quinta-feira, 30 de abril de 2015

CENAS DE GUERRA NO PARANÁ: PROFESSORES\AS INDEFESOS SÃO MASSACRADOS PELA POLÍCIA FASCISTA (COMANDADA PELO ODIOSO LÍDER COXINHA FRANCISCHINI) DO PLAYBOY TUCANO TRAVESTIDO DE GOVERNADOR, BETO RICHA. ESSE PROJETO DE DITADOR TEM QUE SER IMEDIATAMENTE, AFASTADO DO CARGO QUE OCUPA...E RESPONDER PELOS CRIMES QUE COMETEU CONTRA ESSES HERÓICOS TRABALHADORES. O BRASIL DECENTE PRECISA REPUDIAR E DAR UM BASTA NA ROUBALHEIRA E BRUTALIDADE DESSES TUCANALHAS FASCIGOLPISTAS



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AINDA BEM QUE O NOSSO BRAVO POVO NORDESTINO SALVOU O BRASIL DE CAIR NAS GARRAS DESSES PLAYBOYS.

Policial Civil Lucas Gomes Arcanjo Denuncia Aécio Neves ...

www.youtube.com/watch?v=PhhQ3kEnp2I
11 de out de 2014 - Vídeo enviado por Joan J. Ramírez
Segundo vídeo! https://www.youtube.com/watch?v=ez9YjbZOMlU -Esse cara é um bandido. É um playboy ...

Policial, Lucas Gomes Arcanjo, faz novas revelações sobre ...

www.youtube.com/watch?v=ipL57SC7vjE
20 de out de 2014 - Vídeo enviado por Márcio Rodrigues
O policial civil, Lucas Gomes Arcanjo, faz novas revelações sobre crimes praticados por Aécio Neves ...

Helicoca O helicóptero de 50 milhões de reais 480p ...

www.youtube.com/watch?v=wwZ0Lvtt8A4
11 de out de 2014 - Vídeo enviado por Canal FELIS
Você conhece a história. Em novembro de 2013, 445 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos ...

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 "Beto Richa não tem mais condições de governar"
Em entrevista ao 247, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que acompanhou, da Assembleia Legislativa, o massacre promovido pela Polícia Militar do Paraná contra os professores, que deixou cerca de 200 feridos, afirma que o governador tucano Beto Richa perdeu as condições de governabilidade; "o clima é de indignação absoluta e de revolta no Paraná", afirma Requião; segundo o senador, Richa só se mantém no cargo graças ao apoio da imprensa paranaense e nacional; "como é que chamam de isso de confronto? era um elefante contra uma formiga"; Requião diz ainda que o Paraná foi tomado por uma "quadrilha", que elevou repasses das empresas estatais para acionistas privados, enquanto assalta os professores 

'Richa cometeu crime de responsabilidade e cabe impeachment'

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'Não há muito o que falar: o governador do Paraná pôs em risco as vidas de muitas pessoas, inclusive daquelas que disse que protestavam pacificamente, para, supostamente, repelir um ataque que atribuiu a “infiltrados”', diz Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania; ele defende seu afastamento do cargo: "Richa vai se safar do crime que cometeu em 29 de abril de 2015? Se isso acontecer, será inaugurada uma nova era no país. Uma era de sombra. Um Estado policial e – como disseram recentemente – “medievalesco” terá se instalado no Brasil"


EM NOTA, GOVERNO DO PARANÁ CULPA MANIFESTANTES

    Truculento, Richa recebe repúdio geral da sociedade

    Parlamentares de diferentes partidos, como o senador Roberto Requião (PMDB) e os deputados Jean Wyllys (PSOL) e Jandira Feghali (PCdoB), além do ex-presidente Lula, assim como colunistas de diferentes perfis, como Ricardo Noblat e Juca Kfouri, foram unânimes em detonar o governador do Paraná pela agressão da PM contra professores; Requião defendeu, em entrevista ao 247, que o tucano não tem mais condições de governar; Jean Wyllys pediu "basta"; Noblat o chamou de "líder estúpido"; Jandira observa que seu governo "caminha para um estado autoritário"; o repúdio à agressão que deixou mais de 200 servidores feridos ontem no centro de Curitiba é geral e o Paraná ganha a solidariedade de todo o Brasil

  1. Beto Richa quebrou o Paraná? - Pragmatismo Político

    www.pragmatismopolitico.com.br/.../beto-richa-quebrou-o-parana.html
  2. 19 de fev de 2015 - Há alguns meses, ainda em campanha eleitoral, Beto Richa (PSDB), ..... Este Beto Richa é playboy conhecido por andar de Ferrari, um baita ...
  3. Celso Rocha - REQUIÃO DISSE: BETO RICHA É PLAYBOY ...

    https://pt-br.facebook.com/joicehasselmann/posts/670748986300326
  4. REQUIÃO DISSE: BETO RICHA É PLAYBOY DA MÍDIA! Joice para Requião o governador Beto Richa “é um golpe de marketing, e nada mais. Ele quer ser o ...
  5. Beto Richa - Desciclopédia

    desciclopedia.org/wiki/Beto_Richa
  6. 17 de jan de 2015 - Beto Richa de Micro-Ônibus é um Cavaleiro do Brasil ... o trono da família e agora tenta fazer seu filho Marcello Richa, playboy como o pai, ...
  7. 10 razões para não reeleger Beto Richa | Blog do Tarso

    blogdotarso.com/2014/10/04/10-razoes-para-nao-reeleger-beto-richa/
  8. 4 de out de 2014 - Aécio Neves é um playboy igual ao Beto Richa, que censura blogs igual ao Beto Richa, que faz desastroso choque de gestão igual ao Beto ...

quarta-feira, 29 de abril de 2015

COXINHAS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS: STF DÁ 'UM BASTA!' NO TORQUEMADA PARANAENSE. É INDISCUTÍVEL QUE ESTE ÍCONE SUPREMO DA 'COCHINADA'\PORCADA FASCIGOLPISTA SOFREU UM SÉRIO REVÉS, COM ESSA MEDIDA DA NOSSA MAGNA CORTE.


Por Fernando Brito, do Tijolaço

Nove dirigentes de empreiteiras citadas na Operação Lava-Jato tiveram sua restrição à liberdade convertida em prisão domiciliar, com o uso de tornozeleiras eletrônicas, pelo STF, depois de quase seis meses de reclusão no Paraná.
Não foram soltos, como se apressam a agitar os integrantes da turma do Moro, embora contra só não tenham nem sequer denúncia apresentada pelo Ministério Público e muito menos sentença.
Se é assim, então devemos dizer que Paulo Roberto Costa, aliás já condenado, está solto.
Com direito, aliás, até a jantar em churrascaria, como mostra o Estadão.
A decisão de Teori Zavascki que converteu ao regime domiciliar a prisão preventiva – sem revogá-la – é insuspeita, já que foi seguida por ninguém menos que Gilmar Mendes, que aproveitou o julgamento para mais um de seus tradicionais comícios políticos.
Acabou, ao menos parcial e provisoriamente, o ‘direito da Inquisição” estabelecido por Sérgio Moro, no qual alguém é preso e só sai da cela se confessar e delatar outros.
Isso, claro, se o Dr. Moro conseguir conter seus impulsos e não apelar para alguma chicana jurídica que mande prender ao menos um ou dois dos acusados, só para mostrar seu poder ao Supremo.
Não seria a primeira vez, embora não creia que agora vá acontecer.
Mas regressamos a um mínimo de racionalidade jurídica.
Não é preciso argumentos a favor para demonstrá-lo.
Basta ler os argumentos contrários, cruamente resumido pela dupla de linchadores Diogo Mainardi -Mário Sabino sobre o “baque” sofrido pelo juiz Sergio Moro e a força-tarefa de procuradores.
“a) Ficará mais difícil, se não impossível, obter a delação premiada desses malfeitores, que só voltarão para a prisão em caso de condenação final, com sentenças que, dadas a atual e futura composição do STF, talvez valham o sacrifício do silêncio
b) Foi aberto o precedente para que João Vaccari Neto e os demais meliantes ainda presos não permaneçam em cana preventivamente por muito tempo, o que diminui a pressão para que façam delação premiada
c) Vai se intensificar o processo de moagem do juiz Sergio Moro, por grande parte da imprensa, inclusive a antipetista mas pró-empreita, que o acusará de inépcia.”
Ou seja, o processo de investigação e julgamento não é baseado senão em dois fatores: coação e mídia.
Mais ou menos como há meio milênio, nos tribunais da Inquisição.

Kennedy: ‘STF derruba estratégia de forçar delação’


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"O juiz federal Sérgio Moro e os investigadores do Ministério Público Federal contavam com esse elemento de pressão para forçar acusados a delatar. A prisão preventiva não pode ser usada dessa forma", comenta o jornalista Kennedy Alencar sobre a decisão de mandar nove executivos de
empreiteiras para a prisão domiciliar; segundo ele, o Supremo ajudou a evitar um fracasso futuro na Lava Jato, que poderia resultar em nulidade processual em decorrência de abusos 

Opinião


Colunista

A imparcialidade parcial de Sergio Moro

Chico Vigilante,
Ele age premeditadamente contra o PT. Até o momento nada demonstrou que a prisão preventiva de Vaccari era necessária. A de sua cunhada também. Moro jogou para a platéia. Como de costume
Colunista

A Justiça penal como espetáculo

Juarez Cirino dos Santos,
Podemos visualizar o drama penal: Juiz e Ministério Público têm os papéis principais, a Defesa é um figurante tolerado, o acusado é um bode expiatório de culpas coletivas e a mídia produz o espetáculo para o público

Moro e o prêmio da Globo | Brasil 24/7

www.brasil247.com/pt/247/artigos/.../Moro-e-o-prêmio-da-Globo.htm
22 de mar de 2015 - Em nome do decoro, Moro deveria ter rejeitado o prêmio da Globo ... Como Joaquim Barbosa antes, Moro já se tornou o herói não dos ...
 
Colunista

Barbosa bajula a Globo. É candidato?

Altamiro Borges,
O ex-ministro Joaquim Barbosa não dá ponto sem nó. No midiático julgamento do "mensalão do PT", ele fez uma dobradinha explícita com a emissora
 
''GloBBBo BOYS e a maldição\DESMORALIZAÇÃO do PRÊMIO''...é fantásticoooooooo!
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Um dos mais temíveis representantes da Inquisição foi Tomás de Torquemada, um frade dominicano espanhol. Nomeado como inquisidor pelo papa Inocêncio VIII e prestigiado pela rainha Isabel de Castela, este clérigo promoveu uma feroz caçada contra bígamos, agiotas, judeus, homossexuais, bruxas e hereges. A sua ferrenha atuação acabou fazendo com que a sua fama percorresse os quatro cantos da Espanha e chegasse até aos ouvidos do próprio Vaticano.
Geralmente, baseado em denúncias de fraca sustentação, os investigados eram presos e submetidos a interrogatório nos calabouços da Inquisição. Enquanto os açoitamentos e torturas eram deflagrados, Torquemada passava o tempo sussurrando as suas preces. Segundo alguns documentos, os interrogados tinham as unhas arrancadas, a pele marcada com ferro em brasa e os dedos perfurados. Mulheres acusadas de bruxaria eram despidas para que fossem encontradas tatuagens de símbolos diabólicos.
Ao longo de uma vida toda dedicada a esse tipo de atividade, Torquemada acabou sendo visto com desconfiança pelos dirigentes religiosos da época. Segundo estimativas, através de seus métodos de investigação, cerca de 10 mil pessoas teriam sido condenadas à fogueira. Após ignorar os pedidos de moderação da Igreja, acabou sendo afastado de suas funções. Quatro anos depois, em 1494, acabou morrendo na clausura de um convento na região de Ávila.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

IRRETOCÁVEL ARTIGO DA CONCEITUADA JORNALISTA MARIA INÊS NASSIF...VERDADEIRO RAIO X DOS DESMANDOS LEGAIS DESSE JUIZ DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DO PARANÁ E, DA HISTERIA COLETIVA QUE MOVE A ''COCHINADA''\COXINADA BRASIL AFORA; INCLUSIVE, AQUI EM MORRO DO CHAPÉU E REGIÃO.


 

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da Carta Maior
O golpe de mão do juiz Sérgio Moro contra o PT
O juiz Sérgio Moro é apenas um numa conspiração de classe destinada a criar uma onda de pânico e um clima de histeria contra o PT.
Maria Inês Nassif
Não é banal o movimento que fazem a Justiça e o Ministério Público paranaense para inviabilizar um partido político nacional, o PT, ou qualquer outro que venham a botar no mesmo pacote – de preferência pequenos e ligados ao governo – para fingir que essa decisão não é uma perseguição ao partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que venceu as eleições dos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra, e da presidenta Dilma Rousseff, que ganhou dois pleitos dos tucanos José Serra e Aécio Neves, o último deles o ano passado. Isso faz parte de uma estratégia de intimidação tão assustadora que transfere para o aparelho judicial de um Estado que sequer tem relevância na política nacional as decisões sobre o futuro da política nacional e sobre a legitimidade do voto do eleitor brasileiro; e que dá a uma decisão judicial de primeira instância o direito de proscrever partidos políticos.

Nem nas ditaduras brasileiras isso aconteceu. Os partidos foram proscritos por atos federais. O PCB, por exemplo, foi colocado na ilegalidade em 1927, durante o estado de sítio decretado pelo presidente Epitácio Pessoa. Em 1966, todos os partidos brasileiros foram extintos por um ato institucional da ditadura militar iniciada em março de 1964. Somente em 1946 a Justiça tomou a decisão de tirar uma legenda do quadro partidário, o mesmo PCB, sob o argumento de que ela não professava a democracia. Ainda assim, a decisão partiu de uma instância máxima de Justiça, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O absurdo jurídico de colocar um partido na ilegalidade pode ocorrer se o Ministério Público do Paraná pedir o indiciamento do PT, a pretexto de participação na Operação Lava Jato, e o juiz Sérgio Moro condenar o partido. Segundo matéria publicada pela Folha de S. Paulo, procuradores preparam a originalíssima peça, que respaldaria uma decisão judicial destinada a proscrever o PT. O instrumento da inviabilização do partido seria a aplicação de uma multa próxima dos R$ 200 milhões que um dos delatores da Operação diz que o partido recebeu de propina – e que, sem provas, nas mãos de qualquer procurador ou juiz minimamente neutros, seria apenas uma palavra, a do delator, contra a outra, a do delatado que nega o crime.

Um golpe de mão aplicado pela Justiça no quadro partidário brasileiro é, de fato, a inovação que a pouco neutra justiça paranaense pode legar para o país inteiro. Moro adora inovações, e segue os passos do inovador Joaquim Barbosa que, à frente do chamado Caso Mensalão, no Supremo Tribunal Federal, deixou de ser juiz e agiu como promotor, rasgou a Constituição, negou provas que inocentariam alguns réus e pediu a condenação de outros tantos sem provas, com o beneplácito do plenário da mais alta corte judiciária do país, com o aplauso da imprensa e as loas da oposição.

Todas as licenças poéticas do aparelho judicial paranaense, inclusive esta, vêm sendo amparadas pelos partidos de oposição, acalentada pela mídia conservadora, tolerada pelas instâncias superiores da Justiça e pelos órgãos de controle do Judiciário e do Ministério Público, a exemplo do que aconteceu no Mensalão. A estratégia é a mesma: cria-se um clima político para legitimar desmandos judiciários, e os desmandos do Ministério Público ou da Polícia Federal são sistematicamente legitimados porque vêm respaldados em decisões judiciais. É uma roda-viva onde quem perde é sempre o futuro. Porque, no futuro, sabe-se lá quem vai ser atingido por já legitimados desmandos judiciais que hoje vitimam o PT. A articulação política entre PF, Ministério Público e a Justiça já é um dado, e pode atingir no futuro outros inimigos políticos que forem escolhidos por eles.

O pensador Antonio Gramsci, ligado ao Partido Comunista Italiano, descreveu nos Cadernos do Cárcere as observações sobre o que ocorria naquela Itália convulsionada por uma cega adesão à liderança de Benito Mussolini. Lá pelas tantas, ele tenta entender como se formam as explosões de pânico, a contaminação coletiva por uma ideologia por meio do medo e da formação de sensos comuns – ideias-força sem necessariamente nenhuma racionalidade, mas de fácil aceitação, capazes de comover, envolver ou amedrontar. Os meios de comunicação são fundamentais na criação dessas mudanças culturais muito rápidas.

A teoria gramsciana merece também ser lembrada nesses turvos dias pelo papel que atribui a instituições do Estado, inclusive à Justiça. O Judiciário, segundo ele, é um aparelho ideológico de vocação conservadora, resistente a mudanças – inclusive as definidas pelo jogo democrático.

Como esse artigo não é acadêmico, só tomo a liberdade de citar o pensador rapidamente, na tentativa de entender o momento em que vivo eu, assustada, como outros tantos; e todos nós – alguns com medo, uns irados, outros tantos odientos, numa composição digna de uma arena romana. Nessa trama, é difícil diferenciar os cristãos dos leões.

Desde o Mensalão, Gramsci vai e volta em qualquer tertúlia política pela simples razão de que vivemos no meio de uma onda de comoção, pacientemente criada nos últimos anos, destinada a relativizar uma realidade em que as forças envolvidas em campanhas difamatórias, ações espetaculares, uso da máquina judicial, não conseguiram alterar uma realidade eleitoral, e ocupam os demais aparelhos ideológicos de Estado para consolidar uma hegemonia que se imponha sobre o voto. Tudo o mais – a formação de sensos comuns estapafúrdios, mas simples e claros; o papel da Justiça; o uso dos meios de comunicação na formação de um clima tão denso, tão áspero, tão inóspito, que pode ser apenas cortado com faca afiada – já é passado. Já foi, já produziu efeitos. O clima está criado.

Resta aos democratas tentarem separar o que é espuma, o que é avanço indevido sobre direitos democráticos, do que é efetivamente justo. Essa é uma tarefa que fica muito difícil, porque o clima e o senso comum agem intencionalmente contra. O Brasil tem caminhado por sofismas, e Moro usa deles à perfeição. O clima de histeria criado contra o PT desestimula as pessoas comuns de defenderem governos por elas eleitos, com base no sofisma fincado num senso comum cevado pacientemente nos últimos anos, de que o partido é corrupto, e quem o defende está defendendo a corrupção; de que a Petrobras é de uso do petismo, e o petismo é corrupto, e  por isso a Petrobras tem que ser inviabilizada economicamente; de que os corruptos delatores se tornam heróis se delatam o PT, mesmo não tendo credibilidade pessoal nem provas; que a Justiça, para eliminar um partido político, pode usar de que instrumento for, mesmo ao arrepio da lei, para prender e intimidar.

É tão irracional a “sofismação” da realidade e a consolidação de sensos comuns que é difícil entender por que, de repente, as pessoas tenham escolhido se destituir do direito à inteligência. Cair na armadilha dos sensos comuns criados pelo ódio impede a visão do óbvio. O tesoureiro do PT, João Vaccari, foi preso pelo juiz Moro porque arrecadou dinheiro legal para o PT, vindo de empresas implicadas na Operação Lava Jato. As empreiteiras que encheram os cofres do partido de dinheiro doaram igualmente para partidos de oposição, na mesma proporção. O raciocínio do juiz – segundo o qual dinheiro vindo de empresas fornecedoras da Petrobras, mesmo legal, transforma-se em crime porque foram conspurcados pela ação dessas empresas nas operações com a estatal – não vale para os outros. Não existe a mínima neutralidade nessa decisão.

A insanidade dos argumentos destinados a inibir a defesa do PT é outra coisa própria desse clima, a prova de que o país surfa na crista da onda de comoção. Por dois anos, desde a condenação de petistas no processo do Mensalão, criou-se um clima coletivo de ridicularização ou de raiva daqueles que ponderaram contra a ilegalidade de várias das decisões e condenações feitas pelo Supremo. O julgamento do Mensalão é uma mácula que a Suprema Corte brasileira demorará a se livrar. E a defesa que pessoas fizeram dos juízes que julgaram para atender o público e a mídia é uma mácula que a democracia brasileira terá de lidar daqui para a frente.

O juiz Moro, aquele do Paraná, ganhou um lugar na história do grupo político a que serve. Para a história do futuro, não terá deixado nenhuma contribuição jurídica, pelo simples fato de que rasgou a Constituição. A mídia tradicional, que ajudou a construir o clima duro que pesa sobre as nossas cabeças, deixará para o futuro a história de reconstrução do udenismo – um futuro em que poucos de seus veículos terão sobrevivido à hecatombe dos tempos modernos. A oposição partidária, pouquíssimo orgânica, será história, dificilmente futuro. E provavelmente isso também ocorrerá com as forças políticas levadas por essa onda de insanidade.

Isso, sim, será uma crise política com efeitos semelhantes ao de um tsunami.

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PML: caso Marice põe em xeque prisão de Vaccari
"A presença da cunhada na denúncia era uma tentativa de dar materialidade à visão de que João Vaccari Neto residia no centro de um universo de propinas e verbas clandestinas que não só ajudavam alimentar os cofres do PT, mas também enriqueciam a família", lembra o jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; segundo ele, quando as provas contra Marice Corrêa Lima se desfazem, é razoável perguntar por que o próprio ex-tesoureiro do PT continua preso; "imagem errada da cunhada de Vaccari simboliza uma investigação feita sem isenção, onde os suspeitos só podem confessar, delatar ou apodrecer", diz ele

 Colunista

Moro deve ser afastado da Lava Jato após farsa contra cunhada de Vaccari

Eduardo Guimarães,
O mínimo que se espera das autoridades é que procedam com responsabilidade e critério. Do juiz que conduz as investigações, muito mais. Deste, espera-se absoluta isenção, serenidade e paciência. Por isso se chama juiz, não promotor

Colunista

O isolamento de Aécio Neves

Pedro Uczai,
Tancredo Neves, avô de Aécio Neves, ao qual ensinou os primeiros passos na política, se vivo, talvez não reconhecesse o neto ao vê-lo numa obsessiva cruzada por um golpe contra a Presidenta Dilma
 
VCS QUEREM SE CAGAR DE RIR....?

Marcha contra Dilma sai de SP com menos de 30 pessoas

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 ''A MARCHA DAS BALEIAS...ÊSSES COXINHAS; SÃO CASOS DE PSIQUIATRIA MESMO. ÔH LÔKO MEU, SÃO PAULO PRODUZ CADA DESMIOLADO...INACREDITÁVEL!
A marcha do Movimento Brasil Livre até Brasília para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff começou com 28 pessoas em São Paulo, nesta sexta (24); os organizadores da chamada “marcha pela liberdade” esperam chegar na capital federal no dia 27 de maio; eles partiram da praça Panamericana, na zona oeste da cidade, às 13h, e pegaram a rodovia dos Bandeirantes, acompanhados por um número similar de policiais; integrantes do movimento afirmam que já esperam adesão pequena