqueza e tecnologia quanto o nosso tem desigualdade sequer parecida.

A equação que construiu esse fenômeno desde a Proclamação da República se sustenta no uso de meios de comunicação de massa para produzir realidades virtuais e para calar quem disser o que não interessa aos beneficiários da injustiça social, aqueles que a mídia diz que não existem, que são invenção dos que querem “luta de classes”.

Eis porque o PT se tornou “inviável” para a elite que concentra renda e que é dona das maiores fortunas e dos mais importantes grupos de mídia.

Distribuição de renda? Ora, para dar a alguém há que tirar de alguém, por isso se diz distribuição, ou redistribuição. Desenhando: a quantidade de dinheiro que existe no país é uma só. Não dá para criar riqueza e dar só para quem tem pouco, tem que tirar de quem tem muito ou de quem tem mais ou menos e dar a quem não tem. É assim que funciona.

O mais engraçado de tudo isso é que os que têm muito sempre acabam empurrando uma conta desse tipo para quem tem mais ou menos, ou seja, para a classe média, que, no entanto, adota o discurso daquele que lhe empurra a conta. E achando-se muito inteligente por isso…

Enfim, digressões à parte, é assim que a banda toca. Se não houver uma reação já, o script é esse.

O tom arrogante dos mercenários da grande mídia se deve à certeza de que está tudo dominado: seus patrões, além de dinheiro, têm como chantagear qualquer poder da República com campanhas de difamação como as que se abateram sobre Tóffoli, Lewandowski, Lula etc.

É nesse contexto que se olha para a única pessoa que tem hoje poder para enfrentar tudo isso: Dilma Vana Rousseff. Porque mídia e oposição demo-tucana detêm o poder máximo do Judiciário graças a Lula e ela terem nomeado procuradores-gerais e ministros do Supremo de olhos fechados, acolhendo indicações da Justiça e do Ministério Público.

Lula chegou ao poder crente em que teria que agir de forma “republicana” na indicação daqueles que são os únicos que podem inclusive processar presidentes, condená-los e até destituí-los do cargo. Deu nisso aí.

O homem que agora está nas mãos de um procurador-geral da República que já se mostrou seu adversário político nomeou sempre aquele novo procurador-geral que o Ministério Público Federal indicava enquanto que os presidentes e governadores tucanos nomeavam e nomeiam procuradores-gerais afinados consigo politicamente.

Inocência? Sim, com absolta certeza. Lula foi inocente. Mas Dilma está sendo ainda mais. Começou seu governo achando que poderia se entender com a mídia sem entender que ela não passa de braço político de um setor da sociedade, o setor mais rico. Ponto.

Dilma também despertou? Alguns dirão que suas respostas aos insultos de Fernando Henrique Cardoso e de Joaquim Barbosa e a nomeação rápida do novo ministro do STF constituem sinais de que já entendeu o que está acontecendo. A preocupação, porém, é a seguinte: quem caiu naquele conto talvez ainda não tenha percebido que é o alvo final disso tudo.

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Quero cumprimentar o leitorado deste blog pelo magnífico desempenho no apoio que emprestou à iniciativa desta página e do Movimento dos Sem Mídia de exigir que a lei eleitoral seja respeitada. A medida, agora, terá dinâmica própria. O Jurídico da ONG já encaminhou a representação. Assim que tiver notícias, faço o relato.