quinta-feira, 29 de junho de 2017

A GOLPEADA JOVEM DEMOCRACIA BRASILEIRA PERDE UM DOS SEUS MAIORES DEFENSORES: O GRANDE PATRIOTA PAULO NOGUEIRA SERÁ SEMPRE LEMBRADO POR TODOS NÓS QUE LUTAMOS POR UM PAÍS MAIS JUSTO E CIVILIZADO. QUE A PAZ INFINITA SEJA O DESTINO DA TUA ALMA, COMPANHEIRO PAULO...A TUA LUTA POR UM BRASIL MELHOR NÃO FOI EM VÃO E SERÁ SEMPRE LEMBRADA!


247 – O jornalista Paulo Nogueira, criador e editor do Diário do Centro do Mundo, partiu precocemente na noite de ontem, aos 61 anos. Paulo morreu em casa, ao lado de familiares e amigos, depois de lutar durante vários meses contra um câncer. Sua partida é uma grande perda para o jornalismo brasileiro, num dos momentos mais delicados da história nacional. Ao lado do irmão Francisco "Kiko" Nogueira, e de outros talentos, como Joaquim de Carvalho e Pedro Zambarda, Paulo fez do DCM uma das principais trincheiras democráticas do Brasil.
Antes de se tornar um empreendedor digital, Paulo construiu uma das mais sólidas carreiras da imprensa brasileira. Dirigiu Exame, na Editora Abril, e todas as revistas da Editora Globo. Um de seus projetos era escrever um livro contanto sua trajetória na imprensa brasileira, em que conviveu de perto com grandes jornalistas – e também com os patrões. Ou seja: Paulo conhecia os meandros e os bastidores do métier.
Mais do que um grande editor, Paulo era também dono de um dos melhores textos da imprensa brasileira. Um dos raros jornalistas que pensavam para escrever e faziam pensar com o que escreviam. Filho do também jornalista Emir Nogueira, amante da língua portuguesa e ex-editorialista da Folha, Paulo deixa uma lição para os jovens repórteres. Não basta contar uma boa história. É preciso contá-la bem, com estilo, com humor, com precisão.
No momento em que o Brasil se vê rebaixado diante do mundo e dos próprios brasileiros, Paulo fará muita falta. Que descanse em paz e que seus parentes e amigos encontrem a paz de espírito para tocar o barco do DCM, agora sob o comando do também muito talentoso Kiko Nogueira

Dilma lamenta a morte de Paulo Nogueira

O Conversa Afiada concorda: o Brasil perde muito!
publicado 30/06/2017
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Paulo Nogueira, a luz que vinha do centro do mundo! (Reprodução: VisãoOeste)
Via Dilma.com.br:

Nota de pesar

O jornalismo e a democracia brasileira perdem um grande militante e lutador. A morte de Paulo Nogueira, fundador e editor do Diário do Centro do Mundo, ocorre num momento triste da nossa história.

Seu site tem sido uma trincheira de defesa do jornalismo honesto e uma peça importante da resistência democrática. Paulo foi um jornalista de grande força e perseverança. Um batalhador que acreditou na causa dos justos e na luta por um país menos desigual.

O Brasil perde muito.

Meus sentimentos profundos de pesar ao irmão dele, Kiko Nogueira, à esposa e aos filhos Emir, Pedro, Camila e Fernando.

Dilma Rousseff


Paulo Nogueira (1956 – 2017)



Paulo

Paulo Nogueira morreu na noite de 29 de junho. Tinha 61 anos.
Estava com câncer. Depois de uma batalha de dez meses, finalmente descansou.
Paulo está vivo.
Paulo está em seus filhos: meus sobrinhos Emir, Pedro, Camila e Fernando. Paulo está em minhas cunhadas Erika e Luísa.
Está nos seus irmãos Mari, Zé, Kika e eu. Nos seus sobrinhos e sobrinhas. Na minha tia Maria Ely. Nos amigos, como Sergio Berezovsky, Caco de Paula, Bia Parreiras e tantos outros que peço desculpas por não citar nesse momento.
Está em mim e em você.
Está em seu trabalho e em seu legado enorme e generoso.
Ele fez de tudo no jornalismo. Foi repórter, editor, diretor de redação, superintendente. A maior parte da carreira na Editora Abril, outra parte na Editora Globo, os anos mais recentes neste Diário do Centro do Mundo.
Um dos maiores jornalistas do Brasil, passou pela Veja, foi editor da Veja São Paulo, reinventou a Exame.
Deixou sua marca em cada uma delas. A vibração, a provocação, o apuro, a preocupação com a excelência. Inventou projetos, antecipava tendências.
Nunca foi santo. Era duro. Era também de uma paciência infinita. Fez companheiros para a vida toda nas redações e revelou talentos. Fez inimigos, também, como todo grande homem.
Ensinou, ensinou, ensinou.
O DCM era seu projeto preferido. Ele mesmo falava do privilégio de poder exercer o ofício depois dos 50. Poderia ter tido uma aposentadoria tranquila, jogando tênis e pôquer às margens do Tâmisa.
Preferiu combater o bom combate, com a mesma paixão de sempre. Em 2012, comemorávamos quando conseguíamos alcançar 20 mil leitores num dia. Hoje são 500 mil.
O Paulo tinha uma visão e a perseguia com a mesma obstinação que tinha jogando futebol (um dia eu conto do gol mais bonito que ele fez. Um dia eu faço isso, quando não me doer tanto).
A utopia do Brasil escandinavo foi a bússola do DCM. Continuará sendo.
Uma vida intensa, um homem que fez tudo à sua maneira. Nasceu e morreu no mesmo quarto na casa dos nossos pais, no Jardim Previdência.
Como ele queria.
O Paulo vive. Obrigado, meu irmão.
***
Aos amigos que quiserem prestar a última homenagem ao Paulo, seu corpo será velado no Cemitério Gethsêmani do Morumbi nesta sexta, 30, das 10h às 15h. Praça da Ressurreição, número 1.

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