quinta-feira, 14 de abril de 2016

AS RATAZANAS ESTÃO CHEGANDO. À LUTA COMPANHEIROS\AS! NÃO HAVERÁ PACTO COM OS GOLPISTAS!

Revisita à carta de Temer.

cartarevisita
Há apenas quatro meses, Michel Temer escreveu uma carta marota a Dilma Rousseff, a qual mandou vazar na imprensa.
Finório, não rompia, mas despejava queixumes e auto-elogios.
Como, em seu afetado latinismo, abria a carta com  um verba volant, scripta manent (as palavras se esvaem, o escrito permanece), e justo que se revisite o texto, comentando o que estes quatro meses revelaram.
Senhora Presidente,
“Verba volant, scripta manent” (As palavras voam, os escritos permanecem)
Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio.
Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.
Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.
(Ah, Temer, olha que vergonha. Você – você, porque um sujeito do seu tipo não merece tratamento cerimonioso – pensa que é possível alguém ler isso e não dar uma risada? Que lealdade você poderia alardear? )
Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. (Aquele livrinho que você quer emendar á mão, não é?)Sei quais são as funções do Vice. (Conspirar?)À minha natural discrição (Ô!)conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.
Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo. (Desconfiança sem nenhuma razão de ser, não é? O PMDB é mais fiel que cachorro de mendigo, que partilha e sofre a dificuldades dele, certo?)
Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice.(Como as pesquisas mostram, Michel Temer é um grande líder popular, com seus 2% de intenção de voto)
Tenho mantido a unidade do PMDB (!!!!)apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. (Pausa para gargalhar, lembrando das pautas-bomba tocadas por Eduardo Cunha)Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo.
Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.
1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.(Resolveu todas!)
2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.
3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.(Perguntem a um carioca o que é ter Moreira Franco como pupilo!)
4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas “desfeitas”, culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta “conspiração”.(e não faz?)
5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha (eu e o Padilha, que só não é uma rima porque o Código Penal exige três ou mais), aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.
6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai ( seu aliado) para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.
7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. (Mas quem o dividiu, Temer?)O Palácio resolveu difundir e criticar.
8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden – com quem construí boa amizade (” hey, my chap”) – sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da “espionagem” americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança;
9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa.
10. Até o programa “Uma Ponte para o Futuro”, aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal. (Mas porque você não discutiu com a outra maior, e muito maior, autoridade do país)
11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso (!!) silencio (!!!!!!) com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária (estimulando a destituição do líder da bancada).
Passados estes momentos críticos (agora, sim, sinceridade: passado com o impeachment, não é?), tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.
Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. (Deveria, Temer, deveria?) Lamento, mas esta é a minha convicção (você não tem convicção, só ambição).
Respeitosamente, Michel Temer.
Sinceramente, Temer, vou me poupar de comentar este “respeitosamente”, está bem. Porque cabem tantas palavras aí…Por  exemplo: cinicamente, dissimuladamente, rancorosamente, despeitadamente, cavilosamente, desavergonhadamente…
Ou, talvez, aquela que mais perfeitamente traduza o sentido…
Canalhamente…

Nassif, acreditar em pacto com golpistas é ilusão.

Não há mais espaço para arranjos, acertos, acordos e acenos. Esses golpistas, traidores da Constituição e da Pátria, cruzaram o Rubicão lá atrás. Não tem mais volta. Já provaram infinitas vezes que não são confiáveis. Farei uma pergunta direta: você, Luis Nassif, aceitaria fazer acordo com quem o chama de filho da puta, ladrão e corno dia e noite durante mais de uma década? Aceitaria um pacto com quem persegue diuturnamente a sua família e os seus amigos mais próximos durante anos a fio? É óbvio que não. Só se fosse doido de pedra. Os golpistas já provaram que não servem para nada. Servem apenas para estuprar coletivamente a Constituição e o País. Seguidas vezes. E das maneiras mais vis e sórdidas imagináveis. Você, Luís Nassif, aceitaria fazer acordo com quem torturou (e tortura) o direito e a justiça? Claro que não.
Então, por que cargas d'água, você acha que seria viável essa sua sugestão de um pacto entre o governo e os golpistas? Um pacto que, fatalmente, seria no estilo "troca, mas eu não troco", em referência ao proverbial "troca-troca". Neste caso, o governo entraria com o coz, e os golpistas, com a pisca.
Que raio de pacto é possível esperar com gente como Aécio Neves, FHC, Eduardo Cunha, José Serra, Jair Bolsonaro, Rodrigo Janot, Gilmar Mendes, Geraldo Alckmin, Sérgio Moro, etc.?
Só se for do tipo "troca, mas eu não troco". O governo chuta Lula para escanteio, e os golpistas continuam livres para assaltar o País e fazer terra arrasada de tudo até 2018. É isso?
Sinceramente, não há mais espaço para pactos. Isso ficou patente na AP470, quando os golpistas deram uma tacada ousada e saíram no lucro. Muito por conta da ingenuidade do PT de acreditar que a justiça seria feita no STF. Não foi. Sobrou uma militância PUTA DA VIDA, mas que, a muito contragosto, foi forçada a aceitar o resultado, pois "era o Supremo". Ora, grandes bostas! O STF é um tribunal essencialmente político. Agirá a seu critério, sem absolutamente se importar com noções como isonomia, legalidade e justiça. Quer prova maior disso, do que a violação da Constituição pelo próprio STF, há pouco mais de um mês, ao acabar com o princípio da presunção da inocência? Aqui e ali, pode haver uma voz legalista, como a do conservador MAM. Mas, no mais das vezes, fala alto o que há de mais podre em termos de política (Gilmar Mendes) ou a vaidade pura e simples (Celso de Mello) - para não se falar daqueles com telhado de vidro (Dias Toffoli).
Como escrevi em outro lugar, não há mais espaço no Brasil para uma elite carcomida e golpista, por um lado, e, por outro lado, os interesses da maioria expressiva da nação, que sempre foi hipossuficiente em termos materiais, sociais e jurídicos. Não há mais margem de manobra. Não há mais como contemporizar. É impossível, neste momento, deixarmos de lembrar do exemplo de Neville Chamberlain. Como apaziguar o que não pode ser apaziguado? Sim, porque o golpismo declarado e descarado dessa gente não tem solução outra que não a cadeia, o cadafalso ou a baioneta. Se não fizermos isso, estaremos fadados a, mais uma vez, replantarmos as sementes do próximo golpe (ou tentativa de golpe), caso o golpe de 2016 seja rechaçado.
Não podemos repetir os erros que cometemos durante o atual período democrático, quando deixamos livres, leves e soltos - muitas vezes, chegando até a premiar - os golpistas e torturadores da ditadura de 1964-1985. Desta vez, os golpistas (todos eles, sem exceção: mídia, judiciário e legislativo) deverão pagar - E CARO - pela ousadia de atentarem contra a Constituição e a Pátria. Caso os golpistas de 2016 não sejam severamente punidos, não haverá como evitar novas tentativas de amotinamento no futuro próximo.
PARA GOLPISTAS, SÓ CADEIA, CADAFALSO OU BAIONETA!

Ou o Brasil acaba com o PIG, ou o PIG acaba com o Brasil - LULA 2018!
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