quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

REVOLTANTE E INACEITÁVEL! A nossa Carta Magna foi rasgada e pisoteada...o Estado de Direito não existe mais. Até quando vamos aceitar passivamente tantos abusos e crueldades...o que fez o ETERNO PRESIDENTE LULA para merecer tamanho calvário? Espero que esteja próximo o dia em que o nosso sofrido povo se farte de tanto abuso e escárnio. É humilhante e revoltante ver o sofrimento do nosso povo...de Brumadinho à injustiça que cometeram e cuntinuam cometendo contra o Presidente Lula E NADA PODER FAZER . Nunca é demasiado repetir essa famosa frase atribuida ao Herói MARTIN LUTHER KING: ''O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons''. Eu tenho esperança que um dia todos esses miseráveis terão que prestar conta à nação por todo esse inferno em que nos mergulharam.

O pior homem que já pisou neste país, por Fernando Horta



Foto Leonardo Benassatto/Reuters


O pior homem que já pisou neste país, por Fernando Horta

Na década de 50, nos EUA, no auge das perseguições políticas do Macarthismo, os “condenados” por suas posições políticas eram colocados nas mesmas prisões que os piores criminosos daquele país. Estupradores, assassinos, e criminosos cuja imaginação comum apenas tangencia seus feitos eram mandados para prisões de “segurança máxima” e conviviam lado a lado com professores, trabalhadores e mesmo advogados que eram “julgados” comunistas.
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2 horas atrás - escreve o colunista Calros D'Incao; "Lula, para essa casta social - que ... espécie que existe nesse planeta: ele é o pobre que quis ser gente.

A bibliografia sobre o período está recheada de casos neste sentido. Um condenado a prisão perpétua por crimes de assassinato e estupro, por exemplo, ao receber a visita da mãe ouviu dela um inusitado conselho: “Não se misture com aquela gente”. “Aquela gente”, nas palavras da mãe do apenado, eram os “comunistas”. Pessoas cujo único “crime” era pensar um mundo diferente, econômica e socialmente mais justo. “Aquela gente”, aos olhos da matriarca do apenado, estava abaixo, na escala de pecados, de seu filho que havia matado e estuprado várias pessoas.

A postura desta senhora, nos anos 50, não era um caso isolado. De fato, o macarthismo, através de uma campanha midiática e mentirosa, transformava seus alvos em indivíduos que as massas conservadoras julgavam não deveriam ter o direito sequer de respirar. A bestialidade chegava a tal ponto que não são poucos os casos de linchamento de pessoas nos EUA “suspeitos” de ligação com o comunismo. A violência das massas, legitimadas pela campanha de ódio, não se restringia apenas a comunistas, mas, como mostram os casos de Emmett Louis Till e Harry Hay, a questão racial e de sexualidade também atraíam o ódio e o desprezo.

“Comunista” era ligado narrativamente ao “negro vagabundo e ladino” e ao “homossexual depravado”.

Em 1953, num dos primeiros atos de seu governo, Eisenhower assinou uma lei que bania do serviço público norte-americano pessoas com “condutas sexuais pervertidas”. A designação de Eisenhower durou por quase 20 anos.

Comunistas, negros e homossexuais eram os piores dentre todos os que tinham pisado na Terra. A eles não era permitido que pensassem, que vivessem, que trabalhassem ... A presença da URSS evitou que muitas destas pessoas fossem sumariamente mortas, porque a propaganda seria péssima para o “mundo livre”, como os EUA faziam questão de serem chamados.

Suzanne von Richtofen foi condenada por manda matar os pais para ficar com a herança. Ela e os executores do crime (os irmãos Cravinhos) foram condenados a 39 anos e seis meses de reclusão. Suzanne tem garantidas as saídas da cadeia no Natal e até mesmo no dia dos Pais. Os irmãos Cravinhos, também são receptores da letra da lei e saem da cadeia no dia das mães além de darem entrevistas a jornais e televisões.

O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado por ser o mandante do assassinato e destruição do corpo da mãe de seu filho, Elisa Samudio. Bruno, em conluio com comparsas, teria não apenas matado Elisa, mas dado seu corpo despedaçado para cães comerem. Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão. Durante os mais de seis anos que esteve preso, tanto Bruno, quanto seu cúmplice imediato “Macarrão” tiveram seus direitos respeitados quanto à “saída temporária” e até quanto a serem colocados em “regime semi-aberto”.

Numa república, a lei deve ser cumprida e parece que tanto Bruno, quando Suzanne, a despeito do quanto achemos selvagens seus crimes, tiveram respeitada sua humanidade. Humanidade que não lhes é dada (ou retirada) em função de seus comportamentos, mas que é – desde o século XVIII – a base do que se chama de “liberalismo político”. O homem tem direitos naturais que lhe assistem, indiferente ao que possa fazer ou pensar em vida. A base da sociedade contemporânea ocidental é o respeito inalienável a tais direitos como a vida, a inviolabilidade do corpo, à liberdade de pensamento e à propriedade privada.

Contudo, um homem que vive entre nós está na condição de ser o pior dos homens que já pisaram a Terra desde Adão e Eva. Segundo as duas juízas-carcereiras, colocadas para vigiar as portas da prisão do “mal encarnado”, este homem não merece sequer o custo das grades que lhe confinam ou da comida que come. Desrespeitar os direitos de alguém é dizer aberta e claramente que este sujeito não tem humanidade. Carolina Lebbos e Gabriela Hardt decidiram, entre turnos, manter “o pior homem entre nós” trancafiado sem poder sequer comparecer ao velório de seu irmão.

Para o judiciário brasileiro, que tem em Moro o símbolo-esperança e modelo de ação, Luís Inácio Lula da Silva está abaixo, na escala dos pecados, do que Bruno ou Suzanne. Lula está abaixo de Carlinhos Cachoeira, de Pimenta Neves (que em 2000 assassinou a esposa), dos irmãos Cravinhos, de Guilherme de Pádua (assassino de Gabriela Perez), entre outros.

O que fez o “pior dos homens” para merecer este tratamento? Quais crimes cometeu? Certamente crimes de imoralidade e desumanidade absolutas, que indicariam uma repulsa social acima de qualquer argumentação razoável. Que poderes tem este indivíduo, que deve ser proibido visitas, entrevistas e falas à imprensa? Que maldade e pecados encerra o homem a quem o judiciário brasileiro não permite sequer o cumprimento das suas próprias leis?

Lula foi condenado a 12 e um mês de prisão. Não há uma conta com dinheiro ilícito em seu nome. Não há um imóvel, carro, lancha, avião, iate ou joia que tenha sido aprendido ou descoberto em seu nome ou de familiares. Não há um documento seu assinado, uma ligação ou uma gravação telefônica sua ou de familiares que o tenham colocado em posição de ter cometido ato criminoso.

Lula foi condenado baseado num “powerpoint” de um procurador que na argumentação final usou teorias de probabilidade (que ele desconhece) para “provar” que Lula “tinha que ser culpado”.

Lula foi condenado por um ex-juiz que, após oito anos de investigações conseguiu apenas uma única palavra contra Lula. Moro reduziu a pena imposta por ele próprio a Léo Pinheiro, de 26 anos de prisão para pouco mais de dez anos, após Léo ter “colaborado” para a condenaçõa de Lula. Em segundo grau, o desembargador Gebran reduziu novamente a pena do empreiteiro de dez para três anos e seis meses de cadeia. E, enquanto você lê este texto, Léo Pinheiro está em casa, em “prisão domiciliar”.

Lula foi condenado por três desembargadores que, em suas sentenças finais, gastaram não mais do que cinco páginas para discutirem argumentos de acusação e defesa, e mais de quinze para elogiarem o colega ex-juiz Moro.

Lula foi condenado no processo mais rápido da história do TRF-4. Tempo suficiente para lhe retirar do pleito de 2018.

O pior dos homens entre nós, segundo o judiciário brasileiro, foi condenado por ter visitado um apartamento que lhe era oferecido para comprar. As provas se resumem a duas visitas e uma delação.

Este “monstro” precisa ficar enclausurado, longe da imprensa, da sociedade e do mundo, porque ele pode ser capaz das maiores insanidades sociais, como, por exemplo, chorar a morte do irmão ou, talvez, falar. E em falando, Lula pode vir a retirar o Brasil do coma induzido por nossas instituições. O perigo que representa a voz e o pensamento do homem que tirou 40 milhões de pessoas da pobreza, elevou o Brasil à sexta economia do mundo e deu escola e educação superior a mais gente do que todos os presidentes anteriores somados, é dele demonstrar a inaptidão, ignorância e incapacidade do atual governo. Este “inominável ser” deve ser mantido isolado, com focinheira e duas juízas especialmente designadas a ficarem monitorando as portas da cela.

Lula está preso sim ... se não estivesse o Brasil não estaria sendo governado por fascistas, exposto ao ridículo internacional e se submetendo aos desígnios da política externa de outros países.

Lula está preso sim e, graças às duas diligentes juízas, temos a certeza que a “pior criatura” que já pisou neste país não tem o direito sequer de velar seu irmão. E tudo isto pelo pavoroso crime de ter construído um Brasil mais justo e mais igual. Algo que a Justiça brasileira, a bem da verdade, nunca aceitou, em mais de 500 anos de história.
GRIFO MEU: EXCELENTE ARTIGO. Parabenizo o autor desta obra prima por expressar tão bem o sentimento de milhões de Brasileiros\as...o que sinto neste momento é revolta e desespero...por testemunhar tamanha injustiça e nada poder fazer.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O BRASIL E O MUNDO CIVILIZADO SÃO UNÂNIMES NA CONDENAÇÃO A BOZONAZI E AOS SEUS FANÁTICOS SEGUIDORES NAZIFASCISTAS. O GRANDE DEPUTADO JEAN WYLLYS representa o Iluminismo...e a própria ideia de Civilização. A sua incansável LUTA EM PROL dos mais fracos e vulneráveis do nosso injusto país lhe coloca no panteão dos GRANDES HOMENS PÚBLICOS QUE O BRASIL JÁ TEVE. Mais poderoso que esses vermes fascistas borra-botas - que hoje estão celebrando a sua partida - foi BENITO MUSSOLINI...E OLHA COMO TERMINOU OS SEUS DIAS; PENDURADO DE CABEÇA PARA BAIXO PELO SEU PRÓPRIO POVO. O fascismo representa um retrocesso na evolução humana; mais cedo ou mais tarde a DEMOCRACIA TRIUNFARÁ E ESSES VERMES SERÃO VARRIDOS DO MAPA DO BRASIL. Hoje, NÓS SOMOS TODOS JEAN WYLLYS. VERMES FASCISTAS ESCÓRIA DA HUMANIDADE, NÃO PASSARÃO!!!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019



Jean Wyllys e o Brasil das trevas

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Por Altamiro Borges

Em maio passado, durante o 6º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que coordenava a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação (Frentecom) da Câmara Federal, denunciou o “jornalismo de guerra” praticado pela mídia monopolista e golpista. Compartilhando a mesa com a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, e com a coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Renata Mielli, ele argumentou que a escandalização da política, sempre feita de forma seletiva e manipuladora, estava ajudando a criar um clima de intolerância e de ódio na sociedade. Ele estava bastante preocupado com a onda de fascistização da sociedade e já temia pelo pior nas eleições presidenciais de outubro.

Durante o evento, ocorrido no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, Jean Wyllys já andava escoltado por agentes da Polícia Federal. Sem destratar os policiais e sempre com seu largo sorriso no rosto, ele não escondia o seu incômodo. “Vivo em uma espécie de cárcere privado, sem ter cometido crime. Não posso ir aos locais que gosto, vivo preso”, disse-me na ocasião. Voltei a falar com ele durante a campanha eleitoral. A cada encontro, ele me parecia mais tenso. Um dia após a eleição, liguei para cumprimentá-lo. Jean Wyllys me relatou que a campanha foi muito difícil, cheia de obstáculos. O pior foi o clima de terror. As ameaças atingiram o ápice. Ele não pôde ir aos comícios, passeatas e outros atos da campanha. Corria risco de ser agredido ou assassinado.

Agora, o combativo e afetuoso Jean Wyllys anuncia que não assumirá seu terceiro mandato de deputado federal e que deixará o Brasil. Triste, muito triste. Mas totalmente compreensível. No país das trevas, hoje dominado pelas milícias bolsonaristas a serviço da cloaca empresarial, ele estava correndo sérios riscos. Não há o que comentar sobre sua decisão. Apenas reproduzo as opiniões deste lutador apresentadas à direção do seu partido. Mais cedo do que tarde, Jean Wyllys voltará ao país com toda a sua energia, criatividade, generosidade e seu enorme sorriso.

*****

À Executiva do Partido Socialismo e Liberdade - PSol

Queridas companheiras e queridos companheiros,

Dirijo-me hoje a vocês, com dor e profundo pesar no coração, para comunicar-lhes que não tomarei posse no cargo de deputado federal para o qual fui eleito no ano passado.

Comuniquei o fato, no início desta semana, ao presidente do nosso partido, Juliano Medeiros, e também ao líder de nossa bancada, deputado Ivan Valente.

Tenho orgulho de compor as fileiras do PSol, ao lado de todas e todos vocês, na luta incansável por um mundo mais justo, igualitário e livre de preconceitos.

Tenho consciência do legado que estou deixando ao partido e ao Brasil, especialmente no que diz respeito às chamadas “pautas identitárias” (na verdade, as reivindicações de minorias sociais, sexuais e étnicas por cidadania plena e estima social) e de vanguarda, que estão contidas nos projetos que apresentei e nas bandeiras que defendo; conto com vocês para darem continuidade a essa luta no Parlamento.

Não deixo o cargo de maneira irrefletida.

Foi decisão pensada, ponderada, porém sofrida, difícil. Mas o fato é que eu cheguei ao meu limite. Minha vida está, há muito tempo, pela metade; quebrada, por conta das ameaças de morte e da pesada difamação que sofro desde o primeiro mandato e que se intensificaram nos últimos três anos, notadamente no ano passado.

Por conta delas, deixei de fazer as coisas simples e comuns que qualquer um de vocês pode fazer com tranquilidade. Vivo sob escolta há quase um ano.

Praticamente só saía de casa para ir a agendas de trabalho e aeroportos. Afinal, como não se sentir constrangido de ir escoltado à praia ou a uma festa? Preferia não ir, me resignando à solidão doméstica. Aos amigos, costumava dizer que estava em cárcere privado ou prisão domiciliar sem ter cometido nenhum crime.

Todo esse horror também afetou muito a minha família, de quem sou arrimo. As ameaças se estenderam também a meus irmãos, irmãs e à minha mãe. E não posso nem devo mantê-los em situação de risco; da mesma forma, tenho obrigação de preservar minha vida.

Ressalto que até a imprensa mais reacionária reconheceu, no ano passado, que sou a personalidade pública mais vítima de fake news no país.

São mentiras e calúnias frequentes e abundantes que objetivam me destruir como homem público e também como ser humano.

Mais: mesmo diante da Medida Cautelar que me foi concedida pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, reconhecendo que estou sob risco iminente de morte, o Estado brasileiro se calou; no recurso, não chegou a dizer sequer que sofro preconceito, e colocaram a palavra homofobia entre aspas, como se a homofobia que mata centenas de LGBTs no Brasil por ano fosse uma invenção minha.

Da polícia federal brasileira, para os inúmeros protocolos de denúncias que fiz, recebi o silêncio.

Esta semana, em que tive convicção de que não poderia - para minha saúde física e emocional e de minha família - continuar a viver de maneira precária e pela metade, foi a semana em que notícias começaram a desnudar o planejamento cruel e inaceitável da brutal execução de nossa companheira e minha amiga Marielle Franco.

Vejam, companheiras e companheiros, estamos falando de sicários que vivem no Rio de Janeiro, estado onde moro, que assassinaram uma companheira de lutas, e que mantém ligações estreitas com pessoas que se opõem publicamente às minhas bandeiras e até mesmo à própria existência de pessoas LGBT.

Exemplo disso foi o aumento, nos últimos meses, do índice de assassinatos de pessoas LGBTs no Brasil.

Portanto, volto a dizer, essa decisão dolorosa e dificílima visa à preservação de minha vida.

O Brasil nunca foi terra segura para LGBTs nem para os defensores de direitos humanos, e agora o cenário piorou muito. Quero reencontrar a tranquilidade que está numa vida sem as palavras medo, risco, ameaça, calúnias, insultos, insegurança. Redescobri essa vida no recesso parlamentar, fora do país.

E estou certo de preciso disso por mais tempo, para continuar vivo e me fortalecer.

Deixar de tomar posse; deixar o Parlamento para não ter que estar sob ameaças de morte e difamação não significa abandonar as minhas convicções nem deixar o lado certo da história. Significa apenas a opção por viver por inteiro para me entregar as essas convicções por inteiro em outro momento e de outra forma.

Diz a canção que cada ser, em si, carrega o dom de ser capaz e ser feliz. Estou indo em busca de um lugar para exercitar esse dom novamente, pois aí, sob esse clima, já não era mais possível.

Agradeço ao Juliano e ao Ivan pelas palavras de apoio e outorgo ao nosso presidente a tarefa de tratar de toda a tramitação burocrática que se fará necessária.

Despeço-me de vocês com meu abraço forte, um salve aos que estão chegando no Legislativo agora e à militância do partido, um beijo nos que conviveram comigo na Câmara, mais um abraço fortíssimo nos meus assessores e assessoras queridas, sem os quais não haveria mandato, esperando que a vida nos coloque juntos novamente um dia. Até um dia!

Jean Wyllys
23 de janeiro de 2019

domingo, 20 de janeiro de 2019

O CONDE Adolpho Van Den Brule (o tal ''Príncipe'' ), O MÉDICO Floro Bartholomeu, O PADIM Padre Cícero e a VILA DO VENTURA. Por ocasião do Centenário da Morte do GRANDE Coronel Francisco Dias Coelho o Blog MNSC continua investigando e resgatando - através das crônicas históricas do nosso co-editor André Cunha Menezes - vários personagens e eventos que direta ou indiretamente marcaram a gloriosa história do nosso outrora famoso ''eldorado''. Desde que o Engenheiro Franco-Helvético GEORGES AUGUSTE LESCHOT descobriu o valor dos diamantes negros (carbonatos) na confecção de pontas de brocas por sua extrema dureza e durabilidade: Morro do Chapéu\Ventura nunca mais foi a mesma. Entrou na rota internacional de CAÇADORES DE TESOURO FÁCIL...e assim continua até hoje. Benção ou maldição, mesmo com a aparente extinção dos DIAMANTES NEGROS Morro do Chapéu ainda continua atraindo todo tipo de aventureiros. Se nos séculos anteriores eles vinham dos quatro cantos do mundo para trabalhar e desenvolver de verdade, à exemplo do Conde Van Den BRULE e de seu sócio Dr. Floro Bartholomeu... nos dias atuais; eles vêm é para mamar e, produzir intrigas e desavenças entre nós Morrenses. Tudo isso para concretizar os seus desejos malignos de COLOCAR AS MÃOS NAS CHAVES DOS COFRES DA PREFEITURA DE MORRO DO CHAPÉU. Se os aventureiros de ontem eram Condes e Médicos\Doutores autênticos: os de hoje são EMBUSTEIROS E E$PERTALHÕE$ sem nenhuma habilidade e escrúpulos... cujo objetivo maior é ampliar seus patrimônios familiares em detrimento do nosso sofrido povo. É desnecessário dizer que me refiro à familia CARAMUJO, notórios chupa-cabras de dinheiro público. Um bom exemplo é o caso dessa moça cabeça oca inculta que se autodenomina ''dôtôra'': >>MARAJÁS DO TJ-BA 9033165 JULIANA PEREIRA ARAUJO LEAL GAB DES ABELARDO VIRGÍNIO DE CARVALHO - ASSESSOR DE DESEMBARGADOR 22.567,50>>>...É ISSO MESMO que vcs estão vendo aí; QUASE R$ 25.000 MIL REAIS... sem falar em MAIS OUTROS QUASE R$25.000 MIL REAIS de salário e mordomias pagos pela Prefeitura de Morro do Chapéu para ela NADA FAZER ou melhor, fazer campanha para si e para seu pai ZERO À ESQUERDA SEM VOTO... e isso é só o que sabemos. Vcs já fizeram a conta da FORTUNA que essa moça mama mensalmente nas tetas do erário....e uma criatura dessas ainda tem a cara-de-pau de se autodefinir como DEFENSORA DA ÉTICA, MORAL E BONS COSTUMES? As eleições municipais estão se aproximando e o POVO precisa ficar ALERTA...porque os tradicionais picaretas da política local já estão se organizando...já tem até neguinho EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL ANTECIPADA gravando vídeos e distribuindo nas redes sociais. Todos nós do Campo Progressista que desejamos o MELHOR PARA NOSSA SOFRIDA TERRA; temos que lutar para que Morro do Chapéu não seja MAIS UMA VEZ SAQUEADA...porque esses pilantras não dão ponto sem nó. Voltando aos nossos carbonatos; se diz que serviram para a construção do CANAL DE SUEZ, TÚNEL DE SÃO GOTARDO, METRÔ DE PARIS E O CANAL DO PANAMÁ entre outros grandes projetos dos séculos XIX-XX. A crônica de André é uma verdadeira pérola de investigação e informação histórica. Através da mesma - e das anteriores - eu cada vez me dou conta do quão pouco sabia e sei sobre esse lado oculto da história de Morro do Chapéu. Confesso que sinto orgulho de tê-lo como colega, nessa árdua luta para livrar a nossa querida Morro do Chapéu da corrupção e obscurantismo.

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A ASCENÇÃO SOCIAL DE ANTONIO MARTINEZ BARRIO

Por André Cunha Menezes
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No ano de 1764, contando apenas 14 anos de idade, um jovem de família humilde de nome Antonio Martinez Barrio - nascido em HUESCA no Norte  da Espanha - chega à cidade de Zaragoza com o intuito de aprender desenho artístico na conceituada escola do pintor José LUZÁN, outrora professor dos pintores Francisco BAYEU e Francisco GOYA.
Após concluir o curso em Zaragoza,  em 1769, Antonio rumou à Madrid  e imediatamente ingressou na Academia de Belas Artes...especializando-se em 'orfèvrerie'. A ourivesaria e\ou a prataria já lhe era familiar pois seu pai era artesão-ourives lá em sua terra natal. Estudante dedicado e esforçado, Antonio teve pouca dificuldade em dominar como ninguém a arte de trabalhar com metais e pedras preciosas. Bem-afeiçoado e carismático,  em pouco tempo a sua fama de Mestre Prateiro se espalhou por toda Espanha chegando aos ouvidos do Rei Carlos III (Carlos de Bourbon, Rei de Espanha, Nápoles e das Duas Sicílias...pai de Carlos IV e avô da 'INfâmiosa' CARLOTA JOAQUINA mulher de D. João VI)  que não tardou em lhe nomear OURIVES REAL.  Agora, com a sorte de quem ganha sozinho a Mega-Sena; adeus penúria e pobreza...o Rei lhe abriu os cofres reais para que o mesmo fundasse o seu próprio atelier, com o prestigioso nome de 'REAL FÁBRICA DE PLATERÍA MARTINEZ'. E como o título de OURIVES REAL não é para qualquer um; em pouco tempo já havia conseguido fama e fortuna, ao ponto de trazer para perto de si a renca  de parentes pobres que havia deixado para trás. Antonio -apesar de sua origem humilde -  se tornou um homem muito rico e poderoso...uma espécie de Dias Coelho de seu tempo.  Morreu relativamente novo, com quarenta e poucos anos de idade...mas teve o prazer de se impor e ser respeitado pela fechada, esnobe e elitista sociedade 'Madrileña'...tal qual ocorreu com o nosso CORONEL NEGRO aqui em Morro do Chapéu. A prova de seu imenso prestígio ainda em vida é o quadro acima com o seu 'portrait' pintado pelo mencionado Francisco BAYEU, cunhado do famoso GOYA. A praça EM MADRID  onde se localizava a sua famosa fábrica chama-se hoje; PRAÇA DA PRATARIA MARTINEZ. Fica na parte mais central da cidade, junto ao passeio do Prado.
A importância do atelier Martinez para arte da prataria e a economia Espanhola dos séculos XVIII e XIX é inestimável. O próprio Antonio Martinez Barrio viajou para a França e Inglaterra para adquirir maquinários e equipamentos modernos para desenvolver tecnologicamente a sua empresa...que, diga-se de passagem, se transformou num modelo a ser seguido. Reza a lenda que os segredos e 'know-hows' da REAL FÁBRICA DE PRATARIA MARTINEZ foram roubados pelos invasores Franceses durante a invasão Napoleônica que colocou JOSÉ BONAPARTE no trono daquele país Ibérico. O nome da famosa casa de prataria ORFÈVRERIE CHRISTOFLE - segundo as más línguas - é a que sempre aparece como beneficiária desse ato de  espionagem e rapina industrial.  Fato ou ficção, é importante ressaltar que a acurácia histórica dessa afirmação não bate com a data da fundação da luxuosa Prataria Parisiense que ocorreu em 1830 muito depois do fim das guerras Napoleônicas.
Resumindo, a história de Antonio Martínez Barrio é a clássica história de superação e ascenção social numa sociedade injusta cujo sistema de classes era de uma rigidez quase impossível de quebrá-la. É difícil não admirá-lo...digo isso não por sua riqueza, mas por sua enorme força de vontade e determinação. Qualquer semelhança com a história do PRIMEIRO CORONEL NEGRO DO BRASIL; não é mera coincidência. 
PS.  Mais adiante nas próximas crônicas eu vos mostrarei a ligação (indireta) do Conde\''Príncipe do Ventura'' com esse famoso personagem. Uma das raras imagens que temos do mesmo, é esse 'portrait' acima, pintado por BAYEU. Até meados do século XX esse famoso 'tableau' pertencia à família do Conde que ainda hoje vive na Espanha. Eu imagino que  um quadro desses deve valer uma verdadeira fortuna...não só por seu valor histórico, como também, por se tratar de um período conturbado mas muito interessante e produtivo na história das artes plásticas espanholas. Francisco GOYA e em menor grau o seu cunhado BAYEU são dois monstros sagrados da ARTE UNIVERSAL...ambos, são -  talvez - a maior e melhor representação da Espanha de seu tempo.   
ACMenezes

Grifo meu:

''A Família de Carlos IV''...em estilo
neoclássico, é talvez o maior 'tableau' de um dos MAIORES PINTORES de 

todos os tempos. Até hoje não se sabe se Goya quis caricaturar ou adular essa família cujos membros eram considerados os seres humanos mais brutos e fisicamente feios da Europa do seu tempo. Ao se  referir à essa obra prima de Goya, o escritor e poeta THÉOPHILE GAUTHIER disse que os ditos cujos mais pareciam à uma ''família de padeiros da esquina no dia em que ganharam na loteria''. Veneno à parte, é difícil se discordar do Grande Poeta Gálico...até porque a (IN)fama dessa família só perderia\perde para aquela....deixa prá lá, daqui de Morro do Chapéu. Que o diga o gigolô MANUEL DE GODOY..."Toy Boy" das feiosas ninfomaníacas Rainha Maria Luisa de Parma e de sua filha Carlota Joaquina de Bourbon, futura Rainha do Brasil. Gente, eu não estou inventando ''estórias libidinosas de alcova''...quem afirmava isso eram os ''línguas de trapo'' em alguma esquina ou ''rádio LARANJANTE'' da época. O que se sabe de GODOY é que nasceu na paupérrima província de Extremadura próximo à fronteira Portuguesa. Ainda muito jovem se alistou no Exército Real e, por seus ''dotes militares excepcionais'' atraiu a atenção do Rei e da Rainha cuja amizade e intimidade o fez o HOMEM MAIS PODEROSO DA ESPANHA, pré e pós Napoleônica. Abaixo podemos ver o 'portrait' de GODOY que é também uma obra de GOYA...ou do pintor Carnicero.
ACMenezes
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MANUEL GODOY...''favorito e protégé'' do Rei Carlos IV e da Rainha Maria Luisa, entre outros.


Francisco Goya y Lucientes - Charles IV de Espanha e Sua Família (Charles IV of Spain and his family) – 1800 – óleo sobre tela - 280 cm x 336 cm – Museo Nacional del Prado, Madri

Esta é uma das pinturas mais famosas do artista. Em 1799, aos 54 anos, Goya foi nomeado Primeiro Pintor da Côrte. Foi nessa época que ele pintou “Charles IV de Espanha e Sua Família”, na primavera e verão de 1800, em Aranjuez e Madri. Goya completou esta pintura, inspirada no estilo casual da tela “Las Meninas” (1656) de Velázquez, para a família real da Espanha, cuja composição enigmática e complexa levanta questões sobre realidade e ilusão, criando uma relação incerta entre o observador e as figuras representadas e por mostrar o artista incluído na cena, pintando a tela, de frente para o espectador. Por essas complexidades, "Las Meninas" é uma das obras mais analisadas da pintura ocidental. Esse Blog fará uma postagem sobre a obra em breve.

Embora os personagens da pintura estejam em poses naturais e plausíveis, estão ostensivamente vestidos com suas melhores roupas e jóias. Os críticos modernos têm muitas interpretações sobre o estilo da pintura e colocação das figuras. A obra de Goya, e a aparência dos personagens pode ser seu comentário sobre o reinado do Rei Carlos IV. Além disso, a colocação da Rainha María Luisa de Parma (1751-1818) no centro da pintura pode ser uma indicação do seu poder real.

A família real, aparentemente, está visitando o estúdio do artista, e Goya pode ser visto à esquerda olhando para o espectador. Como em "Las Meninas", o artista é mostrado trabalhando em uma tela, da qual apenas a parte traseira é visível. No entanto, a atmosfera calorosa do interior do palácio da obra de Velázquez é substituída na de Goya por um sentido de desconforto disfarçado.

Ladeando os Reis estão os seus filhos: o infante Francisco de Paula (1794-1865) e a infanta María Isabel (1789-1848). À esquerda estão o Príncipe das Astúrias e futuro Fernando VII (1784-1833) vestindo azul, o infante Carlos María de Isidro (1788-1855), que foi o segundo na sucessão ao trono, a infanta María Josefa (1744-1801), que era irmã do rei e um jovem não identificado. À direita estão o infante Antonio Pascual (1755-1817) irmão do Rei, um prestação perfil de Carlota Joaquina (1775-1830), Rainha de Portugal e filha mais velha dos Reis e o príncipe e a princesa de Parma, a infanta María Luisa (1782-1824) segurando seu filho Carlos Luis (1799-1883) e seu marido, Luis de Bourbon, o futuro rei da Etruria.

Goya não apresenta seus modelos como ele os via. Ele os apresenta como eles viam a si mesmos. Ele registra a evidência incontestável fornecida pelos próprios modelos. Não temos nesta pintura uma imagem esteticamente condicionada para que o artista assuma total responsabilidade. O artista abdicou de sua prerrogativa tradicional, a de interpretar a realidade, reformulando-a de acordo com os ditames de seu estilo pessoal. Goya abandona a posição de um agente que transmite uma realidade idealmente transformada por meio de um ato inspirado da criação. Em vez disso, ele testemunha a existência de certos fenômenos, sem se dignar a envolver-se na interpretação significativa das verdades a que ele testemunha.

Goya é parte da pintura, em pé na parte de trás, onde ele não pode ver o tema, olhando diretamente para nós, é como se fossemos um espelho. Toda a família ali com Goya, olhando-se no espelho, enquanto Goya pinta o grupo a partir do reflexo. A composição de Goya, a maneira como ele organiza a pintura, praticamente diz: "Eu vos dou um reflexo da família de Carlos IV, e não uma interpretação idealizada". Ele está nos mostrando o que realmente está lá.
©Arteeblog