segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Considerações sobre a importância histórica de Morro do Chapéu e o papel determinante do BLOG MORRO NOTÍCIAS SEM CENSURA para elevar e levar o nosso nome além-fronteiras. Recentemente, o brilhante e benquisto Jornalista CHICO PINHEIRO nos cumprimentou por ocasião do aniversário da cidade que festejou seus 110 anos de emancipação. Várias personalidades do mundo artístico, intelectual e político nos escreveram externando o mesmo sentimento de admiração e respeito por nossa terra natal, como também, por nossa incansável LUTA pela LIBERDADE DE EXPRESSÃO e contra a CORRUPÇÃO E A BARBÁRIE que hoje assolam o nosso sofrido país. E, para completar a série de mensagens que recebemos nesses últimos dias, a mais enigmática e interessante foi\é, sem nenhuma sombra de dúvida; a do bisneto ESPANHOL do CONDE Adolphe Van Den Brule...o famoso ''PRÍNCIPE'' hóspede de honra do Coronel FRANCISCO DIAS COELHO que viveu no VENTURA. Gente, a coisa está ficando boa para quem aprecia a CULTURA E HISTÓRIA de nossa gente e de nossa terrinha querida. O nosso co-editor ANDRÉ CUNHA MENEZES realmente é 'show de bola'...ressuscitou um personagem que poucos ou ninguém - aqui em Morro do Chapéu e região - sabia que existiu. A vida, as aventuras e desventuras do CONDE Adolphe Van Den Brule supera qualquer 'thriller' hollywoodiano. A sua história remonta às guerras religiosas do século XVI nos Países-Baixos Espanhóis, passa pela atual Bélgica, França, Itália, Espanha e a nossa mítica Vila do VENTURA. São quase seis séculos de história, como nos disse o seu bisneto Espanhol (do Conde) GONZALO. O nosso co-editor e cronista ANDRÉ CUNHA MENEZES nos prometeu dar seguimento às crônicas históricas que o mesmo iniciou por ocasião do centenário da morte do Coronel DIAS COELHO. Cobrir quase seis séculos de história é tarefa titânica...exige muito trabalho árduo e dedicação; mas com o André não tem disso não. Até rima, né gente?

O CONDE Adolpho Van Den Brule (o tal ''Príncipe'' ), O MÉDICO Floro Bartholomeu, O PADIM Padre Cícero e a VILA DO VENTURA. Por ocasião do Centenário da Morte do GRANDE Coronel Francisco Dias Coelho o Blog MNSC continua investigando e resgatando - através das crônicas históricas do nosso co-editor André Cunha Menezes - vários personagens e eventos que direta ou indiretamente marcaram a gloriosa história do nosso outrora famoso ''eldorado''. Desde que o Engenheiro Franco-Helvético GEORGES AUGUSTE LESCHOT descobriu o valor dos diamantes negros (carbonatos) na confecção de pontas de brocas por sua extrema dureza e durabilidade: Morro do Chapéu\Ventura nunca mais foi a mesma. Entrou na rota internacional de CAÇADORES DE TESOURO FÁCIL...e assim continua até os dias de hoje. Benção ou maldição, mesmo com a aparente extinção dos DIAMANTES NEGROS Morro do Chapéu ainda continua atraindo todo tipo de aventureiros. Se nos séculos anteriores eles vinham dos quatro cantos do mundo para trabalhar e desenvolver de verdade, à exemplo do Conde Van Den BRULE e de seu sócio Dr. Floro Bartholomeu... nos dias atuais; eles vêm é para mamar e, produzir intrigas e desavenças entre nós Morrenses. Tudo isso para concretizar os seus desejos malignos de COLOCAR AS MÃOS NAS CHAVES DOS COFRES DA PREFEITURA DE MORRO DO CHAPÉU...CUSTE O QUE CUSTAR - CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS: 

BOMBA! Investigação sobre suposto esquema de corrupção cita José Carlos Araújo ... da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de São Francisco do Conde.
Se os aventureiros de ontem eram Condes e Médicos\Doutores autênticos: os de hoje são EMBUSTEIROS E E$PERTALHÕE$ sem nenhuma habilidade e escrúpulos... cujo objetivo maior é ampliar seus patrimônios familiares em detrimento do nosso sofrido povo. É desnecessário dizer que me refiro à família CARAMUJO, notórios chupa-cabras de dinheiro público. Um bom exemplo é o caso dessa moça cabeça oca inculta que se autodenomina ''dôtôra'': >>MARAJÁS DO TJ-BA 9033165 JULIANA PEREIRA ARAUJO LEAL GAB DES ABELARDO VIRGÍNIO DE CARVALHO - ASSESSOR DE DESEMBARGADOR 22.567,50>>>...É ISSO MESMO que vcs estão vendo aí; QUASE R$ 25.000 MIL REAIS... sem falar em MAIS OUTROS QUASE R$25.000 MIL REAIS de salário e mordomias pagos pela Prefeitura de Morro do Chapéu para ela NADA FAZER ou melhor, fazer campanha para si e para seu pai ZERO À ESQUERDA SEM VOTO... e isso é só o que sabemos. Vcs já fizeram a conta da FORTUNA que essa moça mama mensalmente nas tetas do erário....e uma criatura dessas ainda tem a cara-de-pau de se autodefinir como DEFENSORA DA ÉTICA, MORAL E BONS COSTUMES? As eleições municipais estão se aproximando e o POVO precisa ficar ALERTA...porque os tradicionais picaretas da política local já estão se organizando...já tem até neguinho EM PLENA CAMPANHA ELEITORAL ANTECIPADA gravando vídeos e distribuindo nas redes sociais. Todos nós do Campo Progressista que desejamos o MELHOR PARA NOSSA SOFRIDA TERRA; temos que lutar para que Morro do Chapéu não seja MAIS UMA VEZ SAQUEADA...porque esses pilantras não dão ponto sem nó. Voltando aos nossos carbonatos; se diz que serviram para a construção do CANAL DE SUEZ, TÚNEL DE SÃO GOTARDO, METRÔ DE PARIS E O CANAL DO PANAMÁ entre outros grandes projetos dos séculos XIX-XX. A crônica de André é uma verdadeira pérola de investigação e informação histórica. Através da mesma - e das anteriores - eu cada vez me dou conta do quão pouco sabia e sei sobre esse lado oculto da história de Morro do Chapéu. Confesso que sinto orgulho de tê-lo como colega, nessa árdua luta para livrar a nossa querida Morro do Chapéu da corrupção e obscurantismo...cujo representante maior é essa figura bizarra de alcunha LADRÃO DE TOCA-FITAS.
 

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A ASCENÇÃO SOCIAL DE ANTONIO MARTINEZ BARRIO

Por André Cunha Menezes
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No ano de 1764, contando apenas 14 anos de idade, um jovem de família humilde de nome Antonio Martinez Barrio - nascido em HUESCA no Norte  da Espanha - chega à cidade de Zaragoza com o intuito de aprender desenho artístico na conceituada escola do pintor José LUZÁN, outrora professor dos pintores Francisco BAYEU e Francisco GOYA.
Após concluir o curso em Zaragoza,  em 1769, Antonio rumou à Madrid  e imediatamente ingressou na Academia de Belas Artes...especializando-se em 'orfèvrerie'. A ourivesaria e\ou a prataria já lhe era familiar pois seu pai era artesão-ourives lá em sua terra natal. Estudante dedicado e esforçado, Antonio teve pouca dificuldade em dominar como ninguém a arte de trabalhar com metais e pedras preciosas. Bem-afeiçoado e carismático,  em pouco tempo a sua fama de Mestre Prateiro se espalhou por toda Espanha chegando aos ouvidos do Rei Carlos III (Carlos de Bourbon, Rei de Espanha, Nápoles e das Duas Sicílias...pai de Carlos IV e avô da 'INfâmiosa' CARLOTA JOAQUINA mulher de D. João VI)  que não tardou em lhe nomear OURIVES REAL.  Agora, com a sorte de quem ganha sozinho a Mega-Sena; adeus penúria e pobreza...o Rei lhe abriu os cofres reais para que o mesmo fundasse o seu próprio atelier, com o prestigioso nome de 'REAL FÁBRICA DE PLATERÍA MARTINEZ'. E como o título de OURIVES REAL não é para qualquer um; em pouco tempo já havia conseguido fama e fortuna, ao ponto de trazer para perto de si a renca  de parentes pobres que havia deixado para trás. Antonio -apesar de sua origem humilde -  se tornou um homem muito rico e poderoso...uma espécie de Dias Coelho de seu tempo.  Morreu relativamente novo, com quarenta e poucos anos de idade...mas teve o prazer de se impor e ser respeitado pela fechada, esnobe e elitista sociedade 'Madrileña'...tal qual ocorreu com o nosso CORONEL NEGRO aqui em Morro do Chapéu. A prova de seu imenso prestígio ainda em vida é o quadro acima com o seu 'portrait' pintado pelo mencionado Francisco BAYEU, cunhado do famoso GOYA. A praça EM MADRID  onde se localizava a sua famosa fábrica chama-se hoje; PRAÇA DA PRATARIA MARTINEZ. Fica na parte mais central da cidade, junto ao passeio do Prado.
A importância do atelier Martinez para arte da prataria e a economia Espanhola dos séculos XVIII e XIX é inestimável. O próprio Antonio Martinez Barrio viajou para a França e Inglaterra para adquirir maquinários e equipamentos modernos para desenvolver tecnologicamente a sua empresa...que, diga-se de passagem, se transformou num modelo a ser seguido. Reza a lenda que os segredos e 'know-hows' da REAL FÁBRICA DE PRATARIA MARTINEZ foram roubados pelos invasores Franceses durante a invasão Napoleônica que colocou JOSÉ BONAPARTE no trono daquele país Ibérico. O nome da famosa casa de prataria ORFÈVRERIE CHRISTOFLE - segundo as más línguas - é a que sempre aparece como beneficiária desse ato de  espionagem e rapina industrial.  Fato ou ficção, é importante ressaltar que a acurácia histórica dessa afirmação não bate com a data da fundação da luxuosa Prataria Parisiense que ocorreu em 1830 muito depois do fim das guerras Napoleônicas.
Resumindo, a história de Antonio Martínez Barrio é a clássica história de superação e ascenção social numa sociedade injusta cujo sistema de classes era de uma rigidez quase impossível de quebrá-la. É difícil não admirá-lo...digo isso não por sua riqueza, mas por sua enorme força de vontade e determinação. Qualquer semelhança com a história do PRIMEIRO CORONEL NEGRO DO BRASIL; não é mera coincidência. 
PS.  Mais adiante nas próximas crônicas eu vos mostrarei a ligação (indireta) do Conde\''Príncipe do Ventura'' com esse famoso personagem. Uma das raras imagens que temos do mesmo, é esse 'portrait' acima, pintado por BAYEU. Até meados do século XX esse famoso 'tableau' pertencia à família do Conde que ainda hoje vive na Espanha. Eu imagino que  um quadro desses deve valer uma verdadeira fortuna...não só por seu valor histórico, como também, por se tratar de um período conturbado mas muito interessante e produtivo na história das artes plásticas espanholas. Francisco GOYA e em menor grau o seu cunhado BAYEU são dois monstros sagrados da ARTE UNIVERSAL...ambos, são -  talvez - a maior e melhor representação da Espanha de seu tempo.   
ACMenezes

Grifo meu:

''A Família de Carlos IV''...em estilo
neoclássico, é talvez o maior 'tableau' de um dos MAIORES PINTORES de 

todos os tempos. Até hoje não se sabe se Goya quis caricaturar ou adular essa família cujos membros eram considerados os seres humanos mais brutos e fisicamente feios da Europa do seu tempo. Ao se  referir à essa obra prima de Goya, o escritor e poeta THÉOPHILE GAUTHIER disse que os ditos cujos mais pareciam à uma ''família de padeiros da esquina no dia em que ganharam na loteria''. Veneno à parte, é difícil se discordar do Grande Poeta Gálico...até porque a (IN)fama dessa família só perderia\perde para aquela....deixa prá lá, daqui de Morro do Chapéu. Que o diga o gigolô MANUEL DE GODOY..."Toy Boy" das feiosas ninfomaníacas Rainha Maria Luisa de Parma e de sua filha Carlota Joaquina de Bourbon, futura Rainha do Brasil. Gente, eu não estou inventando ''estórias libidinosas de alcova''...quem afirmava isso eram os ''línguas de trapo'' em alguma esquina ou ''rádio LARANJANTE'' da época. O que se sabe de GODOY é que nasceu na paupérrima província de Extremadura próximo à fronteira Portuguesa. Ainda muito jovem se alistou no Exército Real e, por seus ''dotes militares excepcionais'' atraiu a atenção do Rei e da Rainha cuja amizade e intimidade o fez o HOMEM MAIS PODEROSO DA ESPANHA, pré e pós Napoleônica. Abaixo podemos ver o 'portrait' de GODOY que é também uma obra de GOYA...ou do pintor Carnicero.
ACMenezes
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MANUEL GODOY...''favorito e protégé'' do Rei Carlos IV e da Rainha Maria Luisa, entre outros.


Francisco Goya y Lucientes - Charles IV de Espanha e Sua Família (Charles IV of Spain and his family) – 1800 – óleo sobre tela - 280 cm x 336 cm – Museo Nacional del Prado, Madri

Esta é uma das pinturas mais famosas do artista. Em 1799, aos 54 anos, Goya foi nomeado Primeiro Pintor da Côrte. Foi nessa época que ele pintou “Charles IV de Espanha e Sua Família”, na primavera e verão de 1800, em Aranjuez e Madri. Goya completou esta pintura, inspirada no estilo casual da tela “Las Meninas” (1656) de Velázquez, para a família real da Espanha, cuja composição enigmática e complexa levanta questões sobre realidade e ilusão, criando uma relação incerta entre o observador e as figuras representadas e por mostrar o artista incluído na cena, pintando a tela, de frente para o espectador. Por essas complexidades, "Las Meninas" é uma das obras mais analisadas da pintura ocidental. Esse Blog fará uma postagem sobre a obra em breve.

Embora os personagens da pintura estejam em poses naturais e plausíveis, estão ostensivamente vestidos com suas melhores roupas e jóias. Os críticos modernos têm muitas interpretações sobre o estilo da pintura e colocação das figuras. A obra de Goya, e a aparência dos personagens pode ser seu comentário sobre o reinado do Rei Carlos IV. Além disso, a colocação da Rainha María Luisa de Parma (1751-1818) no centro da pintura pode ser uma indicação do seu poder real.

A família real, aparentemente, está visitando o estúdio do artista, e Goya pode ser visto à esquerda olhando para o espectador. Como em "Las Meninas", o artista é mostrado trabalhando em uma tela, da qual apenas a parte traseira é visível. No entanto, a atmosfera calorosa do interior do palácio da obra de Velázquez é substituída na de Goya por um sentido de desconforto disfarçado.

Ladeando os Reis estão os seus filhos: o infante Francisco de Paula (1794-1865) e a infanta María Isabel (1789-1848). À esquerda estão o Príncipe das Astúrias e futuro Fernando VII (1784-1833) vestindo azul, o infante Carlos María de Isidro (1788-1855), que foi o segundo na sucessão ao trono, a infanta María Josefa (1744-1801), que era irmã do rei e um jovem não identificado. À direita estão o infante Antonio Pascual (1755-1817) irmão do Rei, um prestação perfil de Carlota Joaquina (1775-1830), Rainha de Portugal e filha mais velha dos Reis e o príncipe e a princesa de Parma, a infanta María Luisa (1782-1824) segurando seu filho Carlos Luis (1799-1883) e seu marido, Luis de Bourbon, o futuro rei da Etruria.

Goya não apresenta seus modelos como ele os via. Ele os apresenta como eles viam a si mesmos. Ele registra a evidência incontestável fornecida pelos próprios modelos. Não temos nesta pintura uma imagem esteticamente condicionada para que o artista assuma total responsabilidade. O artista abdicou de sua prerrogativa tradicional, a de interpretar a realidade, reformulando-a de acordo com os ditames de seu estilo pessoal. Goya abandona a posição de um agente que transmite uma realidade idealmente transformada por meio de um ato inspirado da criação. Em vez disso, ele testemunha a existência de certos fenômenos, sem se dignar a envolver-se na interpretação significativa das verdades a que ele testemunha.

Goya é parte da pintura, em pé na parte de trás, onde ele não pode ver o tema, olhando diretamente para nós, é como se fossemos um espelho. Toda a família ali com Goya, olhando-se no espelho, enquanto Goya pinta o grupo a partir do reflexo. A composição de Goya, a maneira como ele organiza a pintura, praticamente diz: "Eu vos dou um reflexo da família de Carlos IV, e não uma interpretação idealizada". Ele está nos mostrando o que realmente está lá.
©Arteeblog

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