quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O RACISMO... LÁ E CÁ

Ausência de modelo negro em premiação causa polêmica


Por MARIA DAS GRAÇAS GUIMARÃES 

Do Publico.pt

Ausência de Fernando Cabral nos Fashion Awards cria polémica sobre racismo

Tem 25 anos, foi o rosto de grandes campanhas internacionais como a H&M e a Benetton e desfilou para a Hugo Boss. É o único português na lista dos 50 melhores modelos masculinos da Models.com. Fernando Cabral não foi nomeado este ano para os Fashion Awards, prémios de moda organizados há três anos pela Fashion TV, entregues na terça-feira à noite em Lisboa.
A ausência levantou polémica sobre a existência de racismo na moda em Portugal - começou no Facebook, e passou para a crónica do músico Kalaf Angelo, dos Buraka Som Sistema, publicada esta semana na revista 2: "Será Portugal um país racista?", perguntava. "O Fernando é negro, condição de quase-invisibilidade nesta sociedade", escreveu, acusando a organização de "negligência". "Acredito que [Portugal] não será mais [racista] do que outros países", continuava. "Pelo que é alarmante que o tema raça/cor ainda dê azo a tantas más interpretações."
Paulo Ribeiro, presidente do júri e director do canal Fashion TV, que só vota em caso de empate, diz que não comenta o facto de Fernando Cabral não ter sido eleito pela comissão que "é soberana", mas refere que o processo é transparente.
A lista que chega ao júri (composto por 14 membros), cinco nomes em cada categoria para três serem escolhidos, é seleccionada por uma comissão de 45 pessoas de várias áreas da moda, cujos nomes não foram divulgados (as instituições a que pertencem, sim) - Paulo Ribeiro também não os revelou e até à hora do fecho desta edição o PÚBLICO não conseguiu apurar quem eram. Cada pessoa da comissão escolhe, livremente, três nomes. Cabral não apareceu nesta selecção e foi isso que indignou alguns e causou espanto a pessoas como a fundadora da ModaLisboa, Eduarda Abbondanza, também jurada. Abbondanza não acredita que se deva a racismo, mas "talvez" a "uma entropia nos processos, feitos com pessoas que não têm as qualificações certas" e provavelmente não conhecem Fernando Cabral, por ter estado tanto tempo fora a trabalhar.
Por seu lado, Ribeiro recusa "liminarmente" acusações de racismo e diz que o histórico dos Fashion Awards mostra o contrário: "Em duas edições, dos 12 modelos nomeados quatro ou cinco são luso-africanos", e dá o exemplo de Luís Borges, vencedor em 2010. Fernando Cabral, acrescenta, foi nomeado em 2011.
"Paciência, não é isso que domina a minha carreira", comentou o modelo sobre a sua ausência nos prémios. Encontra duas razões: falta de informação sobre os modelos que saem de Portugal e um "pouco de racismo não só em Portugal e não só na moda". "É difícil para um negro chegar às grandes marcas." Fala de um racismo menos óbvio: "Às vezes as pessoas não querem simplesmente conhecer o que um negro está a fazer, nem se dá tanta importância. Não se tenta pesquisar e desconhece-se porque é mais fácil ver brancos em grandes campanhas."
Em Portugal e noutros países, Fernando Cabral foi sempre bastante requisitado, lembra Lido Palma, director da sua agência, a Karacter. Não vê racismo na não-nomeação. "Nada tem que ver com a cor da pele do Fernando." Tem mais que ver, considera, com "falta de informação, dedicação e até de responsabilidade quando se dá a indicação destes nomes". "São sempre os mesmos."
O modelo Ana Sofia participou na polémica no Facebook, indignada, conta-nos. Com dez anos de carreira, diz: "Sim", há racismo na moda em Portugal. Ela própria já se sentiu "lesada" nos Globos de Ouro. "Merecia ter ganho. Tenho uma carreira de dez anos, internacional, que muitos modelos sonham. Se foi racismo ou não... Dá que pensar..." Exemplos: há "muitos modelos de origem africana em Portugal, nas capas de revista contam-se pelos dedos os negros que fazem capa". "Há a ideia de que o negro não vende. O que não percebo: a população de origem africana é flagrante na rua. Então por que é que isso não se reflecte nas novelas, na moda?" Ela foi "à procura do mercado ideal" e rumou a Nova Iorque, onde há poder de compra dos afro-americanos e não "há distinções de cachet entre um manequim branco e negro. Aqu,i há".
O mundo da moda é sobretudo lobista, e muitas vezes "pequeno no seu pensamento", analisa Abbondanza, que não concorda que exista racismo. Francisco Balsemão, do Portugal Fashion e membro do júri, também discorda: "Nunca me apercebi de que havia discriminação em relação aos modelos negros. Há criadores que pedem especificamente modelos africanos para as suas passagens."
Para o fotógrafo Frederico Martins, nomeado, que trabalha com grandes revistas como Vogue e GQ, a ausência de Fernando Cabral nas nomeações tem duas razões: ignorância sobre o que se "passa na moda", sobretudo quando os manequins estão fora, e um racismo "não-directo". "Os manequins negros são negligenciados em Portugal. É um racismo não-intencional, as pessoas têm tendência a não os reconhecer como portugueses e há a ideia de que um negro não vende. Isso é uma dificuldade com a qual lido: é difícil convencer um cliente a ter um manequim negro numa campanha. Não porque haja racismo direccionado, mas porque se acha que não vai ter sucesso no mercado."
Cara da JCrew, já foi exclusivo da Dior, Calvin Klein ou Louis Vuitton: Armando Cabral, a viver em Nova Iorque há anos, e irmão de Fernando, nunca recebeu um prémio em Portugal. "É incompreensível que o melhor modelo em Portugal não esteja nomeado", diz sobre o irmão. "Só pode ser falta de informação - mas quem escolhe os nomeados tem de saber o que se passa na moda - ou racismo." E deixa a questão para "as pessoas responderem": "Por que é que um dos melhores modelos da actualidade não está nomeado? A maioria dos que fizeram sucesso global são luso-africanos. Porque não ganham prémios?"
MAIS
- Será Portugal um país racista?

O CONTRAPONTO PETISTA....DEPOIS DA REVOLTA .


Odair Cunha faz o possível na CPI. Temos que criticar é Miro Teixeira, Taques, o PMDB e demotucanos

A CPI do Cachoeira é um colegiado que tem 34 parlamentares titulares. Destes, só 5 são do PT e 2 do PCdoB. Os demais partidos, salvo um ou outro parlamentar, são vozes discordantes em diversos temas. A maioria da base governista que apoia Dilma está também na bancada da Veja, da Globo.

O PDT, por exemplo, tem Miro Teixeira (RJ) e Pedro Taques (MS) que se aliaram aos demotucanos para blindar a imprensa e o Procurador-Geral, mesmo diante de tantas evidências. O PMDB que, na época em que Renan Calheiros (AL) era alvo da Veja cogitou abrir uma CPI para investigar o Grupo Abril, não quis comprar brigas, preferindo fazer um acordão de bastidores com os barões da mídia.

O relator Odair Cunha (PT-MG), mesmo com essa minoria, fez um relatório completo, honesto e corajoso. Só de ter feito, publicado e discutido publicamente, já foi uma vitória.

Veio a reação da maioria da CPI. O colegiado não aprovaria o relatório se não tirasse o indiciamento do PGR e do jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja. Sem votos suficientes, a CPI se encerraria sem relatório final, como aconteceu com a CPI do Banestado. Até Demóstenes Torres e Marconi Perillo (PSDB-GO) torciam para isso.

Daí Odair Cunha e o PT acatar o veto da maioria, conforme explicou o relator na apresentação lida:

"As Partes VI e VII que discorreram sobre as relações da Organização Criminosa com pessoas ligadas a veículos de comunicação e sobre a atuação do Procurador Geral da República na Operação Vegas, são RETIRADAS DO RELATÓRIO, pelos motivos já expostos que, em resumo, significam a ponderação deste Relator após ouvidos os membros desta Comissão, em busca da apresentação de um Relatório que represente o pensamento médio do Colegiado e que viabilize a aprovação deste importante trabalho."

É o que é possível fazer. CPI não é revolução popular, é colegiado de parlamentares das mais diversas tendências. Outras lutas são em outros fóruns, que envolvem mobilização popular e movimentos sociais.

Vejo muitos amigos internautas crucificando Odair Cunha e o PT por isso. É um grande erro. Quem deve ser combatido por suas posições frouxas, anti-republicanas, são sobretudo Miro Teixeira (PDT), Pedro Taques (PDT), Randolfe Rodrigues (PSOL), o pessoal do PSB do Eduardo Campos, que buscam votos no eleitorado progressista, mas cortejam a mídia reacionária para obter apoio midiático, através de noticiário favorável. E também os parlamentares do PMDB, do PP, etc, além dos sócios da mídia reacionária que são os demotucanos, inclusive do PPS.

Odair Cunha fez o seu dever republicano de relatar as coisas como elas foram apuradas, sem perseguir e sem fazer vistas grossas. Atacá-lo só leva a enfraquecer uma bancada progressista, minoritária, ajudando indiretamente a reeleger em 2014 os Miros Teixeiras e demotucanos da vida.

A REVOLTA É GERAL CONTRA A COVARDIA DA CÚPULA DO PT.

PT se acovarda diante da mídia

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:

Determinada pela presidência do PT, a decisão do deputado Odair Cunha (MG), relator da CPI do Cachoeira, de deixar de indiciar cinco jornalistas suspeitos de ligação com o crime organizado – entre eles Policarpo Júnior, editor-chefe da Veja – e de abdicar da sugestão de que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público tem causado indignação entre a militância petista, apoiadores do governo e cidadãos preocupados com o atual estágio das relações entre política, mídia e Justiça no Brasil.

Instalada a duras penas, a CPI representou uma rara oportunidade de promoção de uma investigação séria sobre as ligações entre mídia e crime organizado no país, a partir das para lá de suspeitas relações entre o criminoso condenado "Carlinhos" Cachoeira e a revista Veja. Tal oportunidade está perdida, e, embora a responsabilidade por tal retrocesso deva ser repartida com os demais membros da aliança governista – o PMDB, notadamente -, ele corrobora uma constatação que se difunde entre um número cada vez maior de pessoas: a de que, não importa o que a mídia apronte, o PT está acovardado e não reagirá.

Reação corporativa

Além da saraivada de ataques disparados pela imprensa, nos últimos dias, contra o indiciamento dos jornalistas – categoria profissional que, no Brasil, parece estar acima das leis – e do corporativismo extremado do Ministério Público em defesa de Gurgel, rondam o recuo petista ameaças menos ou mais veladas advindas do potencial supostamente explosivo da divulgação da correspondência entre o ex-presidente Lula e ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, indiciada na última sexta-feira pela Polícia Federal, com estridente alarde, mesmo para os padrões brasileiros.

Ainda que remota, a possibilidade de que Lula venha se candidatar a governador de São Paulo em 2014, com grandes chances de estabelecer hegemonia petista no município, no estado e no país, tem levado a mídia corporativa, linha-auxiliar do tucanato, a recrudescer as manifestações de ódio contra o ex-presidente, num exemplo claro do conflito de classes e de disputa de poder – e da posição que, neles, a mídia, que idealmente deveria buscar a imparcialidade, assume. Isso inclui, como índice de baixeza operacional da mídia, o desprezo pelo tratamento discreto da vida afetiva dos ex-presidentes da República, norma rigidamente seguida em relação a Fernando Henrique Cardoso, mas que as presentes insinuações em relação a Lula e Rosemary mandam às favas. Neste momento, reside no fuçar de e-mails e telefonemas entre eles a "grande esperança branca" do conservadorismo brasileiro – uma aposta, a meu ver, fadada ao fracasso.

O caso Rosemary
Dadas as condições materiais tipicamente de classe média de Rosemary e a vagueza das acusações de tráfico de influência - ainda mais contra uma agente radicada em São Paulo, longe do poder concentrado no Planalto Central - não se deve descartar a hipótese de que, assim como ocorreu com Erenice Guerra, com Luiz Gushiken e com Orlando Silva, trate-se, ao final, de mais um factoide para abastecer a mídia de manchetes escandalosas contra Lula e o PT. O modo como os jornais têm tratado as perfeitamente aceitáveis duas viagens oficiais ao ano efetuadas pela ex-secretária na última década– chamando-as de "a volta ao mundo de Rosemary" – sugere exatamente isso.

Já vimos esse filme várias vezes, e a sensação de déjà vu é inevitável: se, ao final, a acusada for proclamada inocente, como aconteceu com os personagens citados, uma notinha escondida na página 11 será a compensação pela enxurrada de manchetes e reportagens televisivas. Os danos morais, a desqualificação pessoal, o tratamento como criminoso dispensado a quem é apenas suspeito, o direito de resposta, o ouvir o outro lado? São detalhes que, naturalmente, não requerem o instrumento anacrônico da Lei de Imprensa, que a sapiência e o espírito democrático reinantes no STF extinguiram. Deixemos tudo à autorregulação, como sugeria o saudoso Ayres Britto.

Ufanismo fora de lugar
Os entusiastas do governo nas redes sociais dedicam horas e horas, diariamente, a prognosticar um golpe de Estado iminente, a destilar seu ódio contra o STF e a rebater todas as bobagens tendenciosas que Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo escrevem – o que dá mais audiência a tais "blogueiros", provocadores profissionais a soldo dos interesses da plutocracia mediática. Se esses internautas direcionassem uma pequena parte de sua energia a fins mais concretos – como pressionar o governo que apoiam a confrontar a mídia venal e a cumprir os compromissos assumidos em campanha -, não só aspossibilidades de ruptura institucional tornar-se-iam mais remotas, mas, entre outras áreas, seria outra a situação da saúde, da segurança pública e da educação (onde, conforme anunciado ontem, o Brasil ficou em 39o. lugar entre 40 países concorrentes no ranking do Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Profissionais, evidencia que desmistifica de contraria o discurso ufanista predominante nessa área durante as administrações petistas). Além disso, poderíamos ao menos vislumbrar a possibilidade de regular a ação da mídia de acordo com parâmetros éticos

Ao invés disso, temos um cenário em que, como resume um dos maiores estudiosos da mídia no país, Venício A. de Lima, "Apesar do trabalho desenvolvido há décadas por pessoas e/ou entidades da sociedade civil, e apesar do inegável aumento da consciência coletiva sobre a centralidade da mídia na vida cotidiana, não tem havido resposta correspondente dos poderes da República no sentido da proposta e/ou implementação de políticas públicas que promovam a universalização do direito à comunicação em nosso país".

Paz sem voz não é paz, é medo
O fato de a arena comunicacional do país ser dominada por uma mídia corporativa que age de forma parcial e partidarizada, tendo como métodos rotineiros a desqualificação agressiva, o escândalo e a mentira é uma herança do capitalismo selvagem e do patrimonialismo que por décadas vigeu no país – açulados, na última década, pela perda progressiva de poder e pelo ódio de classes.

Já o fato de tal distorção antidemocrática permanecer ativa e impune durante uma década de administração federal petista é resultado da omissão, pusilanimidade e covardia - e, quem sabe, de interesses não confessos – que têm caracterizado a inação do Partido dos Trabalhadores no que concerne à sua relação com a mídia, na qual não se limita a apanhar calado: continua a encher as burras das editoras e corporações midiáticas que, suspeitas de conluio com o crime organizado, o atacam e à democracia.

Como assinala Saul Leblon, em artigo de leitura obrigatória, o petismo no poder parece resignado apés assinar uma "pax branca que concede ao conservadorismo o pleito da hegemonia intocável na esfera da comunicação. Esse conformismo, que hoje desqualifica reputações, envenena o jogo político e deturpa o debate democrático, pode vir a ter consequências ainda mais graves, institucionalmente traumáticas, para o partido e, pior, para o país. E fica cada vez mais evidente que o PT nada fará contra o inimigo que alimenta.
 
 Anônimo disse...
Lamentável!Deveras lamentável!
Bem escreveu o Nassif: a representação do PT no Congresso - deputados e senadores - está a cargo de um grupo de invertebrados.
Está na hora de a militância começar a cobrar a direção partidária.
Que a Presidenta Dilma se mantenha distante das discussões políticas, é certo e adequado. Para isso mesmo é que há uma partido por trás dela e uma base de apoio parlamentar.
Francisco Aguiar de Oliveira disse...
Miro,
Por favor, publique os comentários dos leitores...
Não seja covarde como o PT foi na CPI do Cachoeira.
Em 2014 vamos eleger homens que são capazes de defender o Partido, pois esses aí não o fazem.
Benjamin Eurico Malucelli disse...
Covardes é pouco para o PT! C...de medo da mídia. VERGONHA NACIONAL!
Julio Matouk disse...
Meu Deus quando li não acreditei...COMO PODE? ATÉ TU, BRUTUS? Vamos deixar a Veja cometer crime e se ligar com organização criminosa? Mas num país onde o PROPRIO CACHOEIRA ja está livre, porque cobrar punição para simples lacaios? Vocês gastam tempo cobrando ley de medios, mas não entendem que é preciso uma reforma MUITO AMPLA E URGENTE do Código Penal.
antonio barbosa filho disse...
Ou invertebrados ou metidos na roubalheira até o pescoço. Que tipo de pressão pode fazer o PIG contra dirigentes e parlamentares do PT se eles não tiverem pecados graves? Se os sindicalistas andam muito gordos para qualquer protesto, o PT anda muito ocupado em servir à Pátria nos seus cargos. Aquela coisa de Socialismo, de defender ao menos a Democracia, ora bolas! Isso fica por conta das bases gratuitas, xiitas, e do Lula no palanque. No mais, cada um por si, com a estrela no peito.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

JIMI HENDRIX, se vivo fosse; faria 70 anos.

Jimi Hendrix 70 anos




Jimi Hendrix, 70 anos. Guitarra elétrica é um bicho composto de três partes: a guitarra propriamente dita, os amplificadores e os pedias de efeitos, mas o que faz a diferença entre barulho puro e simples ou música é o talento.
Vídeos:
Veja o vídeo
Veja o vídeo
HEY JOE ....simplesmente magistral!
 

VERGONHA!!! GOVERNOS PROGRESSISTAS FINANCIAM O PIG\MÍDIA REACIONÁRIA.

Publicado em 22/11/2012

Dilma financia a Globo.
E o BV ? É da Globo ?

A eleição de 2014 será a mais sangrenta da História da República. A Globo não vai querer perder a quarta em seguida.


O Conversa Afiada republica artigo enviado pela navegante Angélica:

O governo financia a direita


Por Rui Martins, Direito da Redação

Berna (Suiça) – Daqui de longe, vendo o tumulto provocado com o processo Mensalão e a grande imprensa assanhada, me parece assistir a um show de hospício, no qual os réus e suspeitos financiam seus acusadores. O Brasil padece de sadomasoquismo, mas quem bate sempre é a direita e quem chora e geme é a esquerda.

Não vou sequer falar do Mensalão, em si mesmo, porque aqui na Suíça, país considerado dos mais honestos politicamente, ninguém entende o que se passa no Brasil. Pela simples razão de que os suíços têm seu Mensalão, perfeitamente legal e integrado na estrutura política do país.

Cada deputado ou senador eleito é imediatamente contatado por bancos, laboratórios farmacêuticos, seguradoras, investidores e outros grupos para fazer parte do conselho de administração, mediante um régio pagamento mensal. Um antigo presidente da Câmara dos deputados, Peter Hess, era vice-presidente de 42 conselhos de administração de empresas suíças e faturava cerca de meio-milhão de dólares mensais.

Com tal generosidade, na verdade uma versão helvética do Mensalão, os grupos econômicos que governam a Suíça têm assegurada a vitória dos seus projetos de lei e a derrota das propostas indesejáveis. E nunca houve uma grita geral da imprensa suíça contra esse tipo de controle e colonização do parlamento suíço.

Por que me parece masoca a esquerda brasileira e nisso incluo a presidente Dilma Rousseff e o PT ? Porque parecem gozar com as chicotadas desmoralizantes desferidas pelos rebotalhos da grande imprensa. Pelo menos é essa minha impressão ao ler a prodigalidade com que o governo Dilma premia os grupos econômicos seus detratores.

Batam, batam que eu gosto, parece dizer o governo ao distribuir 70% da verba federal para a publicidade aos dez maiores veículos de informação (jornais, rádios e tevês), justamente os mais conservadores e direitistas do país, contrários ao PT, ao ex-presidente Lula e à atual presidenta Dilma.

Quando soube dessa postura masoquista do governo, fui logo querer saber quem é o responsável por essa distribuição absurda que exclui e marginaliza a sempre moribunda mídia da esquerda e ignora os blogueiros, responsáveis pela correta informação em circulação no país.

Trata-se de uma colega de O Globo, Helena Chagas, para quem a partilha é justa – recebe mais quem tem mais audiência! diz ela.

Mas isso é um raciocínio minimalista! Então, o povo elege um governo de centro-esquerda e quando esse governo tem o poder decide alimentar seus inimigos em lugar de aproveitar o momento para desenvolver a imprensa nanica de esquerda ?

O Brasil de Fato, a revista Caros Amigos, o Correio do Brasil fazem das tripas coração para sobreviver, seus articulistas trabalham por nada ou quase nada, assim como centenas de blogueiros, defendendo a política social do governo e a senhora Helena Chagas com o aval da Dilma Rousseff nem dá bola, entrega tudo para a Veja, Globo, Folha, SBT, Record, Estadão e outros do mesmo time ?

Assim, realmente, não dá para se entender a política de comunicação do governo. Será que todos nós jornalistas de esquerda que votamos na Dilma somos paspalhos ?

Aqui na Europa, onde acabei ficando depois da ditadura militar, existe um equilíbrio na mídia. A França tem Le Figaro, mas existe também o Libération e o Nouvel Observateur. Em todos os países existem opções de direita e de esquerda na mídia. E os jornais de esquerda têm também publicidade pública e privada que lhes permitem manter uma boa qualidade e pagar bons salários aos jornalistas.

Comunicação é uma peça chave num governo, por que a presidenta Dilma não premiou um de seus antigos colegas e colocou na sucessão de Franklin Martins um competente jornalista de esquerda, capaz de permitir o surgimento no país de uma mídia de esquerda financeiramente forte ?

Exemplo não falta. Getúlio Vargas, quando eleito, sabia ser necessário um órgão de apoio popular para um governo que afrontava interesses internacionais ao criar a Petrobras e a siderurgia nacional. E incumbiu Samuel Wainer dessa missão com a Última Hora. O jornal conseguiu encontrar a boa receita e logo se transformou num sucesso.

O governo tem a faca e o queijo nas mãos – vai continuar dando o filet mignon aos inimigos ou se decide a dar condições de desenvolvimento para uma imprensa de esquerda no Brasil ?

O RESPEITADO E ADMIRADO JORNALISTA PAULO NOGUEIRA, DESMASCARA O TAL ''1/%''...ANTILULISTAS DOENTIOS QUE QUEREM MANTER O PAÍS NO ATRASO.

Rosemary é escada para o 1% que quer pegar Lula

:
Artigo do jornalista Paulo Nogueira, ex-diretor da Abril, menciona o "júbilo" com que é celebrado "qualquer notícia que possa servir de munição contra Lula" pelo chamado 1%, grupo que tem o ex-presidente como o homem mais odiado

27 de Novembro de 2012 às 11:54

FORTES ACUSAÇÕES PESAM SOBRE OS LOMBOS DO SÓSIA DE JÔ SOARES...e do empregado do LIXO TÓXICO VEJA\CACHOEIRA.

Collor volta a pedir indiciamento de Gurgel e Policarpo

:
Senador declarou que, diante de tudo o que tem explicitado e denunciado, considera absolutamente normal o indiciamento e a inclusão no relatório final da CPI de nomes como o do procurador-geral da República e do jornalista de Veja

27 de Novembro de 2012 às 10:34

PROCURADOR\PREVARICADOR-GERAL DA REPÚBLICA

Blindar Gurgel é 'fazer pizza' com coisa muito séria
 
 
 
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reclama de seu indiciamento no relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), na CPI do Cachoeira. Chamou de "revanchismo". Porém, sem nenhuma razão, pois o deputado apenas cumpriu o seu dever, de forma irretocável. Se não indiciasse o procurador-geral estaria dando um "jeitinho", aliviando, e produzindo "pizza"...Leia mais aqui no Blog da Helena na Rede Brasil Atual

A NOSSA GLORIOSA PF: DESBARATA MAIS UMA GANGUE DE POLÍTICOS LADRÕES DE DINHEIRO PÚBLICO. CUIDADO BANDIDOS DE MORRO DO CHAPÉU E REGIÃO...PORQUE VOCÊS SERÃO OS PRÓXIMOS DA LISTA!

RATAZANAS DE ESGÔTO. Ambos são acusados pelo MPF de terem roubado MILHÕES DE REAIS DOS COFRES MUNICIPAIS. 
VASSALOS DO DESMORALIZADO DEPUTADO ZÉ CARAMUJO (SUPOSTO\ DONO DA RÁDIO LARANJAnte FM); EMBARCANDO NO CAMBURÃO...QUE TODA MORRO DO CHAPÉU IMPACIENTEMENTE ESPERA.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Jornal Nacional 'engasga' e não veicula operação da PF sobre vice da CBF

http://glo.bo/XXzMzX
O Jornal Nacional da TV Globo de segunda-feira encerrou de forma inusitada, com o apresentador Willian Bonner pedindo desculpas por "problemas técnicos que impediram de veicular" matéria sobre a Operação da Polícia Federal que investiga duas organizações criminosas, uma de doleiros que fizeram remessas ilegais para o exterior, e outra de policiais e advogados que faziam espionagem criminosa sobre dados sigilosos.

Entre as vítimas já identificadas da arapongagem estão um senador, ex-ministros, prefeitos, desembargadores e, curiosamente... uma filial de "uma Rede de TV". A Polícia Federal não divulgou os nomes.

Um dos alvos de busca e apreensão foi o presidente da Federação Paulista de Futebol e vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. A operação não teve relação com futebol, mas ao contrário do que disse Bonner, teve a ver sim com o escritório de advocacia criminalista de Del Nero. O próprio cartola, na TV Record, desmentiu Bonner, dizendo que teria obtido informações da organização acreditando serem legais, como trabalho de despachantes.

Por coincidência, a TV Globo sempre manteve boas relações comerciais com a cartolagem do futebol brasileiro, onde conquista os direitos de transmissão dos campeonatos e da seleção, desde os tempos de Ricardo Teixeira.

Se eu fosse desconfiado, eu acharia que uma emissora que comete essa falha, estaria com algum rabo preso e quereria esperar ver o que todo mundo publica sobre a operação, para só depois noticiar.

A TV Record "conseguiu" o que a Globo "achou difícil fazer a tempo". O jornal da Record veiculou no mesmo horário do Jornal Nacional, a notícia sobre a operação da PF que aconteceu pela manha, a entrevista coletiva com os policiais federais feita à tarde, e ouviu as declarações de Del Nero dadas durante o dia:

domingo, 25 de novembro de 2012

A NOSSA GLORIOSA PF, SE ESQUECEU DO LOBBY DAS PREDADORAS DE PACHAMAMA: ESSE SIM; TAMBÉM DEVERIA TER SIDO INVESTIGADO ...INCLUSIVE, O DEPUTADO FISIOLÓGICO ''DEFENSOR DA ÉTICA, MORAL E BONS COSTUMES''...dos outros, é claro!

Rose fez a ponte entre Wagner e empresário

:

PACHAMAMA E SEUS ESTUPRADORES AQUI NA BAHIA.
Alvo principal da Operação Porto Seguro, Rosemary Nóvoa Noronha intermediou reunião do empresário Alípio Gusmão, da Bracelpa, que reúne os produtores de papel e celulose, com Jaques Wagner; Gustmão está preso

24 de Novembro de 2012 às 20:32

SAUL LEBLON escreve:

domingo, 25 de novembro de 2012


Barbosa: A encruzilhada de um juiz

Por Saul Leblon, no sítio Carta Maior:

Joaquim Barbosa assumiu a presidência de uma Suprema Corte manchada pela nódoa de um julgamento político conduzido contra lideranças importantes da esquerda brasileira.

Monocraticamente, como avocou e demonstrou inúmeras vezes, mas sempre com o apoio indutor da mídia conservadora, e de seu jogral togado --à exceção corajosa do ministro Ricardo Lewandowski, Barbosa fez o trabalho como e quando mais desfrutável ele se apresentava aos interesses historicamente retrógrados da sociedade brasileira --os mesmos cuja tradição egressa da casa-grande deixaram cicatrizes fundas no meio de origem do primeiro ministro negro do Supremo.


Não será a primeira vez que diferenças históricas se dissolvem no liquidificador da vida.

Eficiente no uso do relho, Barbosa posicionou o calendário dos julgamentos para os holofotes da boca de urna no pleito municipal de 2012.

Fez pas de deux de gosto duvidoso com a protuberância ideológica indisfarçável do procurador geral, Roberto Gurgel -aquele cuja isenção exortou o eleitorado a punir nas urnas o partido dos réus.

Num ambiente de aplauso cego e sôfrego, valia tudo: bastava estalar o chicote contra o PT, cutucar Lula com o cabo e humilhar a esquerda esfregando-lhe o relho irrecorrível no rosto. Pronto. Era correr para o abraço dos jornais do dia seguinte ou antes até, na mesma noite, no telejornal de conhecidas tradições democráticas.

Provas foram elididas; conceitos estuprados ao abrigo tolerante dos doutos rábulas das redações --o famoso 'domínio do fato'; circunstâncias atropeladas; personagens egressos do governo FHC, acobertados em processos paralelos, mantidos sob sigilo inquebrantável, por determinação monocrática de Barbosa (leia:'Policarpo & Gurgel: ruídos na sinfonia dos contentes'); tudo para preservar a coerência formal do enredo, há sete anos preconcebido.

O anabolizante midiático teve que ser usado e abusado na sustentação da audiência de uma superprodução de final sabido, avessa à presunção da inocência e hostil à razão argumentativa --como experimentou na pele, inúmeras vezes, o juiz revisor.

Consumada a meta, o conservadorismo e seu monocrático camafeu de toga, ora espetado no supremo cargo da Suprema Corte, deparam-se com a vertiginosa perspectiva de uma encruzilhada histórica.

Ela pode esfarelar a pose justiceira dos torquemadas das redações e macular a toga suprema com a nódoa do cinismo autodepreciativo.

Arriadas as bandeiras da festa condenatória, esgotadas as genuflexões da posse solene desta 5ª feira, o espelho da história perguntará nesta noite e a cada manhã ao juiz da suprema instância: -- E agora Joaquim?

O mesmo relho, o mesmo 'domínio do fato', o mesmo atropelo da inocência presumida, a mesma pressa condenatória orientarão o julgamento da Ação Penal 536 --vulgo 'mensalão mineiro'?

Coube a Genoíno, já condenado --e também ao presidente nacional do PT, Rui Falcão-- fixar aquela que deve ser a posição de princípio da opinião democrática e progressista diante da encruzilhada de Barbosa: 'Não quero para os tucanos o julgamento injusto imposto ao PT', fixou sem hesitação o ex-guerrilheiro do Araguaia, no que é subscrito por Carta Maior.

Mas a Joaquim fica difícil abrigar o mesmo valor sob a mais suprema das togas. Sua disjuntiva é outra.

Se dispensar ao chamado mensalão do PSDB o mesmo tratamento sem pejo imposto ao PT na Ação 470, sentirá o relho que empunhou voltar-se contra a própria reputação nas manchetes do dia seguinte.

Tampouco terá o eco obsequioso de seus pares na repetição da façanha --e dificilmente a afinação digna dos castrati no endosso sibilino do procurador -geral.

Ao revés, no entanto, se optar pela indulgência desavergonhada na condução da Ação Penal 536, ficará nu com a sua toga suprema durante longos dois anos, sob a derrisão da sociedade, o escárnio do judiciário, o desprezo da história --e o olhar devastador do espelho a cada noite e a cada dia, a martelar: 'E agora, Joaquim?'

CHACINA NA PALESTINA É DENUNCIADA POR UM DOS MAIORES ESCRITORES DOS SÉCULOS XX-XXI. Enquanto os SERVIÇAIS DO IMPÉRIO GRINGO-SIONISTA (Mário VARGAS LLOSA, Caetano VELOSO e cia ILtda ) se calam diante da MAIOR INJUSTIÇA DA NOSSA ERA: homens honrados e decentes como o GRANDE GALEANO, GUNTHER GRASS: DESMASCARAM O CHAMADO ''MUNDO CIVILIZADO''...que se cala diante de tamanha CRUELDADE, CONTRA ESSA POBRE GENTE.

Israel e a Operação Chumbo Impune



Por Eduardo Galeano, no sitio da Adital:
 
VERDE=TERRITÓRIO PALESTINO ATÉ 1946 antes da vergonhosa ''PARTIÇÃO''.
BRANCO=TERRITÓRIO JUDEU ATÉ 1946
NUNCA DEVEMOS ESQUECER AS ATROCIDADES QUE OS NAZIFASCISTAS COMETERAM CONTRA O HERÓICO POVO JUDEU; COMO NÃO DEVEMOS ESQUECER AS ATROCIDADES QUE COMETEM (HOJE) OS FASCISSIONISTAS  CONTRA O HERÓICO POVO PALESTINO.
 
Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que essa carnificina de Gaza que, segundo seus autores, quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.


Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma ratoeira sem saída desde que o Hamas ganhou limpamente das eleições, em 2006. Algo parecido havia acontecido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e desde então viveram submissos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem.

São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que haviam sido palestinas e que a ocupação israelita usurpou. E o desespero, à beira da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel; gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há anos, o direito à existência da Palestina.

Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel vai apagando-a do mapa.

Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa.

Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel ‘tragou’ um pedaço da Palestina, e os ‘almoços’ continuam. A ‘devoração’ se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou; pelos dois anos de perseguição que o povo judeu sofreu e pelo pânico que os palestinos geram à espreita.

Israel é o país que jamais cumpre as recomendações e as resoluções das Nações Unidas; é o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais; o que se ri das leis internacionais; e é também o único país a legalizar a tortura dos prisioneiros.

Que lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança em Gaza? O governo espanhol não teria podido bombardear impunemente o País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico teria podido arrasar a Irlanda para liquidar a IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica em uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência ‘manda chuva’ que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos?

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por erro; mata por horror. As vítimas civis são denominadas ‘danos colaterais’, três são crianças. E os mutilados são milhares, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando exitosamente nessa operação de limpeza étnica.

E, como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense.

Gente perigosa, adverte o outro bombardeio, a cargo dos meios de comunicação em massa de manipulação que nos convidam a acreditar que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional existe?

É algo mais do que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais do que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro?

Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial brilha uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas rendem tributo à sagrada impunidade.

Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra essa jogada mestra. Porque a caça de judeus sempre foi costume europeu; porém, há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada aos palestinos, que também são semitas e que nunca foram,nem são, antissemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonante, uma conta alheia.

(Este artigo é dedicado a meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latino-americanas assessoradas por Israel).

sábado, 24 de novembro de 2012

VIVA MAMA ÁFRICA!

ZOMBI: música cult que colocou a África no cenário musical mundial

O MAGISTRAL  FELA KUTI -já falecido-  acima...e abaixo o seu filho SEUN KUTI...ambos, respeitados ativistas dos DIREITOS HUMANOS 

CONCERTO HISTÓRICO DE CÉLIA CRUZ NO ZAIRE (CONGO) EM 1974. A PLATEIA ENTRA LITERALMENTE EM ESTADO DE TRANSE...É IMPOSSÍVEL NÃO SE SER CONTAGIADO COM TAMANHA ALEGRIA DOS BROTHERS AFRICANOS.

KING SUNNY ADE - JA FUNMI (DEUS ME GUIA\ME MOSTRA O CAMINHO) -  CONCERTO AO VIVO EM LONDRES.

KING SUNNY ADE AO VIVO EM MONTREUX

BLOGUEIRO HOMOFÓBICO FASCISTA DO LIXO TÓXICO VEJA (que é também conhecido como TIA GAYnaldo AZEDA): dissemina ÓDIO RACIAL...E ATRIBUI AO PT.

Os Amigos do Brasil

Blogueiro da Veja dissemina ódio racial ao PT com afirmações inventadas. Isso pode, Dr. Barbosa?

Deem uma olhada no título desta nota abaixo. Quando eu li, meu sangue ferveu. Entendi que alguém do PT tivesse dito isso.


Antes de mais nada, ninguém do PT disse isso. Quem escreveu essa coisa aí em cima por conta própria, como está registrado, foi o blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo.

No corpo do texto, Azevedo admite que ninguém do PT disse isso. Dá a entender que é sua "leitura do pensamento" alheio que o levou a essa conclusão.

O que é isso? Agora vale até inventar acusações dos outros terem "pensamentos" racistas? Tipo: "não disse, mas pensou"! Ainda mais com tamanha virulência? E publicar essas palavras incitando o ódio racial, entre uns e outros?

Ao que me consta, a liberdade de expressão na Constituição é para as pessoas expressarem seus próprios pensamentos, e não permite a um jornalista inventar pensamentos criminosos na cabeça dos outros, por mera "imaginação" do jornalista.

No fundo, o texto do blogueiro acaba usando terceiros como bucha-de-canhão, para resultar num texto repleto de impropérios racistas, sem que ninguém tenha feito declarações sequer próximas do que está escrito. E se ninguém fez tais declarações, é o autor que responde pelo que escreveu.

Acho eu que o portal da revista ultrapassou todos os limites do tolerável em sua guerra política contra um partido.

O que você acha, amigo leitor? O que acha a Procuradoria dos Direitos do Cidadão do Ministério Público? O que acham os órgãos, inclusive estaduais sob domínio tucano, de defesa da dignidade humana e da igualdade racial?

Quem tiver estômago e quiser ler a íntegra dessa estrovenga de texto, está no site da Veja (não adianta mudar o texto, porque já copiei na manhã de sábado, 24 de novembro de 2012):

Vamos comparar o que Reinaldo Azevedo escreveu "que Lula pensa" (segundo a imaginação dele), com as palavras pronunciadas pelo próprio presidente Lula, quando ainda estava na presidência, durante o encontro com os blogueiros no Palácio do Planalto. Ele respondeu uma pergunta sobre os critérios para nomeação de ministros do STF:



Esse vídeo você nunca verá no subjornalismo panfletário da Veja, nem na Globo, porque desmente tudo o que Azevedos, Jabours, Mervais e outros vem falando e escrevendo durante anos. Porque prova o quanto Lula é estadista e republicano.

Com certeza, Lula deita e dorme o sono dos justos, com a tranquilidade de quem fez a coisa certa a seu tempo, dentro do possível, independentemente de uma ou outra coisa dar errado no final das contas.

Não falo pelo PT, nem por ninguém do PT, muito menos pelo presidente Lula; falo como um cidadão, lulista, que repudia esse tipo texto do blogueiro da Veja porque acaba por disseminar o ódio racial e político. Aliás repudio veemente o uso de pessoas por sua etnia para panfletagens políticas, em assuntos que nada tem a ver com a luta por igualdade racial, principalmente como mero escudo ou bucha-de-canhão. No fundo é instrumentalizar os preconceitos com segundas intenções.

Para todos nós que defendemos a igualdade racial de verdade, jamais criticamos Joaquim Barbosa por causa de etnia e repudiamos quem critica. As críticas ao julgamento do "mensalão" são as mesmas feitas a outros ministros do STF "brancos". Quanto à etnia, o fato do presidente do STF ser negro só é motivo de orgulho, porque é prova de que o Brasil está mudando na democracia racial, mesmo discordando de boa parte da sentença de Joaquim Barbosa no julgamento. E continuamos lutando para que num futuro próximo isso seja tão rotineiro, que nem precisaremos ter o orgulho de sentir que o Brasil está mudando, porque o Brasil já estará mudado quando Joaquim Barbosa não for uma exceção. Haverá muitos outros ocupando qualquer alta posição, como ele.

Nossas críticas são às atitudes, não só dele, mas também dos outro ministros do STF, de condenar sem comprovar, de transparecer agir mais como acusador do que como juiz, a ponto do julgamento não pacificar as dúvidas sobre os acontecimentos reais, nem deixar claro a responsabilidade de cada um nos fatos.

Também é mentira dizer que havia cobrança por submissão politiqueira de ministros do STF nomeados pelo presidente Lula. A cobrança sempre foi por um julgamento justo, equilibrado e independente de pressões externas, sobretudo livre da "faca no pescoço do STF" colocada pela mídia, que já havia pré-condenado e estigmatizado os réus, jogando nas costas de uns, co-autoria inexistente de supostos crimes de outros, dentro do contexto eleitoral radicalizado desde 2006.

Também, em nome da verdade, é preciso registrar que, mesmo discordando de parte do resultado do julgamento da AP-470, diversos parlamentares, governadores e ministros filiados ao PT prestigiaram a posse do presidente do STF, como todos puderam ver na TV. Joaquim Barbosa foi escolhido para o STF por Lula pelo seu mérito de ter currículo acadêmico admirável, por suas obras escritas, e pelo seu currículo profissional. Mas, ao contrário do que diz Reinaldo Azevedo, ninguém nega que houve também vontade política de promover igualdade racial no governo Lula. Pelo próprio fato de Barbosa viver mais nos meios acadêmicos e boa parte do tempo no exterior, ele não integrava as listas dos principais nomes candidatos a nomeação na época. Com as mudanças que o Brasil está passando desde 2003, em um futuro próximo, nas listas de candidatos a ministros ao STF haverá tantos juristas negros como brancos, e ninguém precisará se preocupar com a etnia de ninguém.

Nenhum ministro do STF nomeado por Lula deve favores escusos a ninguém. O que sempre foi e será reclamado de todo ministro do STF é fazer Justiça com independência de pressões, sobretudo da "opinião publicada". Reclama-se apenas o dever de lealdade à Constituição e aos direitos fundamentais assegurados a qualquer cidadão. Reclama-se imparcialidade partidária e o zelo pela soberania do voto popular contra pressões golpistas. Reclama-se a lealdade à verdade dos fatos como eles aconteceram e não como foram noticiados e interpretados na imprensa com objetivos eleitoreiros. Ninguém reclama de condenações provadas. Reclama das que deixam dúvidas em aberto. Não se pode julgar um copo cheio e outro vazio, como se ambos estivessem meio cheios e meio vazios. Nem interpretar um copo meio cheio, meio vazio, como se tivesse transbordando.

SÓSIA DE JÔ SOARES DEVE SE EXPLICAR À NAÇÃO.

 

 

Relatório da CPMI pode desestabilizar Gurgel



Da Carta Capital

Gurgel acuado
Mauricio Dias

É sinal positivo o clamor da oposição, em coro com trêfegos parlamentares da base governista, contra o texto do deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPMI sobre as atividades criminosas e as afinidades eletivas do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Cunha incomodou muita gente e contrariou variados interesses. Não se sabe se o relatório conseguirá cruzar a tempestade provocada pelos contrariados e chegar a porto seguro. Na partida, se assemelha a um barquinho navegando sob bombardeio. E pode afundar antes de ancorar.
A lista de indiciados e de responsabilizados, elaborada por Cunha, é uma carga pesada. O relator julgou suficientes as provas colhidas que, em princípio, são capazes de derrubar o governador tucano Marconi Perillo (GO); de incriminar jornalistas que, ao romper limites éticos, transitaram do campo da investigação para o da associação, e de provocar danos graves ao empresário Fernando Cavendish, da Delta, entre outros casos. Notadamente, o relatório pode desestabilizar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Gurgel é peixe graúdo. A contrariedade da mídia, com a inclusão do nome dele na lista de Cunha, comprova. Ele tornou-se um procurador heterodoxo. Virou peça do jogo político de curto e de longo prazo. Em linhas gerais, passou a atuar afinado com a oposição a Dilma, a colaborar com o esforço de neutralização de Lula e, por fim, mas não menos importante, a agir com o objetivo de encerrar o ciclo do PT no poder.
Caso aprovado, o relatório de Cunha pode abalar Gurgel e, inclusive, interferir na própria sucessão dele, na PGR, em julho de 2013.
Roberto Gurgel é acusado por crimes constitucional, legal e funcional. A aprovação do relatório, nesse ponto, levará a questão à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, competente para processar o procurador-geral por crime de responsabilidade. No STF, Gurgel seria julgado por improbidade administrativa e por prevaricação.
O procurador-geral foi fisgado porque manteve engavetadas as denúncias da Operação Vegas. Assim atraiu a suspeita de ter sido conivente com as atividades criminosas de Cachoeira, apuradas pela Polícia Federal. Ele alegou à CPI que tinha detectado somente desvios no “campo ético”, insuficientes para abrir ação penal.
Gurgel, no entanto, mantém outros problemas na gaveta. Há quase cem dias guarda o processo enviado ao Ministério Público, no qual a governadora Roseana Sarney (MA) é acusada de assinar convênios com as prefeituras, no valor aproximado de 1 bilhão de reais. Cabe a ele dar um parecer que pode levar Roseana a perder o mandato.
Há quem veja nessa morosidade um conluio entre o senador Sarney, pai da governadora, e Gurgel. Sustentam essa hipótese renitentes coincidências. José Arantes, assessor parlamentar do procurador-geral foi assessor parlamentar de Sarney na Presidência da República. Seria apenas um detalhe curioso?
Mas há problemas concretos. Um deles, já denunciado nesta coluna, levou o presidente da Câmara quase à exasperação. Na terça-feira 20, o deputado Marco Maia criticou pública e duramente o Senado pela morosidade em votar a indicação do professor Luiz Moreira, já aprovada pelos deputados, para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM).
Seria “morosidade gurgeliana”?
Ou seja, a indicação estaria bloqueada por Sarney em favor de Gurgel? Gurgel teria bloqueado o processo de Roseana em favor de Sarney? Finalmente, haveria nessa história uma vergonhosa troca de favores?
erde ou madura?
Dois anos após de ter negado apoio a Dilma ou a Serra, na disputa do 2º turno para a Presidência, Marina da Silva voltou à política nas disputas municipais. Assim, em 2012, ela tenta se recompor desse fiasco de 2010, quando recebeu cerca de 20 milhões de votos no 1º turno da disputa e fugiu da raia.
Setores do PSB, em fase de namoro fácil, se aproximam dela de olho em 2014. Eduardo Campos, por exemplo, abriu espaço para o “marinista”, Sergio Xavier, no secretariado dele.
Marina, amadurecida, encantaria empresários do Sudeste com a referência de boa gestão pública com respeito ao mundo verde.
Trajetórias
Discretamente, foi anunciada a condenação do desembargador aposentado Carpena de Amorim a dois anos e meio de prisão, por crime contra o sistema financeiro. Carpena foi um homem poderoso do Tribunal de Justiça do Rio no início deste século 21. Bajulado e homenageado, e agora se vê, terminou envolvido por advogados famosos e, hoje, milionários.
Quando corregedor, ele abriu processo disciplinar contra a juíza Márcia Cunha, em 2005, que teve a conduta contestada após dar liminar que permitiu à Previ, e outros fundos de pensão,
a retirar do Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, o controle da Brasil Telecom.
Eu, o Supremo
Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, alcançou mais cedo do que esperava a notoriedade buscada. Agora tem problemas para dominar esse fato.
Em Natal (RN), onde participou de uma cerimônia de casamento, foi assediado pela imprensa.
Dois jornalistas, Rafael Duarte e Nei Douglas (fotógrafo), do Novo Jornal, furaram o cerco e Barbosa não os recebeu bem. Os dois ficaram sob a guarda da polícia por quase uma hora.
Marcado pela suspeita I
Denominado “o maior do mundo”, o Maracanã é conhecido também por ser usado como fonte de mutreta desde sua construção, em 1950. Testemunha isso um raro exemplar, talvez único, da brochura Defesa Complementar do General Herculano Gomes, administrador oficial da obra.
Ela certamente não consta do museu do estádio.

Marcado pela suspeita II
Escrita em 1959, ela tenta responder, em 29 páginas, às acusações “sobre desfalques na construção”. “A velocidade da obra (…) exigia uma série de medidas que não se podiam enquadrar em normas legais (…) dados os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil”, alegou o general.
Tal como se alega hoje, após o Regime Diferenciado de Contratações, criado para dar agilidade à reforma do estádio para a Copa do Mundo, em 2014.
Marcado pela suspeita III
Após contas detalhadas o general-administrador registra o dinheiro saído do Erário: o Maracanã custou 276.876.415,40 de cruzeiros (reprodução). O valor em dólar, pelas regras de atualização do US Labor Statistics, sujeito a chuvas e trovoadas de percurso, teria sido de 125 milhões de dólares.
Algo em torno de 300 milhões de reais, em novembro de 2012. A reforma, até agora, gira em torno de 900 milhões de reais. Um custo também marcado pela suspeita.
Política: Ela x Eles
Não haverá paz, no Ceará, entre o governador Cid Gomes e o irmão dele, Ciro, com Luiziane Lins, do PT, após o choque na recente eleição municipal. Em fim de mandato, ela, prefeita de Fortaleza, está preparada para disputar a eleição ao governo do estado, em 2014, com apoio da direção nacional do partido.
Luiziane parte de uma base na capital onde a administração dela se encerra com aprovação bastante razoável e com a quase vitória do candidato petista que ela lançou e apoiou. Entre eles cada um cumpre um papel. Ciro criticou a intromissão de Lula na disputa da capital. Cid reafirma compromisso com a reeleição de Dilma e, com isso, joga um balde de água fria numa eventual ambição à Presidência do governador pernambucano, Eduardo Campos, líder maior do PSB.
O PT já recusou a oferta feita por Cid ao deputado José Guimarães, para ser vice na chapa encabeçada pelo senador Eunício Oliveira, do PMDB. O clã dos Gomes está sem saída. A discussão pode parecer prematura. Só parece. É hábito político esperar o trem na plataforma.