sábado, 15 de dezembro de 2018

Você já ouviu falar ''do PRÍNCIPE" ou de um tal PRÍNCIPE que viveu em nossa histórica Vila do VENTURA? Por ocasião da aproximação do centenário da morte do MAIOR E MAIS AMADO CORONEL do interior da Bahia o Blog MNSC passará a publicar a desconhecida história desse enigmático personagem, contemporâneo do GRANDE CORONEL. E por falar no Coronel Dias Coelho, não podemos deixar de mencionar a controvérsia - sobre a magistral obra de Dantinhas - envolvendo o medíocre, invejoso e venenoso pseudopesquisador LAURO ADOLFO SILVA DOURADO, reencarnação contemporânea dos odiados MÉMÉS...seus distantes parentes daqui de Morro do Chapéu. Os meios acadêmicos locais e regionais estão revoltados com sua clara DESONESTIDADE INTELECTUAL e, são unânimes na condenação aos ataques gratuitos que esse 'estoriador' charlatão\ pseudo-historiador vem postando - nas redes sociais - contra a obra do citado autor, no intuito de denegrir e apagar o LEGADO HISTÓRICO desse que foi sem nenhuma sombra de dúvida o MAIOR E MELHOR LÍDER que a Chapada Diamantina já conheceu. Recentemente - como é de conhecimento público - o admirado e respeitado pesquisador ANTONIO BARRETO DANTAS JUNIOR (Dantinhas) publicou a 2a edição do seu 'best seller' O DIAMANTE NEGRO que retrata a vida e obra do famoso Coronel FRANCISCO DIAS COELHO...e, foi isso que provocou a cólera desse folclórico septuagenário fascista. Pois é caros leitores\as, o sucesso do lançamento da opus de Dantinhas foi a gota d'água que tirou da hibernação forçada o BOÇALNARISTA eterno aspirante a historiador Lauro Adolfo Silva Dourado...cuja DOR DE COTOVELO contra a ACLAMADA obra e seu autor DANTINHAS o fez reemerger furioso do ostracismo a que foi condenado nesses últimos anos. O nosso co-editor André Cunha Menezes foi mais uma vez requisitado par DAR UM CHEGA PRÁ LÁ no embusteiro. NÃO PERCAM!...porque o EMBATE entre ambos promete, vai dar muito o que falar.

LA BELLE ÉPOQUE
Por André Cunha Menezes
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A BELA ÉPOCA foi um período de otimismo, de muita criação artística...e de aventuras também. Começou no fim do século XIX e terminou no começo da Primeira Guerra Mundial de 1914. A Europa, o Brasil, a Bahia e obviamente Morro do Chapéu viveram profundas transformações...é nesse contexto que o VENTURA e seu BENFEITOR-MOR Francisco Dias Coelho aparecem para mudar a nossa história para sempre.
As transformações sociais que vivemos hoje aqui em Morro do Chapéu é em parte a concretização das ideias visionárias do GRANDE CORONEL...tão bem retratado na obra do Brilhante Dantinhas.  
Não podemos AINDA falar em RENASCENÇA porém, é inegável que desde a chegada do ETERNO Presidente LULA ao Poder MORRO DO CHAPÉU ressurgiu das cinzas como o mítico pássaro FÊNIX...a prova é essa REVOLUÇÃO CULTURAL em que vivemos presentemente cuja locomotiva é a família DANTAS.
As mudanças revolucionárias - introduzidas pelas Forças Progressistas que até pouco tempo governavam o país -  em que vivemos presentemente são amplas e vão além da Educação e Cultura...abrangem hábitos e costumes também. Hoje Morro do Chapéu é uma cidade relativamente civilizada e livre - apesar de uma meia-dúzia de Brucutus BOÇAISNAZISTAS que persistem vivendo na idade da pedra. A QUEDA DO DITADOR ZÉ CARAMUJO, O Movimento EMPODERA MORRO, o Movimento LGBT, o Blog MNSC e outros Movimentos Sociais antifascistas são a prova que evoluímos e já não aceitamos o Medievalismo que reinou absoluto até recentemente. 
Voltando ao tópico que inspirou-me essa crônica....abaixo segue a prova da importância histórica do VENTURA, do Coronel DIAS COELHO e da Bahia no final do século XIX e começo do século XX.

 Selo comemorativoBAHIA 1908

Em 1908, após alguns anos pesquisando doenças tropicais, PIRAJÁ DA SILVA descobriu e realizou a completa descrição do Schistosoma mansoni, o parasita que provoca a esquistossomose intestinal. Esse trabalho foi publicado, no mesmo ano, no periódico francês Archives de Parasitologie, com o título La Schistosomose à Bahia. Nessa época, Pirajá da Silva fazia suas pesquisas no antigo Instituto Clínico do Hospital Santa Izabel, em Salvador, pois este era, então, o hospital escola da Faculdade de Medicina da Bahia.

No mesmo tempo cronológico surgem três personagens que direta

ou indiretamente estão vinculadas à GLORIOSA história do nosso

solo natal : PADRE CÍCERO ROMÃO, DR. FLORO BARTOLOMEU DA COSTA E ADOLFO VAN DEN BRULE...

A CHEGADA - Em princípio de maio de 1908 (01), dois homens montados a cavalos e puxando duas burras, carregadas com apetrechos, sob um sol escaldante, cruzaram as ruas empoeiradas de Juazeiro e pediram informações sobre onde morava o padre Cícero. Um chamava-se Floro Bartolomeu da Costa e o outro Adolfo Van den Brule. Diferentemente da maioria dos emigrantes em busca dos milagres ocorridos na cidade, os dois forasteiros vinham com o objetivo declarado de explorar as “minas de cobre do Coxá”, pertencentes ao sacerdote, localizadas na cidade de Aurora. O primeiro era um médico baiano e o segundo, um francês, engenheiro de minas, intitulado de Conde. Este fixou-se na cidade definitivamente, constituiu família e se tornou amigo íntimo do sacerdote. Já o doutor Floro, de simples ádvena, com o correr dos anos, transformou-se no comandante dos destinos políticos da cidade por quase duas décadas consecutivas.
Nascido em Salvador, Bahia, a 17 de agosto de 1876, sendo filho legítimo de Virgilio Bartolomeu da Costa e de dona Maria Josefina da Costa de Jesus Batista (02), recém-formado em medicina, clinicou em Patamuté, município de Capim Grosso e depois em Vila Ventura, distrito de Morro do Chapéu. Foi no primeiro povoado que conheceu o conde Adolfo Van den Brulle, do qual se tornou sócio na exploração do garimpo local. O êxodo da dupla para o sul cearense não foi única e exclusivamente o intuito de explorar as minas do Coxá, porquanto seria trocar o certo pelo duvidoso. Há indícios que o motivo tenha sido a fuga da justiça ou o medo da vingança, em razão de um assassinato praticado pelo doutor na cidade baiana. Há duas versões sobre o a motivação do delito praticado. Em uma, Floro Bartolomeu se defende, alegando legítima defesa ao ser agredido por um garimpeiro; noutra fala-se em crime passional, posto ter o médico se apaixonado pela primeira esposa do conde, dona Albertina e tendo, por essa razão, morto um Don Juan local que cortejava a condessa. (03)
O primeiro encontro entre o padre Cícero com os dois recém-chegados teve um caráter estritamente comercial no tocante à exploração das minas do Coxá, grande parte pertencente ao sacerdote. Embora exercendo a medicina, Floro era advogado provisionado e orientou ao reverendo sobre a necessidade da demarcação judicial com o intuito de assegurar legalmente a posse da terra. Coube aos visitantes essa incumbência. Nascia um forte vínculo de amizade entre o padre Cícero e doutor Floro que duraria quase vinte anos. Foi a união perfeita de duas pessoas que se completavam. Um era a luva; o outro, a mão.
JUAZEIRO do Padim Padre Cícero
O padre Cícero foi muito além de um simples anfitrião para o doutor Floro: foi o pai que recebe de braços abertos o filho pródigo. Deu-lhe casa, comida e emprego. Afagou-lhe o ego a tal ponto de mandar fazer calça e paletó de linho e presentear, de surpresa, ao médico que usava uma só vestimenta rota e velha.
Por seu lado, Floro que havia saído de sua terra natal no mínimo em situação embaraçosa, encontrou em Juazeiro a boa semente para seus sonhos. Em troca da receptividade, defendeu com unhas e dentes através do jornal o Rebate, as críticas deferidas pelo bispo interino D. Manuel Lopes, quando em visita ao Crato, dirigidas ao povo de Juazeiro.
Abraçou ao lado do padre Alencar Peixoto, José André de Figueiredo, major Joaquim Bezerra de Menezes, José Marrocos e outros a causa da independência administrativa do distrito em relação a Crato.
Sua residência tornou-se ponto de encontro de políticos e pessoas da alta sociedade juazeirense. Lá eram realizados saraus literários com leitura de poesias e músicas. Os serões varavam a madrugada onde a boa prosa e piadas divertiam os participantes.
Tratando as pessoas com delicadeza e atenção, logo despertou a confiança de todos, a ponto de tornar-se padrinho de “São João” de muitos garotos da cidade. É bom realçar que na cultura nordestina daquela época existiam dois tipos de batismo: na pia batismal e na “fogueira de São João”, ambos com relevante expressão social. Se cabia ao Padre Cícero ser o padrinho oficial com aspersão de água, era do doutor a preferência sobre a labareda de fogo. O compadrio era levado a sério criando forte vínculo entre as partes envolvidas. (04)
Tornou-se de imediato o médico particular do padre Cícero e abriu uma farmácia na rua São Pedro denominada “Ambulância de Dr.Floro”, local onde fazia pequenas cirurgias e receitava gratuitamente as pessoas desvalidas de recursos. (05) Pouco a pouco doutor Floro foi consolidando sua imagem de homem prestativo, caridoso, amigo incondicional do padre Cícero e defensor da cidade.

AGUARDEM A CONTINUAÇÃO...

3 comentários:

Anônimo disse...

Gostei muito da matéria é bastante informativa e seu valor histórico é inestimável. Eu notei que nem na tese do Professor Moisés nem no livro de Dantinhas se faz nenhuma menção à passagem desse tal Príncipe e do Dr Floro pelo Ventura. Eu me lembro já ter ouvido dos mais velhos que é verdadeira essa afirmação de que o Ventura já teve entre seus residentes um 'príncipe' e, até uma espécie de Consulado Francês que cuidava dos interesses daquele país. Essa afirmação não é absurda ou inconcebível até porque o Coronel Dias Coelho mantinha vínculos comerciais e culturais com a Europa, principalmente, com a própria França de onde se especula imigrou o tal príncipe aventureiro. Pelo que eu entendi da reportagem, o príncipe não era príncipe coisa nenhuma; era apenas um aristocrata com o título de CONDE. Se ele ou outros eram príncipes ou condes não importa, o que importa é que a nossa terra natal já foi A TERRA PROMETIDA, um ELDORADO que atraiu pessoas de todos os cantos da terra, como também, de todas as classes sociais; até 'príncipes'. Que o nosso passado glorioso nos sirva de lição para o presente e de inspiração para o futuro.

Dijango disse...

VAMOS FALAR DE POLÍTICA DAQUI DE MORRO DO CHAPEU AONDE É QUE ANDA BETO, DOCA E CUINHA QUE NINGUÉM ESCUTA MAIS OS NOMES DESSES HOMI

RENAN DE PRIQUITINHO disse...

Desde que o véi saruê levou um pé na bunda nas eleições os puxa-sacos e os fakes pagos para atacar Léo meteram o rabinho entre as pernas e não dão mais um pio. Agora a torneira fechou nem saruê nem a juju querem continuar pagando essa turma de mala sem alça que não deu resultado para reeleger o saruê. De vez em quando a juju posta uma foto comendo galinha caipira nunca na casa dela mas sempre na casa de algum abestalhado no interior do município que não se importa em encher o bucho desses puxa-sacos.