domingo, 31 de março de 2013

DEPUTADO APRENDIZ DE DITADOR: CONTRATA PISTOLEIRO CIBERNÉTICO PARA ATACAR O BLOG MORRO NOTÍCIAS SEM CENSURA



ATENÇÃO, ATENÇÃO!

Uma figura carimbada, e, de todos nós conhecida; contratou um pistoleiro cibernético fajuto para COLOCAR O BLOG MNSC FORA DE CIRCULAÇÃO.  NÃO DEU EM NADA, COMO VOCÊS PODEM ATESTAR....continuamos (e continuaremos) firmes, fortes e a todo vapor; LUTANDO CONTRA A CORRUPÇÃO E O ATRASO que, o dito cujo simboliza.

PS. NÃO SE INTIMIDEM COM ESSE ''WARNING'' que aparece sobre a portada do blog...É TOTALMENTE INOFENSIVO. Deliberadamente, o deixaremos acima, para que o Brasil e o resto do Mundo que nos visitam diariamente: tenham uma ideia, DO QUE É CAPAZ A PEÇA.
MENSAGEM DE SOLIDARIEDADE DO ''ANONYMOUS'' AO BLOG MORRO NOTÍCIAS SEM CENSURA.

Anonymous Brasil - Nós somos Legião

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Nós somos Anonymous. Nós somos Legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos. Esperem por nós.



VEJAM A CARA DO DEPUTADO PICARETA QUE QUER 

SILENCIAR A INTERNET. O NOME DA PEÇA É CLAUDIO 

CAJADO...PARA QUEM NUNCA ESCUTOU O NOME 

DESSE INÚTIL.




VEJA ABAIXO QUEM É O VERME QUE QUER CENSURAR A INTERNET
Deputado Federal desmata área e contamina águas em Baixa Grande
A região de Lagoa Queimada no município de Baixa Grande – BA vivia tranquilamente plantando e criando animais em suas terras até que o Deputado Federal Claudio Cajado Sampaio comprou uma fazenda na localidade denominada “Olhos d’água” (o nome se dá pela grande quantidade de nascentes).
Logo depois da compra empregou muita gente para desmatar. Muita destruição, mas até então o povo se conformava porque gerava emprego. Depois de tudo desmatado as nascentes começam a sumir. Não tem mais emprego para a população.
Em 2010 aplicaram agrotóxicos contaminando várias pessoas que por medo de pressão de pistoleiros não exigiram nenhum laudo médico. Em 2011 repetiram a aplicação, a escola teve que ser fechada por uma semana, crianças foram intoxicado, as água das cisternas contaminadas, mas a população não teve coragem de participar de um abaixo assinado proposto pelo Comitê Ecológico Regional.
Este ano, no carnaval, o deputado alugou alguns quartos nos hotéis da cidade, retirou algumas pessoas grávidas e com bebês e repetiu a aplicação, dessa vez prejudicou a vida de mais pessoas ainda, além das aguadas comunitárias.

Tudo isso, para o cultivo de eucalipto que já mede cinco metros. Até quando a monocultura custará à vida das pessoas? Como uma pessoa com tanta brutalidade é eleito como nosso representante na câmara?

CPT – Bahia

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19 hs – na Sala Alexandre Robatto da Fundação Cultural da Bahia, na ... a mando de empresas do agronegócio regional, um oficial de justiça sem mandado, ... até que o Deputado Federal Claudio Cajado Sampaio comprou uma fazenda na ...

Deputado quer 

March 15 

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Cláudio Cajado, deputado federal pelo DEM (Bahia) é acusado de corrupção eleitoral, enquanto sua esposa prefeita era acusada de nepotismo e corrupção ativa e passiva.

No dia 6 de março, o deputado assumiu a procuradoria da câmara, cargo valioso porque tem como finalidade a defesa dos parlamentares; e lá deve ficar por dois anos.

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 vídeos e Textos da web que Possam ...

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06/03/2013 – ... FOI ACUSADO DE CORRUPÇÃO ELEITORAL NESTE lINK ABAIXO!... -claudio-cajado-dem-ba-foi-acusado-de-corrupcao-eleitoralVideos ...



BOAS PÁSCOAS!!!

YOUSSOU N'DOUR FEATURING NENEH CHERRY

DANA INTERNATIONAL

EROS & TINA

VANESSA & BEN

CANTO ORTODOXO ÁRABE

A importância dos paraísos fiscais para o neoliberalismo

Os paraísos fiscais não são segmentos marginais da economia mundial: a sua dimensão demonstra que fazem parte da sua estrutura íntima. Estes pequenos céus fiscais são um componente chave do setor financeiro mundial e das suas operações de rotina.

DE ALEJANDRO NADAL, Do Portal Esquerda.Net
O episódio mais recente da crise económica coloca os chamados paraísos fiscais no centro da cena. Chipre é uma pequena economia e uma grande dor de cabeça, mas o essencial é que revelou uma vez mais a importância destes espaços na economia mundial: a globalização neoliberal não teria podido desenvolver-se sem a ajuda destes instrumentos da acumulação financeira.
Começamos com uma definição: um paraíso fiscal é um espaço económico com impostos muito baixos (ou zero) sobre capitais e seus rendimentos. Também oferecem regras de regulação muito fracas sobre todo o tipo de transações financeiras (especialmente as realizadas com derivados) e mantêm o sigilo bancário de maneira quase absoluta sobre titulares de contas e beneficiários, assim como da origem e destino dos depósitos e levantamentos. Em suma, é o campo ideal para a evasão de impostos e para introduzir recursos de procedência ilegal mos fluxos convencionais da economia mundial. Se a crise em Chipre adquire relevância é porque estamos em presença de um dos paraísos fiscais mais importantes do mundo.
E aqui vem o bom. É precisamente porque Chipre estava em boa posição para continuar a desempenhar o seu papel de nirvana fiscal que a pequena ilha foi admitida na esfera do euro em 2008. Você leu bem. Não é um acidente que Chipre faça hoje parte da zona euro.
Isto não deveria surpreender-nos. O grande programa da globalização financeira assenta de maneira fundamental na presença de paraísos fiscais. Como era de esperar, estas economias, ainda que pareçam pequenas, têm setores financeiros super-desenvolvidos. Calcula-se que, em conjunto, têm depositados cerca de 13 bilhões (13.000.000.000.000) de dólares e dão refúgio a cerca de 2 milhões de entidades corporativas do mundo inteiro.
Esse tipo de magnitudes já nos diz algo importante sobre os paraísos fiscais. Não se trata de segmentos marginais da economia mundial, mas sim de uma dimensão que faz parte da sua estrutura íntima. Mais que um simples instrumento para evasão de impostos, estes pequenos céus fiscais são um componente chave do setor financeiro mundial e das suas operações de rotina. No desenvolvimento do capital financeiro, os paraísos fiscais são o espaço privilegiado da gestão especulativa porque facilitam as operações de arbitragem (isto é, aquelas em que os agentes escolhem instrumentos financeiros e divisas em função de diferenças entre taxas de câmbio e taxas de juro real). Desta perspetiva, é claro que os paraísos fiscais têm sido essenciais na globalização financeira. E portanto, também desempenharam um papel importante na gestação da crise financeira mundial.
Na lista típica dos países que se consideram paraísos fiscais abundam as ilhas ensolaradas e os principados mediterrânicos. A enumeração tradicional inclui quase sempre em primeiro lugar as ilhas Caimão, Bermudas, Bahamas, Barbados, Antigua e Barbuda, Mónaco, São Marino e Lichtenstein. Mas a lista é bem mais extensa e contém países como Luxemburgo, Suíça, Panamá, Singapura e Hong Kong. De facto, uma análise mais cuidadosa sobre a estrutura e dinâmica do capital financeiro revela que existem paraísos fiscais em países bem mais importantes. Nos Estados Unidos existem espaços que cumprem com a definição de paraíso fiscal que apontámos acima. Os estados de Nevada e Delaware reúnem todos os requisitos para serem membros do seleto clube de paraísos fiscais. E mais, nos Estados Unidos não se taxam os pagamentos de juros e rendimentos de capital recebidos por não residentes. Por esse motivo, as análises mais rigorosas sobre paraísos fiscais incluem nas suas listas economias como os Estados Unidos e o Reino Unido. Recentemente, a Alemanha defendeu resolutamente o segredo bancário dos paraísos fiscais.
Os paraísos fiscais também têm servido como instrumentos de pressão para moldar a política fiscal em todo o mundo. Quando o processo de globalização financeira arrancou, no final da década de 70, as taxas marginais máximas do imposto sobre o rendimento das pessoas físicas e das empresas nos países desenvolvidos eram em média de 67 e 50 por cento, respetivamente. Na atualidade essas taxas médias são de 40 e 27 por cento. Em grande medida, esta redução da pressão fiscal deve-se à presença dos paraísos fiscais como alternativa de tratamento fiscal muito mais benigno.
A “solução” para a crise em Chipre destapou a lixeira da globalização financeira. Quando se introduziu a moeda única na Europa insistiu-se muito nas suas vantagens porque reduzir-se-iam os custos de transação. O que não se disse é que os diversos paraísos fiscais na zona euro encarregar-se-iam de multiplicar os lucros derivados da especulação. É bom momento para recordar as palavras de John Milton quando nos recorda em “O paraíso perdido” como virão “os lobos cruéis que só procuram saciar a sua vil ânsia de ambição e lucro”.
Artigo de Alejandro Nadal publicado no La Jornada

DEPUTADO USA FILHO COMO LARANJA - NÃO É O ÚNICO. ALÔ, ALÔ PF....VENHA DAR UMA OLHADINHA EM NEGÓCIOS SIMILARES, DE COLEGAS DO DONO DO CASTELO, AQUI EM MORRO DO CHAPÉU E REGIÃO!


PF descobre que deputado do PSDB é sócio de castelo em Minas




Os meus queridos leitores lembram do castelo do ex deputado Edmar Moreira (DEM-MG)?. Passou de pai para filho


O milionário investimento do ex-deputado federal Edmar Moreira (DEM)  para a construção de um castelo, que deveria se transformar em um hotel de luxo, no município de São João Nepomuceno, Zona da Mata mineira, virou um pesadelo. O empreendimento nunca se concretizou. E ainda provocou o indiciamento de um de seus filhos, o deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB), em inquérito da Polícia Federal. A PF concluiu que Leonardo, um dos sócios da empresa Hotel Castelo Monaliza Ltda., cometeu crime eleitoral ao omitir na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, na eleição de 2006, a propriedade de 49% das cotas do empreendimento. As informações são do jornal Correrio Braziliense

O pai dele não se reelegeu, mas Leonardo Moreira está no terceiro mandato consecutivo. O relatório, encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) no início do ano, deu origem a processo que tramita em segredo de Justiça. Além do indiciamento, a construção - avaliada em pelo menos R$ 25 milhões com 7,5 mil metros quadrados, mas hoje abandonada e depredada - pode trazer outras dores de cabeça para os investidores.

De acordo com a Polícia Federal, a apuração do ilícito eleitoral trouxe à tona "indícios de outros crimes" e, por isso, as provas colhidas no inquérito foram enviadas à Receita Federal e ao Ministério Público Federal. A investigação apontou que nas informações apresentadas ao Leão referentes à declaração simplificada de pessoa jurídica do castelo, inativa de 2007 a 2011, o empreendimento está em nome de um ex-funcionário de Edmar Moreira, Geraldo Pedrosa, que morreu em 2006.

No relatório, a PF afirma que Geraldo, que trabalhou durante 27 anos para a família, consta como sócio-administrador do Hotel Castelo Monaliza perante a Receita Federal, mas não na relação de sócios registrada na Junta Comercial de Minas Gerais.

Distorções

O TRE-MG autorizou a quebra do sigilo fiscal do deputado Leonardo Moreira, atendendo pedido da Polícia Federal. A devassa demonstrou que o parlamentar informou à Receita que o capital social da empresa era de R$ 1,17 milhão, mas nunca foi integralizado e, por não ter faturamento, era declarado como microempresa. Entretanto, a família tentou negociar o castelo em 2009 por R$ 25 milhões.

Segundo a PF, ao tentar esclarecer as negociações envolvendo seu empreendimento, Leonardo Moreira admitiu que promoveu "movimentações financeiras fora do sistema bancário." Entre elas, estaria o saque de um cheque no valor de R$ 500 mil, referente à venda de um imóvel. Para a polícia, uma tentativa de "frustrar a penhora de débitos trabalhistas" de três empresas de vigilância de sua família, com sede em São Paulo.

Em seu depoimento, Leonardo Moreira não escondeu o interesse de evitar os controles do sistema bancário brasileiro. Ele disse à PF que "não manteve o dinheiro em conta devido aos problemas financeiros das empresas das quais era diretor" e "como havia bloqueio de valores da sua conta e de seus familiares, parou de deixar dinheiro em banco".

Quanto à omissão da declaração de suas cotas no castelo à Justiça Eleitoral, Moreira disse acreditar que ela "pode ser decorrente do fato de a empresa (Castelo Monaliza Ltda) ainda não estar formalizada". O parlamentar, no entanto, fez questão de frisar que seu empreendimento está baixado na Junta Comercial de São João Nepomuceno desde 2007, quando tentou vender a mansão.

 "Do exposto, restou comprovada a omissão na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral no pleito de 2006 de 49% das cotas do Hotel Castelo Monaliza Ltda., com valor registrado em R$ 1,176 milhão e o valor real de mais de R$ 10 milhões, o que tipifica o crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral", concluiu o delegado Roger Lima, responsável pelo inquérito.


Problemas

Os problemas causados à família do ex-deputado federal Edmar Moreira pela propriedade do castelo tiveram início em 2009, logo depois que ele foi eleito corregedor da Câmara e 2º vice-presidente da Casa. As denúncias contra o deputado não demoraram a aparecer. Entre elas, estava a existência de uma ação penal para apurar a apropriação indébita de valores referentes ao INSS de servidores de suas empresas. Mas nada chamou tanta a atenção quanto a propriedade em São João Nepomuceno, que não constaria de sua declaração de bens. Moreira conseguiu provar que fez a doação do imóvel a seus filhos, entre eles, o deputado estadual Leonardo Moreira, mas não conseguiu se desvencilhar da maldição do castelo.

A mansão tem 36 suítes, com mármore por todos os lados, sendo que um dos apartamentos ocupa três andares de uma de suas torres, com piscinas, lago e jardins. A mansão tem ainda dois elevadores que deveriam dar acesso aos seus seis andares. A cozinha industrial, que fica no primeiro andar, e a sauna também estão desativadas.

A construção está inacabada e marcada pelo abandono. O imóvel, avaliado em R$ 25 milhões, está à venda desde 2009, mas ainda não apareceram compradores.

36- Número de suítes da mansão em São João Nepomuceno (MG)

DO BLOG DO MIRO


Vídeo: O golpe de 1964 e a mídia

Do golpe militar às Diretas-Já

Por Altamiro Borges

O golpe militar de 1964 serviu aos interesses – ideológicos, políticos e empresariais – dos barões da mídia. Com exceção do Última Hora, os principais jornais, revistas, emissoras de TV e rádio participaram da conspiração que derrubou João Goulart. O editorial da Folha de S.Paulo de 17 de fevereiro de 2009, que usou o neologismo “ditabranda” para qualificar a sanguinária ditadura, ajudou a reavivar esta história sinistra – além de resultar num manifesto de repúdio com 8 mil adesões de intelectuais e na perda de mais de 2 mil assinantes. Afinal, não foi apenas a Folha que clamou pelo golpe. Vários livros documentaram a participação ativa da mídia, inclusive listando veículos e jornalistas a serviço dos golpistas [9]. Os editoriais da época escancararam essa postura ilegal.

A mídia e o golpe militar de 1964

Por Altamiro Borges

Segunda-feira, 1º de abril, marca os 49 anos do fatídico golpe civil-militar de 1964. Na época, o imperialismo estadunidense, os latifundiários e parte da burguesia nativa derrubaram o governo democraticamente eleito de João Goulart. Naquela época, a imprensa teve papel destacado nos preparativos do golpe. Na sequência, muitos jornalões continuaram apoiando a ditadura, as suas torturas e assassinatos. Outros engoliram o seu próprio veneno, sofrendo censura e perseguições.

ATO DE SOLIDARIEDADE À REVOLUÇÃO BOLIVARIANA


Internacional| 28/03/2013 | Copyleft 

Nicolás Maduro, o condutor

Quem é este homem robusto de 1,90m, com um bigode negro e espesso, que conduziu em Caracas um ônibus durante mais de sete anos, foi chanceler outros seis anos e agora é candidato à presidência e presidente em exercício da Venezuela?

Nicolás Maduro é um homem robusto de 1,90m, com um bigode negro e espesso, que conduziu em Caracas um ônibus durante mais de sete anos, foi chanceler outros seis anos e agora é candidato à presidência e presidente em exercício da Venezuela. Faz parte da nova geração de lideres latino-americanos que, como o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva ou como o sindicalista cocaleiro Evo Morales, entrou para a política a partir das trincheiras das lutas sociais de oposição.

Maduro é um revolucionário socialista que modificou sua formação ortodoxa original para se unir ao heterodoxo furacão da revolução bolivariana. É um homem de esquerda que chegou ao poder sem abandonar seus princípios. Um colaborador fiel de Hugo Chávez, e que hoje está liderando um dos processos de transformação mais profundos da América Latina.

A política vem no sangue, e ele a respirou desde os seus primeiros dias. Nasceu em 1962, em Caracas, no seio de uma família muito comprometida com a ação pública coletiva. Seu pai foi fundador do partido socialdemocrata “Acción Democrática” (AD) e organizador de uma fracassada greve petroleira contra a ditadura em 1952, que o obrigou a fugir e se esconder.

Em 1967, Maduro assistiu com seus pais aos comícios do Movimento Eleitoral do Povo, divisão da esquerda da AD, e, um ano mais tarde, aos massivos e populares atos de apoio à candidatura de Luis Beltrán Prieto Figueroa. Nessa campanha, Maduro conheceu o mundo da pobreza, das casas de papelão. E, pela primeira vez, falou em público, quando seu pai o colocou em cima de um automóvel com um microfone.

Não obstante a influência paterna, desde muito pequeno teve opiniões políticas próprias. Na quarta série do ensino fundamental defendeu a revolução cubana das críticas das freiras que ensinavam em sua escola. Como punição, foi suspenso da sala de aula durante três dias e condenado a cumprir seu castigo na biblioteca, na realidade, um prêmio para um garoto inquieto que devorava quantos livros tivesse em sua frente.

Longe de “se curar” com o passar do tempo, sua precocidade política aumentou. Com 12 anos de idade e sendo estudante do Liceu, começou a militar, escondido de seus pais, no movimento de Ruptura, estrutura aberta do projeto revolucionário de Douglas Bravo. A efervescência juvenil era o sinal daquela época. A partir de então, participou interruptamente em lutas de bairro, na formação de cineclubes, em movimentos sindicais e em conspirações populares armadas.

Baixista do grupo de rock Enigma, viu muitos jovens de sua geração nos bairros se envolvendo no mundo do dinheiro fácil, da cultura das drogas, tornando-se viciados e alguns sendo assassinados nas guerras de gangues. A experiência o marcou para a vida.

Nicolas Maduro, igual Hugo Chávez, é um grande jogador de beisebol – terceira base –, no entanto, ao contrário do comandante, que era péssimo dançarino, se defende razoavelmente bem na hora de dançar salsa.

A participação em movimentos populares foi sua universidade. Como muitos outros integrantes da sua geração, sua formação intelectual está diretamente associada ao seu envolvimento na luta revolucionária e de massas. Estudou os clássicos do marxismo e analisou e interpretou a realidade venezuelana à luz de seus ensinamentos. Dotado de uma extraordinária capacidade de aprendizagem, foi simultaneamente autodidata e dirigente instruído por anos de participação na política organizada. Até o triunfo do chavismo, sofreu, regularmente, perseguição policial e viveu conforme as ocasiões se apresentavam.

Participou da Organização de Revolucionários e em sua expressão aberta, A Liga Socialista, grupo revolucionário marxista nascido de um desprendimento do Movimento de Esquerda Revolucionária. Seu fundador, Jorge Rodríguez, foi assassinado pelos serviços de inteligência de 1976. Maduro se destacou ali como brilhante organizador e agitador político de massas.

Em 1991, começou a trabalhar no Metrô de Caracas. Afável, comprometido com os interesses dos trabalhadores, carismático, foi eleito por seus companheiros como seu representante sindical. Sua vocação para o sindicalismo democrático e de classes fez com que, com frequência, fosse punido pela empresa. O “Caracazo”, de 1989, conserva na memória o som devastador dos lamentos permanentes, dos pobres nas ruas cujos parentes haviam sido mortos.

Maduro conheceu Hugo Chávez como a maioria dos venezuelanos: o viu na televisão quando este assumiu a responsabilidade pelo levante militar, em 1992. Mais de um ano depois, em 16 de dezembro de 1993, o conheceu pessoalmente na cadeia, junto com um grupo de trabalhadores. O tenente coronel lhe deu o nome clandestino de Verde e o responsabilizou por diversas tarefas conspirativas. Quando Chávez foi solto, em 1994, Maduro focou seu tempo, por completo, na organização do movimento.

Foi presidente encarregado da Assembleia Nacional Constituinte de 1999, que elaborou a nova Constituição. Um ano depois, foi eleito deputado da Assembleia Nacional. Em janeiro de 2006, foi nomeado presidente do Poder Legislativo e poucos meses depois renunciou para ser ministro das Relações Exteriores. Como ministro, foi ator principal, na aposta de construir um mundo multipolar, ao impulsionar a integração latino-americana e construir a paz. De lá para cá, se tornou vice-presidente e, em alguns dias, presidente.

Maduro está casado com a advogada Cilia Flores, nove anos mais velha que ele. Figura relevante do chavismo, ela foi, por méritos próprios, presidente da Assembleia Nacional, vice-presidente do PSUV e procuradora da república. Tem apenas um filho, o flautista Nicolás Ernesto, e um neto.

Escolhido por Hugo Chávez como seu herdeiro político, Nicolás Maduro enfrentará, no próximo, 14 de abril, a prova das urnas. Se sair vitorioso, terá o desafio de ser o novo condutor da revolução bolivariana, resolver problemas como o da insegurança pública e a corrupção, e continuar o legado do comandante, radicalizando enquanto inova.

*Tradução de Carolina Rovai/Revista Fórum